{"id":12697,"date":"2016-09-27T16:15:00","date_gmt":"2016-09-27T16:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=12697"},"modified":"2016-09-27T16:15:00","modified_gmt":"2016-09-27T16:15:00","slug":"vigilante-recebera-horas-extras-por-curso-de-reciclagem-feito-nos-dias-de-folga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/vigilante-recebera-horas-extras-por-curso-de-reciclagem-feito-nos-dias-de-folga","title":{"rendered":"Vigilante receber\u00e1 horas extras por curso de reciclagem feito nos dias de folga"},"content":{"rendered":"<p id=\"aui_3_2_0_1348\"><span id=\"aui_3_2_0_1347\">A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a VSG \u2013 Vigil\u00e2ncia e Seguran\u00e7a em Geral Ltda. a remunerar como horas extras o tempo gasto por um vigilante patrimonial com curso de reciclagem obrigat\u00f3rio feito nos dias de folga. A decis\u00e3o teve fundamento na jurisprud\u00eancia do TST no sentido de que o per\u00edodo dos cursos obrigat\u00f3rios realizados fora da jornada normal de trabalho tem de ser pago como servi\u00e7o extraordin\u00e1rio, pois representa tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador.<\/span><\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o judicial, o vigilante relatou que participava de uma capacita\u00e7\u00e3o por ano, e pediu o pagamento das horas por acreditar ser a empresa a \u00fanica benefici\u00e1ria da atividade de aperfei\u00e7oamento profissional. Por outro lado, a VGS afirmou que a reciclagem ocorria a cada dois anos, por cerca de 4h, e apresentou conven\u00e7\u00f5es coletivas da categoria que exclu\u00edam do c\u00e1lculo da jornada extra o per\u00edodo no qual o trabalhador participava do curso.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 2\u00aa Vara do Trabalho de Vit\u00f3ria (ES) julgou improcedente o pedido. A senten\u00e7a esclareceu que a reciclagem est\u00e1 prevista para ocorrer a cada bi\u00eanio, nos termos do artigo 32, par\u00e1grafo 8\u00ba, al\u00ednea &#8220;e&#8221;, do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/D1592.htm\">Decreto 1.592\/1995<\/a>. Como o curso de capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 requisito para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o e o funcionamento da empresa, o juiz entendeu que tanto o vigilante quanto a VGS t\u00eam de contribuir para o treinamento \u2013 o empregador com o custeio das aulas, e o empregado com a disponibilidade de tempo, inclusive durante as folgas. A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 17\u00aa Regi\u00e3o (ES).<\/p>\n<p><strong>TST<\/strong><\/p>\n<p>O relator do recurso do vigilante ao TST, ministro Jo\u00e3o Oreste Dalazen, aplicou ao caso o artigo 4\u00ba da<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/Del5452.htm\">CLT<\/a>, que considera como de atividade efetiva o tempo em que o empregado esteja \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposi\u00e7\u00e3o especial devidamente registrada.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(Guilherme Santos\/CF)<\/p>\n<p id=\"aui_3_2_0_1355\">Processo: <a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/resumoForm.do?consulta=1&amp;numeroInt=64682&amp;anoInt=2013&amp;qtdAcesso=128343549\">ARR-28600-17.2009.5.17.0002<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.tst.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a VSG \u2013 Vigil\u00e2ncia e Seguran\u00e7a em Geral Ltda. a remunerar como horas extras o tempo gasto por um vigilante patrimonial com curso de reciclagem obrigat\u00f3rio feito nos dias de folga. 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