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Tratar gastos com bets como renda pode criar barreira a programas sociais

Análises socioeconômicas de programas sociais que consideram, de forma automática, movimentações financeiras com apostas como renda familiar podem criar barreiras e desvirtuar a finalidade de inclusão das políticas públicas. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos pela revista eletrônica Consultor Jurídico.

A discussão surgiu com o caso de um estudante de Campinas (SP) que foi impedido de se matricular na Universidade Paulista (UNIP) com bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni) porque a instituição identificou transações bancárias da conta de sua mãe para plataformas de bets.

O Prouni oferece bolsas de estudo a estudantes que buscam a graduação ou cursos sequenciais de formação específica em instituições particulares de educação superior. As bolsas podem financiar a mensalidade integral ou ser parciais, com cobertura de 50% do valor. O enquadramento depende da renda familiar de cada participante.

No caso em discussão, a universidade entendeu que o dinheiro movimentado na conta da mãe do jovem ultrapassou o limite permitido para a aplicação da bolsa integral, que exige renda de até um salário mínimo e meio por família.

Fonte: https://conjur.com.br/2026-ago-21/movimentacao-financeira-com-bets-por-si-so-nao-configura-renda-familiar/