{"id":10018,"date":"2015-03-24T12:11:04","date_gmt":"2015-03-24T12:11:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=10018"},"modified":"2015-03-24T12:11:04","modified_gmt":"2015-03-24T12:11:04","slug":"prefeito-e-apontado-como-mandante-do-assassinato-de-vigilante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/prefeito-e-apontado-como-mandante-do-assassinato-de-vigilante","title":{"rendered":"\u00bb Prefeito \u00e9 apontado como mandante do assassinato de vigilante"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>O prefeito de Limoeiro de Anadia, James Marlan, \u00e9 investigado pela Pol\u00edcia Civil pelo assassinato do vigilante Givaldo Alexandre da Silva, crime ocorrido em outubro de 2009. O gestor \u00e9 apontado como o autor intelectual do crime. A desembargadora Nelma Padilha autorizou a investiga\u00e7\u00e3o contra Marlan.<\/p>\n<p>O delegado Maur\u00edcio Henrique, que preside uma comiss\u00e3o especial designada para apurar o assassinato, informou \u00e0 reportagem do CadaMinuto que Marlan foi citado em depoimento como o mandante do crime. Maur\u00edcio Henrique afirmou que ainda n\u00e3o h\u00e1 uma data para a oitiva de Marlan.<\/p>\n<p>\u201cTemos um depoimento com detalhes. De acordo com Edson Gonzaga dos Santos, o Ed, uma pessoa o informou que o prefeito teria feito uma reuni\u00e3o para organizar uma \u2018limpeza\u2019 na cidade para tirar de circula\u00e7\u00e3o pessoas respons\u00e1veis por crimes. O Ed ent\u00e3o perguntou se ele estava na lista e o Mi disse que n\u00e3o. O Ed foi convidado para participar do crime e n\u00e3o aceitou\u201d, contou Maur\u00edcio Henrique.<\/p>\n<p>O delegado afirmou ainda que ir\u00e1 pedir a quebra do sigilo telef\u00f4nico de Marlan e dos demais citados por Ed. Maur\u00edcio Henrique disse que ter\u00e1 dificuldades, j\u00e1 que foi informado que em 2009 nenhuma empresa de telefonia m\u00f3vel operava em Limoeiro de Anadia. \u201cVamos tentar fazer isso com os telefones m\u00f3veis. Quando h\u00e1 crime de mando, as negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas por telefone\u201d, observou.<\/p>\n<p>O depoimento<\/p>\n<p>A reportagem do CadaMinuto teve acesso a uma c\u00f3pia do depoimento de Ed, ocorrido no dia 28 de dezembro do ano passado, na Delegacia Geral da Pol\u00edcia Civil. O advogado Eduardo Bianchi acompanhou a oitiva.<\/p>\n<p>Ed relatou que certa vez estava na casa de um conhecido quando encontrou um rapaz, o Tal, que relatou ter presenciado uma conversa entre James Marlan, Miguel Ferro e v\u00e1rios policiais.<\/p>\n<p>O tema do encontro foi a \u201climpeza\u201d em Limoeiro de Anadia. Ed perguntou a Tal se seu nome estava entre os \u201cmarcados\u201d para morrer, quando foi informado que n\u00e3o. Ainda segundo Ed em seu depoimento, Tal disse que o nome de Givaldo foi citado. Ed foi procurar um amigo, identificado apenas como Mi para confirmar a reuni\u00e3o em uma das propriedades do prefeito.<\/p>\n<p>\u201cMi, de fato, confirmou que o nome do declarante (Ed) n\u00e3o tinha sido citado, e que Givaldo era a pessoa que o prefeito James Marlan pretendia pegar. Mi falou tamb\u00e9m que estava acontecendo muita coisa e que Givaldo estaria envolvido. Mi disse que, na morte de Givaldo, iria rolar um dinheiro bom, cerca de 15 mil, perguntando se o declarante n\u00e3o queria participar\u201d, diz o depoimento de Ed. A participa\u00e7\u00e3o de Ed no crime, de acordo com o proposto por Mi, seria chamar Givaldo para um s\u00edtio onde o \u201cpessoal faria o servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Ed contou \u00e0 Pol\u00edcia que n\u00e3o aceitou a proposta e que dias depois soube que Givaldo foi assassinado. Ele disse ainda que ouviu coment\u00e1rios de que a v\u00edtima havia sido assassinada por policiais a mando de James Marlan. \u201cDiante dos fatos, o declarante teve a certeza de que a morte de Givaldo teria se concretizado como o planejado pelo prefeito j\u00e1 referido, por Miguel Ferro e pelos policiais presentes na reuni\u00e3o\u201d, relata o depoimento de Ed.