{"id":12288,"date":"2016-06-13T17:24:20","date_gmt":"2016-06-13T17:24:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=12288"},"modified":"2016-06-13T17:24:20","modified_gmt":"2016-06-13T17:24:20","slug":"ministros-do-tst-contrariam-seu-presidente-e-defendem-clt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/ministros-do-tst-contrariam-seu-presidente-e-defendem-clt","title":{"rendered":"Ministros do TST contrariam seu presidente e defendem CLT"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"sub_title\" tabindex=\"4\">\u201cA desconstru\u00e7\u00e3o do Direito do Trabalho ser\u00e1 nefasta sob qualquer aspecto\u201d, diz manifesto. Presidente do tribunal defende flexibiliza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Ministros do Tribunal Superior do Trabalho divulgaram nesta segunda, 13, manifesto em que defendem a manuten\u00e7\u00e3o das regras trabalhistas e criticam o uso da crise para a defesa da retirada de direitos.<\/p>\n<p>Assim, contrariam o presidente do Tribunal, Ives Gandra da Silva Martins Filho, empossado em fevereiro, que tem defendido a mudan\u00e7a e a flexibiliza\u00e7\u00e3o das regras. Gandra cita a crise como uma raz\u00e3o para isso.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel notar, em determinado trecho do documento, que os ministros reivindicam tamb\u00e9m um melhor or\u00e7amento para o Tribunal. Mas as afirma\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m de uma pauta corporativa. Eles lembram a import\u00e2ncia das regras, e portanto, da CLT (sem cit\u00e1-la diretamente) para a repara\u00e7\u00e3o de trabalhadores e trabalhadoras:<\/p>\n<p>\u201cA Justi\u00e7a do Trabalho (&#8230;) \u00e9 reconhecida por sua atua\u00e7\u00e3o c\u00e9lere, moderna e efetiva, qualidades que muitas vezes atraem cr\u00edticas. Nos \u00faltimos dois anos (2014-2015), foram entregues aos trabalhadores mais de 33 bilh\u00f5es de reais em cr\u00e9ditos trabalhistas decorrentes do descumprimento da legisla\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da arrecada\u00e7\u00e3o para o Estado Brasileiro (entre custas e cr\u00e9ditos previdenci\u00e1rios) de mais de 5 bilh\u00f5es de reais\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_6760\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/sindser.org.br\/s\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/49d913a0a37499dc36f54f334aa1e0e1center.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6760\" class=\"size-full wp-image-6760\" src=\"http:\/\/sindser.org.br\/s\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/49d913a0a37499dc36f54f334aa1e0e1center.jpg\" alt=\"Gandra em sua posse, em 25 de fevereiro. Ag\u00eancia Brasil\" width=\"350\" height=\"247\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6760\" class=\"wp-caption-text\">Gandra em sua posse, em 25 de fevereiro. Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/div>\n<p>Em seguida, os ministros reconhecem que a realidade produtiva brasileira mudou bastante desde que as atuais regras foram criadas. Mas ressaltam que a mis\u00e9ria, o trabalho escravo e explora\u00e7\u00f5es de todo o tipo permanecem, a despeito dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos. E atacam:<\/p>\n<p>\u201cMuitos aproveitam a fragilidade em que s\u00e3o jogados os trabalhadores em tempos de crise para desconstruir direitos, desregulamentar a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, possibilitar a dispensa em massa, reduzir benef\u00edcios sociais, terceirizar e mitigar a responsabilidade social das empresas\u201d.<\/p>\n<p>Em outro trecho, criticam a proposta de abolir as regras hoje existentes e delegar as rela\u00e7\u00f5es capital-trabalho para o campo puro e simples da negocia\u00e7\u00e3o. O texto afirma que a proposta deturpa o princ\u00edpio constitucional da negocia\u00e7\u00e3o, consagrado no caput do artigo 7 da Constitui\u00e7\u00e3o, \u201cque \u00e9 o de ampliar e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d. E n\u00e3o, portanto, de reduzir direitos.<\/p>\n<p>O mesmo trecho lembra que a rela\u00e7\u00e3o entre os dois campos \u00e9 extremamente desigual \u2013 e na cita\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deixa de entrever uma cr\u00edtica ao movimento sindical: \u201c\u00c9 importante lembrar que apenas 17% dos trabalhadores s\u00e3o sindicalizados e que o sal\u00e1rio m\u00ednimo no Brasil (7\u00aa economia do mundo) \u00e9 o menor entre os 20 pa\u00edses mais desenvolvidos, sendo baixa, portanto, a base salarial sobre a qual incidem a maioria dos direitos\u201d.<\/p>\n<p>Partindo para a conclus\u00e3o, o manifesto alerta: \u201cO momento em que vivemos n\u00e3o tolera omiss\u00e3o! \u00c9 chegada a hora de esclarecer a sociedade que a desconstru\u00e7\u00e3o do Direito do Trabalho ser\u00e1 nefasta sob qualquer aspecto: econ\u00f4mico (com diminui\u00e7\u00e3o dos valores monet\u00e1rios circulantes e menos consumidores para adquirir os produtos oferecidos pelas empresas, em seus diversos ramos,); social (com o aumento da precariza\u00e7\u00e3o e da pauperiza\u00e7\u00e3o); previdenci\u00e1rio (&#8230;); seguran\u00e7a (&#8230;); pol\u00edtico (pela instabilidade causada e consequente repercuss\u00e3o nos movimentos sociais); sa\u00fade p\u00fablica, entre tantos outros aspectos\u201d.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio nacional de Assuntos Jur\u00eddicos da CUT, Valeir Ertle, destaca que os 19 ministros que assinam esse manifesto s\u00e3o os mesmos que se posicionaram contra o projeto da terceiriza\u00e7\u00e3o total. Lembra que, em mar\u00e7o, as centrais se reuniram com Gandra e refutaram a tese da preval\u00eancia do negociado sobre o legislado, proposta pelo presidente do TST. \u201cEle \u00e9 um aliado do Temer, e quer ajudar a encaminhar a vis\u00e3o do empresariado e passar a conta para os trabalhadores\u201d, analisa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/files\/justicatrabalho.pdf\" target=\"_blank\">Leia a \u00edntegra do manifesto clicando aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA desconstru\u00e7\u00e3o do Direito do Trabalho ser\u00e1 nefasta sob qualquer aspecto\u201d, diz manifesto. Presidente do tribunal defende flexibiliza\u00e7\u00e3o Ministros do Tribunal Superior do Trabalho divulgaram nesta segunda, 13, manifesto em que defendem a manuten\u00e7\u00e3o das regras trabalhistas e criticam o uso da crise para a defesa da retirada de direitos. 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