{"id":12152,"date":"2016-01-06T15:05:04","date_gmt":"2016-01-06T15:05:04","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=12152"},"modified":"2016-01-06T15:05:04","modified_gmt":"2016-01-06T15:05:04","slug":"chegou-a-hora-de-sairmos-da-defesa-e-virarmos-esse-jogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/chegou-a-hora-de-sairmos-da-defesa-e-virarmos-esse-jogo","title":{"rendered":"Chegou a hora de sairmos da defesa e virarmos esse jogo"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"sub_title\" tabindex=\"4\">Vagner Freitas, presidente da CUT, fala sobre os pr\u00f3ximos passos da mobiliza\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos, da democracia, contra a atual pol\u00edtica econ\u00f4mica, o golpismo e o retrocesso<\/h2>\n<p>Para usar uma met\u00e1fora do futebol, os movimentos sociais capitaneados pela CUT conseguiram empatar um jogo que parecia perdido. Aqueles que queriam ganhar no tapet\u00e3o, porque n\u00e3o conseguiam vencer com a bola rolando, j\u00e1 contavam com a vit\u00f3ria quando, aos 45 minutos do segundo tempo, com ra\u00e7a e uni\u00e3o, os movimentos sociais conseguiram igualar o placar.<\/p>\n<p>Juntos, colocaram milhares nas ruas no final de 2015 e deixaram quem j\u00e1 cantava vit\u00f3ria com um gosto amargo na boca. Mas, como diz outro jarg\u00e3o no futebol, quem n\u00e3o faz, toma. Com apoio das ruas, \u00e9 hora do governo sair da defesa e partir para o ataque.<\/p>\n<p>Um primeiro passo foi dado: a sa\u00edda do ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pela pol\u00edtica de ben\u00e7\u00e3o ao mercado financeiro que representava, estagnando a economia em nome de um ajuste fiscal, foi um bom primeiro passo, mas precisa se concretizar com di\u00e1logo e propostas para reaquecer a economia.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 o que defende o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas. Na primeira conversa com o Portal da CUT neste ano, o dirigente aponta o que espera de 2016, ressalta que as mobiliza\u00e7\u00f5es em defesa da democracia, contra o golpe e pelo desenvolvimento com distribui\u00e7\u00e3o de renda, aliadas ao fim da atual pol\u00edtica econ\u00f4mica continuam na agenda.<\/p>\n<p>Vagner fala ainda sobre a pesquisa CUT\/Vox Populi, intitulada \u201cBrasil: a agenda da popula\u00e7\u00e3o\u201d, que referenda o desejo da popula\u00e7\u00e3o de impedir retrocessos como as mudan\u00e7as na Previd\u00eancia e manter conquistas como os programas sociais.<\/p>\n<p>Confira abaixo os principais momentos.<\/p>\n<p><strong>CUT nas ruas em mar\u00e7o<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio dos trabalhos legislativos estaremos com a pauta dos trabalhadores nas ruas. Os mesmos movimentos que ocuparam todo o pa\u00eds em novembro do ano passado novamente estar\u00e3o mobilizados em mar\u00e7o em defesa da democracia, contra o golpe, contra a reforma da Previd\u00eancia, pela manuten\u00e7\u00e3o dos direitos e para colocar o Cunha (Eduardo Cunha, presidente da C\u00e2mara) fora do Congresso.<\/p>\n<p>Foi nossa a\u00e7\u00e3o em defesa de direitos e da democracia que fez parceiros, partidos, movimentos que n\u00e3o votaram em Dilma, mas s\u00e3o contra o retrocesso e contra o golpe, virem junto nessa luta, num momento em que os golpistas j\u00e1 davam como certo o impeachment da presidenta e a pris\u00e3o do Lula. Um enfrentamento que fez as bancadas dos partidos progressistas tamb\u00e9m se levantarem no Congresso Nacional com a mesma bandeira. Fomos n\u00f3s que fizemos um movimento junto aos empres\u00e1rios, com a\u00e7\u00f5es como o Compromisso pelo Desenvolvimento, para isolar golpistas de direita e outros mais. Com esses setores batemos na tecla de que a agenda do Brasil n\u00e3o \u00e9 a agenda do impeachment e da lava-jato, mas do desenvolvimento econ\u00f4mico, da gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda.