{"id":12244,"date":"2016-04-27T16:21:00","date_gmt":"2016-04-27T16:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=12244"},"modified":"2016-04-27T16:21:00","modified_gmt":"2016-04-27T16:21:00","slug":"guarda-municipal-de-bh-passa-a-atuar-com-armas-de-fogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/guarda-municipal-de-bh-passa-a-atuar-com-armas-de-fogo","title":{"rendered":"Guarda Municipal de BH passa a atuar com armas de fogo"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"description\">Para estudiosos da seguran\u00e7a p\u00fablica, arma letal n\u00e3o aumenta a seguran\u00e7a<\/h3>\n<p>Parte do efetivo da Guarda Municipal de Belo Horizonte come\u00e7ou a trabalhar com armas de fogo. Desde o dia 5 de abril, 90 agentes passaram a atuar com pistolas 380 e rev\u00f3lveres calibre 38. A mudan\u00e7a, que entrou em vigor no dia 5 de abril deste ano, tem como base uma lei federal que disp\u00f5e sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais.<\/p>\n<p>Essa lei, a 13022\/2014, diz que em cidades com popula\u00e7\u00e3o entre 250 mil e 500 mil habitantes, guardas podem portar armamento apenas em servi\u00e7o. J\u00e1 em cidades com popula\u00e7\u00e3o superior a 500 mil, o uso da arma tamb\u00e9m \u00e9 autorizado fora do hor\u00e1rio de trabalho. Em Belo Horizonte, o uso do equipamento \u00e9 institucional, em locais previamente definidos.<\/p>\n<p><strong>Inseguran\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A medida atende a uma antiga revindica\u00e7\u00e3o da categoria. Em nota, o Sindicato dos Servidores P\u00fablicos de Belo Horizonte manifestou seu apoio: \u201cOs guardas est\u00e3o preparados para exercer o papel de uma pol\u00edcia cidad\u00e3\u201d. Para Wellington Cezario, diretor do Sindicato dos Guardas Municipais de Minas Gerais, armas letais s\u00e3o necess\u00e1rias em algumas circunst\u00e2ncias. \u201cA arma n\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o para tudo, s\u00f3 deve ser usada depois de tentarmos negociar e conter o cidad\u00e3o de outras maneiras. Mas o armamento n\u00e3o letal s\u00f3 dispara at\u00e9 15 metros e n\u00e3o permite fazer disparos simult\u00e2neos. Ap\u00f3s disparar um dardo, se o agente erra, ele fica \u00e0 merc\u00ea de quem est\u00e1 atacando\u201d, defende.<\/p>\n<p>Entretanto, h\u00e1 muitas posi\u00e7\u00f5es diferentes sobre o assunto. Para Eduardo Batitucci, pesquisador do N\u00facleo de Estudos em Seguran\u00e7a P\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, n\u00e3o \u00e9 a arma de fogo que vai deixar os guardas mais seguros. \u201cTudo depende do sentido que a institui\u00e7\u00e3o vai dar ao uso do armamento. Se for constitu\u00edda como exce\u00e7\u00e3o, com uso estritamente regulado, o impacto da arma tende a ser menor. Mas, se for um instrumento a mais, ela tende a aumentar a inseguran\u00e7a e o conflito entre guarda e cidad\u00e3o\u201d, observa.<\/p>\n<p>A professora Let\u00edcia Godinho, da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro, acredita que o armamento da Guarda Municipal \u00e9 um retrocesso. \u201cIsso significa aumentar o volume de armas nas ruas. Um dos principais fatores respons\u00e1veis pelo quantitativo de mortes no Brasil (cerca de 60 mil por ano) \u00e9 a grande disponibilidade de armamento de fogo\u201d, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para estudiosos da seguran\u00e7a p\u00fablica, arma letal n\u00e3o aumenta a seguran\u00e7a Parte do efetivo da Guarda Municipal de Belo Horizonte come\u00e7ou a trabalhar com armas de fogo. Desde o dia 5 de abril, 90 agentes passaram a atuar com pistolas 380 e rev\u00f3lveres calibre 38. 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