<\/p>\n<p>Na segunda-feira ap\u00f3s o crime, Ed relatou ter encontrado Mi e pegou uma carona com ele. Durante o trajeto, o declarante disse para Mi: \u201cRapaz, voc\u00eas fizeram mesmo o neg\u00f3cio\u201d. Segundo Ed, Mi riu, disse para ele esquecer o que ele havia dito e pediu para que ele ficasse calado.<\/p>\n<p>Ed contou tamb\u00e9m que Givaldo era uma pessoa \u201cboa\u201d e relembrou um epis\u00f3dio onde a v\u00edtima testemunhou contra James Marlan, que foi acusado de agredir uma m\u00e9dica. Meses ap\u00f3s o crime, Ed foi intimado para comparecer ao F\u00f3rum de Limoeiro. L\u00e1, ele contou que foi ouvido pelo promotor da cidade.<\/p>\n<p>Amea\u00e7ado<\/p>\n<p>Ed disse que ap\u00f3s a carona que pegou Mi n\u00e3o teve mais contato com o amigo. Mas, ap\u00f3s o depoimento no F\u00f3rum Ed disse \u00e0 Pol\u00edcia que foi procurado por Mi, que afirmou estar com um problema j\u00e1 que o prefeito James Marlan o estava acusando do sumi\u00e7o de uma pistola.<\/p>\n<p>Mi disse a Ed que Marlan teria assassinado Givaldo e revelou que quem teria \u201cpuxado o gatilho\u201d foi um policial, que n\u00e3o sabia se era civil ou militar, identificado apenas como Valmir. Mi contou para Ed que o prefeito era \u201cperigoso\u201d e que por isso ia embora de Limoeiro de Anadia, pois temia morrer, uma vez que sabia demais. Depois dessa conversa, os dois n\u00e3o mais se encontraram mais.<\/p>\n<p>No ano passado, Ed disse que foi procurado pelo vigia da maternidade de Limoeiro, identificado como Juca, que lhe contou que estava na casa de James Marlan quando ouviu uma conversa. \u201cOs caras\u201d, como Juca contou ao declarante, iriam matar Ed. Diante da informa\u00e7\u00e3o e por se sentir amea\u00e7ado, Ed procurou a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL).<\/p>\n<p>Gilberto Irineu, presidente da Comiss\u00e3o, informou \u00e0 reportagem do CadaMinuto que tomou os procedimentos necess\u00e1rios ap\u00f3s ser procurado por Edson Gonzaga dos Santos. \u201cInformamos o caso ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, Pol\u00edcia Civil e Conselho de Seguran\u00e7a, mas n\u00e3o posso revelar mais detalhes. O que posso dizer \u00e9 que continuamos acompanhando o caso\u201d, colocou.<\/p>\n<p>O crime<\/p>\n<p>Givaldo Alexandre foi assassinada em uma pra\u00e7a no munic\u00edpio de Limoeiro, no dia 04 de outubro de 2009. De acordo com relatos de testemunhas, Givaldo estava no local, que servia de ponto de apoio para mototaxistas, quando foi atingido por disparos de arma de fogo. Os assassinos, ap\u00f3s cometer o crime, fugiram em um P\u00e1lio verde<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Cada Minuto<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O prefeito de Limoeiro de Anadia, James Marlan, \u00e9 investigado pela Pol\u00edcia Civil pelo assassinato do vigilante Givaldo Alexandre da Silva, crime ocorrido em outubro de 2009. O gestor \u00e9 apontado como o autor intelectual do crime. A desembargadora Nelma Padilha autorizou a investiga\u00e7\u00e3o contra Marlan. 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