<\/p>\n<p>A partir disso, n\u00e3o podemos perder de vista duas grandes frentes: a discuss\u00e3o sobre a reforma do Estado e a disputa de opini\u00e3o na sociedade. O acerto dos governos Lula, Dilma, Nestor e Cristina Kirchner (ex-presidentes da Argentina), Rafael Correa (ex-presidente do Equador), Hugo Chavez (ex-presidente da Venezuela) e Evo Morales (presidente da Bol\u00edvia) foi fazer o embate direto com o neoliberalismo. O mote da luta da esquerda mundial tem de continuar sendo a derrota do neoliberalismo, porque se n\u00e3o fosse a luta da esquerda, dos movimentos sociais e desse governo no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, o neoliberalismo j\u00e1 teria implementado sua agenda do come\u00e7o ao fim. O segredo da esquerda que deu certo por aqui foi impedir a implementa\u00e7\u00e3o de uma pauta de redu\u00e7\u00e3o de custos por meio da redu\u00e7\u00e3o de direitos, do fim da carteira assinada, das garantias legais num cen\u00e1rio de economia desregrada.<\/p>\n<p><strong>Como ser\u00e1 2016<\/strong><br \/>\nVamos continuar defendendo que o Estado n\u00e3o pode retirar direito, que a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo deve continuar porque \u00e9 boa para o trabalhador e para a economia, vamos continuar defendendo a gera\u00e7\u00e3o de emprego, a mudan\u00e7a na pol\u00edtica econ\u00f4mica, que causa a recess\u00e3o e vamos continuar defendendo a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. N\u00e3o aceitaremos que o negociado se sobreponha sobre o legislado, negligenciado a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso significa fazer pol\u00edtica, porque voc\u00ea, trabalhador, se n\u00e3o gosta de pol\u00edtica, vai ser comandado por algu\u00e9m que gosta. N\u00f3s somos uma central sindical que defende direitos trabalhistas, por isso brigamos no parlamento, nas elei\u00e7\u00f5es, temos propostas pol\u00edticas e econ\u00f4micas. Porque se n\u00e3o fizermos isso, o patr\u00e3o vai fazer, organizar pessoas para fazer e o trabalhador ser\u00e1 prejudicado.<\/p>\n<p>Como seria prejudicado em caso de impeachment da Dilma para entrada do Temer (Michel Temer, vice-presidente), tendo como base o Ponte para o Futuro, programa do PMDB, que acaba com a CLT, com as f\u00e9rias e com o 13\u00ba sal\u00e1rio. Quando o trabalhador ouve que precisa tirar a presidenta, que ela \u00e9 ruim, tamb\u00e9m precisa saber que o Eduardo Cunha, autor dessa proposta, \u00e9 o mesmo cara que defende a terceiriza\u00e7\u00e3o sem limites e que apoia todas as propostas que retiram direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Sem Levy, hora de virar o jogo<\/strong><br \/>\nO Nelson Barbosa (novo ministro da Fazenda) tem a faca e o queijo na m\u00e3o para vir agora com not\u00edcias boas para o Brasil. Porque se ele continuar com o discurso de ajuste fiscal e segurar a economia, vai perder a chance de aproveitar o clima do final do ano em que conseguimos equilibrar o jogo com os direitistas.\u00a0 Tem que mudar a agenda da economia, com as propostas que apresentamos no 12\u00ba CONCUT (Congresso Nacional da CUT) no ano passado &#8211; o reaquecimento do mercado interno por meio do barateamento do cr\u00e9dito e da redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros.