{"id":10963,"date":"2015-07-28T19:13:57","date_gmt":"2015-07-28T19:13:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=10963"},"modified":"2015-07-28T19:13:57","modified_gmt":"2015-07-28T19:13:57","slug":"bradesco-tera-de-pagar-r-500-mil-por-utilizar-empregados-administrativos-para-transporte-de-valores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/bradesco-tera-de-pagar-r-500-mil-por-utilizar-empregados-administrativos-para-transporte-de-valores","title":{"rendered":"Bradesco ter\u00e1 de pagar R$ 500 mil por utilizar empregados administrativos para transporte de valores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a senten\u00e7a que condenou o Banco Bradesco S.A a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 500 mil por utilizar empregados administrativos em transporte de valores sem escolta. Na avalia\u00e7\u00e3o dos ministros que comp\u00f5em a Turma, o valor tem car\u00e1ter pedag\u00f3gico e n\u00e3o \u00e9 exorbitante perante a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho apresentou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ap\u00f3s senten\u00e7a condenat\u00f3ria do Tribunal Regional do Trabalho da 23\u00aa Regi\u00e3o (MT), em que foi reconhecida a pr\u00e1tica do banco de utilizar empregados contratados para fun\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas ou administrativas para o transporte de valores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em novembro de 2007, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho chegou a realizar uma audi\u00eancia administrativa com representantes do Bradesco nos munic\u00edpios de Col\u00edder (MT) e Peixoto de Azevedo (MT), mas, apesar de admitirem que o transporte de valores era feito por empregados de setores administrativos, e n\u00e3o profissionais especialmente treinados, a empresa se recusou a assinar um termo de ajustamento de conduta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MPT<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Percebe-se que a pr\u00e1tica do banco, confessada em sede de procedimento investigat\u00f3rio, perpetua-se em diferentes partes do Estado&#8221;, declarou o MPT em sua peti\u00e7\u00e3o inicial, ressaltando que nem as condena\u00e7\u00f5es proferidas em reclamat\u00f3rias individuais em montantes expressivos, uma delas de mais de R$ 119 mil, foram suficientes para desestimular a conduta da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua defesa, o Bradesco argumentou que valores at\u00e9 7.000 UFIRs podem ser transportados por empregados n\u00e3o treinados especificamente para essa fun\u00e7\u00e3o, visto que a\u00a0Lei 7.102\/83\u00a0assim permite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, a 1\u00aa inst\u00e2ncia entendeu que pelo texto da Lei n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que qualquer empregado do banco est\u00e1 autorizado a realizar o transporte de valores quando a import\u00e2ncia n\u00e3o for superior a 7.000 UFIRs. &#8220;A lei n\u00e3o dispensa a presen\u00e7a do vigilante no transporte de valores. A \u00fanica omiss\u00e3o que se vislumbra \u00e9 quanto ao tipo de ve\u00edculo a ser utilizado&#8221;, enfatizou ao condenar a institui\u00e7\u00e3o a pagar R$ 500 mil para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mais multa cominat\u00f3ria de R$ 100mil para cada transporte feito de forma ilegal. A decis\u00e3o foi mantida pelos desembargadores do TRT 23\u00aa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso ao TST, o banco insistiu na tese de exist\u00eancia de contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com empresa especializada no transporte de valores, e que isso foi comprovado pela decis\u00e3o regional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o relator do caso, ministro Jos\u00e9 Roberto Freire Pimenta, ressaltou que o fato de haver empresa contratada para o transporte de valores n\u00e3o leva \u00e0 conclus\u00e3o de que o banco sempre a utilizou e nunca exigiu dos seus empregados a realiza\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o relator, ainda que os valores transportados pelos empregados do banco tivessem sido inferiores a &#8220;sete mil e vinte mil Ufirs&#8221;, a conduta do banco n\u00e3o se encontrava respaldada no artigo 5\u00ba da Lei 7.102\/83, que exige a presen\u00e7a de dois vigilantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freire Pimenta considerou razo\u00e1vel e proporcional o valor fixado pelo TRT-MT tendo em vista a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Banco Bradesco e pelo car\u00e1ter pedag\u00f3gico da pena. &#8220;Esse valor compensa adequadamente o dano moral sofrido pela coletividade&#8221;, enfatizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o foi seguida pelos demais ministros da Turma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0(Paula Andrade\/RR)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo: RR-15800-03.2008.5.23.0041<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: tst.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a senten\u00e7a que condenou o Banco Bradesco S.A a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 500 mil por utilizar empregados administrativos em transporte de valores sem escolta. Na avalia\u00e7\u00e3o dos ministros que comp\u00f5em a Turma, o valor tem car\u00e1ter pedag\u00f3gico e n\u00e3o \u00e9 exorbitante perante a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-10963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10963"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10965,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10963\/revisions\/10965"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}