{"id":10024,"date":"2015-03-24T12:12:28","date_gmt":"2015-03-24T12:12:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=10024"},"modified":"2015-03-24T12:12:28","modified_gmt":"2015-03-24T12:12:28","slug":"o-crime-tem-dinamica-propria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/o-crime-tem-dinamica-propria","title":{"rendered":"\u00bb O crime tem din\u00e2mica pr\u00f3pria"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Nessa edi\u00e7\u00e3o, uma entrevista sobre seguran\u00e7a banc\u00e1ria com Cleber Lopes, que \u00e9 mestre em seguran\u00e7a p\u00fablica e privada, doutorando do Departamento de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da USP, onde desenvolve tese sobre o controle da seguran\u00e7a privada.<\/p>\n<p>O Brasil registrou, em 2006 (Banco Central de Fortaleza), o segundo maior assalto a banco do mundo. A seguran\u00e7a banc\u00e1ria no Brasil \u00e9 insuficiente? H\u00e1 falhas no sistema de seguran\u00e7a dos bancos. A porta girat\u00f3ria, um item crucial para a triagem de pessoas, n\u00e3o \u00e9 de uso obrigat\u00f3rio. O problema \u00e9 que o crime tem din\u00e2mica pr\u00f3pria e os assaltantes buscam as oportunidades mais f\u00e1ceis e uma ag\u00eancia sem porta girat\u00f3ria \u00e9 mais vulner\u00e1vel. Nesse sentido, a lei \u00e9 falha, em n\u00e3o obrigar os bancos a ter um sistema de seguran\u00e7a mais desenvolvido. O crime do Banco Central tamb\u00e9m se explica um pouco nesse movimento, havia uma grande quantidade de dinheiro ali, e os assaltantes planejaram e fizeram um crime espetacular. Nenhum sistema de seguran\u00e7a \u00e9 completo, todo sistema de seguran\u00e7a tem falhas: sempre se est\u00e1 tentando diminuir a vulnerabilidade, modo que os crimes n\u00e3o ocorram, mas os crimes t\u00eam sua din\u00e2mica, e os criminosos v\u00e3o se especializando. Freq\u00fcentemente os bancos que atuam no Brasil s\u00e3o multados pelo descumprimento da lei federal n\u00ba 7.102\/83. Em que medida a falta de investimento na seguran\u00e7a contribui para o aumento no n\u00famero de assaltos?De fato, os bancos n\u00e3o est\u00e3o comprometidos em cumprir todas as determina\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia federal em rela\u00e7\u00e3o ao sistema de seguran\u00e7a. Uma quest\u00e3o bastante preocupante \u00e9 o movimento feito por alguns bancos para tirar a porta girat\u00f3ria. Ag\u00eancias sem portas girat\u00f3rias s\u00e3o ag\u00eancias mais vulner\u00e1veis e os assaltantes est\u00e3o procurando facilidades, procurando cometer os crimes que oferecem menor resist\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 lei que obrigue os bancos a terem portas girat\u00f3rias, \u00e9 um item opcional, de modo que esses dois fatos s\u00e3o indicadores de um interesse menor dos bancos em seguirem tudo que a policia federal determina. Isso contribui sim para a vulnerabilidade das ag\u00eancias. At\u00e9 que ponto a seguran\u00e7a p\u00fablica, ou a defici\u00eancia dela, interfere na seguran\u00e7a banc\u00e1ria?Enormemente. Esse n\u00e3o \u00e9 um problema somente dos bancos. \u00c9 um problema de todo mundo, quem freq\u00fcenta as ag\u00eancias banc\u00e1rias \u00e9 a sociedade. \u00c9 um problema dos banqueiros: crimes que ocorrem ou come\u00e7am nas ag\u00eancias podem ser prevenidos com investimento e s\u00e3o os bancos que devem fazer. Mas a seguran\u00e7a p\u00fablica tem que fazer sua parte e o m\u00ednimo a se fazer \u00e9 monitorar e criar estat\u00edstica confi\u00e1veis sobre esse tipo de crime. Quais s\u00e3o as alternativas para melhorar esse sistema de seguran\u00e7a?O crime de roubo a banco tem v\u00e1rias facetas, s\u00e3o crimes diferentes, e tem que ser combatido com pol\u00edticas diferentes. Ataques e s\u00edtios a cidades, o \u201cnovo canga\u00e7o\u201d, \u00e9 um problema de seguran\u00e7a p\u00fablica e tem que ser combatido com investimento inteligente para desarticular as quadrilhas. As secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica precisam conversar entre si, a pol\u00edcia federal precisa participar dessas investiga\u00e7\u00f5es. O roubo a ag\u00eancias tamb\u00e9m pode ser prevenido a partir de um investimento, e a porta girat\u00f3ria \u00e9 um elemento importante. E cabe \u00e0s secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica produzirem informa\u00e7\u00e3o sobre esse tipo de crime e divulgar, por que isso que permite melhorar as pol\u00edticas de seguran\u00e7a.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Sindicato dos Banc\u00e1rios de Vit\u00f3ria-ES<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nessa edi\u00e7\u00e3o, uma entrevista sobre seguran\u00e7a banc\u00e1ria com Cleber Lopes, que \u00e9 mestre em seguran\u00e7a p\u00fablica e privada, doutorando do Departamento de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da USP, onde desenvolve tese sobre o controle da seguran\u00e7a privada. O Brasil registrou, em 2006 (Banco Central de Fortaleza), o segundo maior assalto a banco do mundo. 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