<\/p>\n<p>N\u00f3s achamos que o Estado deve ser tamb\u00e9m indutor do crescimento econ\u00f4mico, n\u00e3o pode s\u00f3 ser o mercado quem determina as regras do jogo. Isso \u00e9 de esquerda e fico feliz quando soci\u00f3logos como o Boaventura de Sousa Santos e o Emir Sader enxergam tamb\u00e9m dessa forma, ao inv\u00e9s de dizer que o neodesenvolvimentismo constru\u00eddo a partir do governo Lula \u00e9 pouco importante. Se n\u00e3o fosse o neodesenvolvimentismo, teria sido o neoliberalismo, que teria vindo com o PSDB. E s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel construir nova sociedade se trabalhadores foram protagonistas pol\u00edticos desse jogo; mas n\u00e3o se sentir\u00e3o inclu\u00eddos se n\u00e3o tiverem emprego e renda.<\/p>\n<p><strong><a class=\"zoom\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/images\/parizotti-vagner.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/images\/parizotti-vagner.jpg\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"246\" \/><\/a>Previd\u00eancia<\/strong><br \/>\nN\u00e3o aceitaremos nenhuma mudan\u00e7a na Previd\u00eancia e qualquer discuss\u00e3o que venha a ocorrer deve se for feita no F\u00f3rum de Debates sobre Pol\u00edticas de Trabalho, Renda, Emprego e Previd\u00eancia, criado no ano passado justamente para discutir essas quest\u00f5es.<\/p>\n<p>A CUT foi chamada e aceitou participar do F\u00f3rum por ser um espa\u00e7o de di\u00e1logo, ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para, mesmo antes de tomar posse, o ministro da Fazenda j\u00e1 falar em reformar e pautar isso como uma das primeiras a\u00e7\u00f5es para 2016. Ent\u00e3o, criou o F\u00f3rum para qu\u00ea? Queremos que as propostas sejam discutidas pela sociedade nesse ambiente que tem representantes dos trabalhadores, do empresariado, do parlamento e do governo. \u00c9 onde devemos tirar consenso sobre quest\u00f5es como a Seguridade, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Previd\u00eancia, mas todo um sistema de prote\u00e7\u00e3o social que o pa\u00eds tem e que n\u00e3o \u00e9 deficit\u00e1rio. O que precisa \u00e9 combater a sonega\u00e7\u00e3o dos que n\u00e3o recolhem para a Previd\u00eancia, e n\u00e3o retirar um direito t\u00e3o importante e t\u00e3o essencial como a aposentadoria.<\/p>\n<blockquote>\n<div id=\"quote\" class=\"include_ck resp_mob_hide\">&#8220;N\u00e3o podemos perder de vista duas grandes frentes: a discuss\u00e3o sobre a reforma do Estado e a disputa de opini\u00e3o na sociedade&#8221;<cite>Vagner Freitas<\/cite><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>E n\u00e3o adianta dizer que esse problema s\u00f3 afligir\u00e1 nossos filhos e os trabalhadores que adentrarem o sistema a partir de agora. O governo precisa se posicionar sobre isso, porque os neoliberais acham que isso n\u00e3o \u00e9 importante, que \u00e9 melhor fatiar a Previd\u00eancia, acabar com todos os direitos adquiridos e vender essa prote\u00e7\u00e3o para empresas privadas, como acontece no M\u00e9xico e no Chile. Essa \u00e9 a pauta que n\u00e3o queremos ver aqui.<\/p>\n<p>Desde o F\u00f3rum Nacional do Trabalho, em 2003, no mandato do presidente Lula, j\u00e1 defend\u00edamos um sistema p\u00fablico e universal, que \u00e9 tranquilamente sustent\u00e1vel se cobrar os sonegadores e os devedores, se o or\u00e7amento da Seguridade Social for utilizado somente para o financiamento do sistema, se tiver uma gest\u00e3o transparente e quadripartite, com a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, se a contribui\u00e7\u00e3o das empresas passar a ser calculada sobre o faturamento e n\u00e3o somente considerando a folha de pagamento. Esse \u00faltimo ponto, por exemplo, serviria para arrecadar junto a setores que ganham muito, empregam pouco e \u00e9 algo que j\u00e1 cobramos h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio m\u00ednimo no caminho certo<\/strong><br \/>\nOs mesmos que querem acabar com a Previd\u00eancia querem o fim da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo. E eu quero elogiar a proposta corret\u00edssima da presidenta Dilma de corrigir o valor acima da infla\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 investimento no aquecimento da economia, muitas cidades t\u00eam como fonte de renda os trabalhadores que recebem um sal\u00e1rio. S\u00e3o eles que fazem girar a economia, aumentando o mercado de consumo brasileiro, que tem espa\u00e7o sim para crescer. N\u00e3o estamos na Dinamarca, na Su\u00e9cia ou na Holanda, onde a desigualdade \u00e9 muito menor e a maior parte da popula\u00e7\u00e3o tem acesso a condi\u00e7\u00f5es dignas de vida. Temos 200 milh\u00f5es de habitantes e menos de 40 milh\u00f5es de consumidores.<\/p>\n<p>Todo americano tem d\u00edvida porque tem cr\u00e9dito, algu\u00e9m que empreste. Vai comparar nosso endividamento com o do cidad\u00e3o americano? O sistema financeiro deveria fomentar esse financiamento. Aqui n\u00e3o tem cr\u00e9dito, a taxa de juros est\u00e1 l\u00e1 em cima e o sistema financeiro s\u00f3 serve para escochar o pa\u00eds inteiro. N\u00e3o tem nenhuma fun\u00e7\u00e3o social. Temos que ampliar, por exemplo, o cr\u00e9dito consignado para os trabalhadores tamb\u00e9m do setor privado com o la\u00e7o das empresas para evitar o endividamento individual.<\/p>\n<p><strong>Onde errou<\/strong><br \/>\nO papel do BNDES \u00e9 fomentar o desenvolvimento e apresentar linhas de cr\u00e9dito para as empresas brasileiras, mas isso tem de vir acompanhado de contrapartidas sociais como a manuten\u00e7\u00e3o do emprego. Houve o subs\u00eddio, mas n\u00e3o a contrapartida para ajudar a melhorar a vida das pessoas.<\/p>\n<p>N\u00e3o conhe\u00e7o nenhum pa\u00eds desenvolvido em que o Estado n\u00e3o foi indutor de desenvolvimento. Pode pegar a Cor\u00e9ia ou mesmo os Estados Unidos. Quando a GM ia quebrar, o Obama mandou resolver. N\u00e3o foi o sistema financeiro econ\u00f4mico que resolveu a crise hipotec\u00e1ria, foi o Tesouro Americano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, na sa\u00edda de 2011 para 2012, ao inv\u00e9s de discutir com a sociedade para construir subs\u00eddios para aprovar o or\u00e7amento, o governo criou um processo de apertar o cinto e paralisar a economia que nos trouxe problemas grav\u00edssimos. A CUT nunca fugiu desse debate, somos contra a pol\u00edtica econ\u00f4mica praticada no segundo mandato da Dilma at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o do Congresso em ano de elei\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPol\u00edticos s\u00e3o movidos por press\u00e3o o tempo todo e acho que alguns parlamentares podem mudar de opini\u00e3o, se mantivermos em 2016 a mesma capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o que tivemos em 2015. Voc\u00ea tem corpora\u00e7\u00f5es no Congresso, a bancada da bala, do agroneg\u00f3cio e da B\u00edblia s\u00e3o orientadas por seus interesses. Nossos atos em defesa da democracia n\u00e3o v\u00e3o mudar a posi\u00e7\u00e3o de um Bolsonaro, de um Caiado, mas pode respaldar os pol\u00edticos que s\u00e3o contra o retrocesso, para que possam se levantar contra o conservadorismo.<\/p>\n<p>Queremos que o Congresso Nacional, em 2016, tenha uma pauta muito mais progressista do que teve em 2015. Vamos acabar com essa ideia de tirar direitos dos trabalhadores, de reduzir maioridade penal, de facilitar as pessoas a andarem com armas, de criminalizar as mulheres e os LGBTs, (l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transg\u00eaneros), de ataques \u00e0 democracia e aos direitos humanos.<\/p>\n<p><strong>M\u00eddia e Judici\u00e1rio<\/strong><br \/>\nO problema do Brasil \u00e9 fundamentalmente pol\u00edtico, e n\u00e3o s\u00f3 econ\u00f4mico. Se resolver a quest\u00e3o pol\u00edtica, o Brasil tem viabilidade econ\u00f4mica. Uma coisa est\u00e1 atrelada a outra. A crise pol\u00edtica impede que o pa\u00eds tenha condi\u00e7\u00f5es de andar economicamente, mas a grande m\u00eddia brasileira nunca fala isso, fala que o governo fez tudo errado, que gastou demais. O que \u00e9 gastar demais? \u00c9 gastar com Bolsa-Fam\u00edlia, com programas sociais? Isso n\u00e3o \u00e9 gasto, \u00e9 investimento. Mas a m\u00eddia oculta isso. O que falta \u00e9 uma regulariza\u00e7\u00e3o na m\u00eddia para que haja contraposi\u00e7\u00e3o, para que os dois lados possam ser ouvidos com as mesmas condi\u00e7\u00f5es. A lei do direito de resposta \u00e9 uma conquista, \u00e9 um primeiro passo. Mas \u00e9 preciso ter uma mudan\u00e7a r\u00e1pida e significativa da m\u00eddia no Brasil, assim como uma mudan\u00e7a no poder judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>O processo de sensacionalismo e de espetaculariza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, que conta com promo\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, tem que acabar. Exemplo disso est\u00e1 no tratamento dado \u00e0 fam\u00edlia Vaccari e \u00e0 fam\u00edlia Cunha. Porque o tratamento \u00e9 diferente? A cunhada do Vaccari chegou a ser presa injustamente, acusada sem provas, confundida com esposa de Vaccari, que tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 provas de qualquer ato il\u00edcito. O caso foi amplamente divulgado na m\u00eddia, como um espet\u00e1culo. J\u00e1 a mulher de Cunha, acusada e com provas contra ela, nada foi mostrado. H\u00e1 evidente diferen\u00e7a de tratamento.<\/p>\n<p>O poder Judici\u00e1rio precisa entender que ele n\u00e3o pode ser partidarizado e que ele \u00e9 fundamental para a democracia.<\/p>\n<p><strong>Mobiliza\u00e7\u00e3o e Reformas<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favida de que o Brasil s\u00f3 n\u00e3o teve um desfecho diferente neste fat\u00eddico 2015 pela a\u00e7\u00e3o da CUT e dos movimentos sociais. Se n\u00e3o tiv\u00e9ssemos feito a disputa nas ruas, essa agenda do impeachment da presidenta pelos golpistas teria muita chance de ter sa\u00eddo vitoriosa e a pol\u00edtica econ\u00f4mica de ajuste ia avan\u00e7ar para preju\u00edzo dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia da unidade da esquerda, da mobiliza\u00e7\u00e3o conjunta das entidades que comp\u00f5em as Frentes Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, das centrais sindicais, dos partidos pol\u00edticos, artistas e intelectuais, construindo unidade nas ruas e nas redes em defesa da democracia, contra o golpe e contra medidas que prejudicam o trabalhador e impedem o desenvolvimento do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m seguiremos em defesa das reformas que o pa\u00eds precisa, como a reforma pol\u00edtica, agr\u00e1ria e tribut\u00e1ria, bem como a regulamenta\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, do sistema financeiro e mudan\u00e7as no Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Continuamos mobilizados para terminar esse \u201cterceiro turno\u201d que a direita teima em n\u00e3o querer acabar. Em mar\u00e7o estaremos novamente nas ruas para esse embate, fazendo press\u00e3o, e mostrar que a classe trabalhadora n\u00e3o vai permitir a retirada de direitos, o retrocesso e qualquer tentativa de golpe. Estaremos nas ruas quantas vezes forem necess\u00e1rias!<\/p>\n<p>Fonte: CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vagner Freitas, presidente da CUT, fala sobre os pr\u00f3ximos passos da mobiliza\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos, da democracia, contra a atual pol\u00edtica econ\u00f4mica, o golpismo e o retrocesso Para usar uma met\u00e1fora do futebol, os movimentos sociais capitaneados pela CUT conseguiram empatar um jogo que parecia perdido. 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