{"id":14579,"date":"2017-04-10T15:56:51","date_gmt":"2017-04-10T15:56:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=14579"},"modified":"2017-04-10T15:56:51","modified_gmt":"2017-04-10T15:56:51","slug":"trt03-transporte-de-valores-sem-observancia-das-exigencias-legais-gera-indenizacao-mesmo-que-nao-tenha-havido-assalto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/trt03-transporte-de-valores-sem-observancia-das-exigencias-legais-gera-indenizacao-mesmo-que-nao-tenha-havido-assalto","title":{"rendered":"TRT03 &#8211; Transporte de valores sem observ\u00e2ncia das exig\u00eancias legais gera indeniza\u00e7\u00e3o mesmo que n\u00e3o tenha havido assalto"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"document-subtitle\" data-reactid=\"31\">O juiz de 1\u00ba grau condenou o banco ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de R$10.000,00.<\/h2>\n<p>&#8220;Uma banc\u00e1ria, que inicialmente atuou como caixa e depois como gerente, conseguiu na Justi\u00e7a do Trabalho indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais sofridos por ter transportado valores da ag\u00eancia do banco empregador at\u00e9 a ag\u00eancia dos correios ou a um posto de atendimento da cidade. O juiz de 1\u00ba grau condenou o banco ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o arbitrada em R$10.000,00, em raz\u00e3o do transporte de numer\u00e1rio, sem nenhuma seguran\u00e7a, o que colocava em risco a vida da banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Discordando da condena\u00e7\u00e3o, o banco alegou que a trabalhadora jamais sofreu qualquer dano pelo exerc\u00edcio dessa atividade, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o haveria obriga\u00e7\u00e3o de indeniz\u00e1-la. Mas esse n\u00e3o foi o entendimento do desembargador Lucas Vanucci Lins que, ao julgar o recurso do banco na 2\u00aa Turma do TRT mineiro, manteve a condena\u00e7\u00e3o imposta na senten\u00e7a. Conforme esclareceu o julgador, o transporte de valores em estabelecimentos banc\u00e1rios \u00e9 regido pela Lei <a class=\"cite\" title=\"Lei n\u00ba 7.102, de 20 de junho de 1983.\" href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/104444\/lei-7102-83\" rel=\"11366126\">7.102<\/a>\/83, que exige a execu\u00e7\u00e3o desse servi\u00e7o por empresa especializada ou pelo pr\u00f3prio estabelecimento financeiro, desde que organizado e preparado para esse fim, com pessoal pr\u00f3prio, aprovado em curso de forma\u00e7\u00e3o de vigilante.<\/p>\n<p>No caso, o relator observou que essa determina\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o era cumprida e, ao permitir o transporte de valores sem a devida prote\u00e7\u00e3o exigida por lei, o banco exp\u00f4s a banc\u00e1ria a risco, deixando de observar seu direito \u00e0 vida e \u00e0 integridade f\u00edsica. \u201c<i>Embora a empregada, felizmente, n\u00e3o tenha sido v\u00edtima de assalto, quando efetuava o transporte de valores, tal fato n\u00e3o afasta o dever de repara\u00e7\u00e3o do reclamado. O dano emerge do descumprimento da norma (ato il\u00edcito), pois, a partir do momento em que o empregado realizava o transporte de valores, passa a temer pela sua integridade f\u00edsica\u201d<\/i>, ponderou o julgador, citando a OJ 22 do TRT mineiro, que disp\u00f5e nesse mesmo sentido.<\/p>\n<p>Assim, entendendo que a culpa do banco empregador foi demonstrada pelo descumprimento da lei, colocando a trabalhadora em situa\u00e7\u00e3o de risco quanto \u00e0 sua integridade f\u00edsica, o julgador, com base nas circunst\u00e2ncias do caso, elevou o valor da condena\u00e7\u00e3o para R$20.000,00.&#8221;<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\/imprensa\/noticias-juridicas\/transporte-de-valores-sem-observancia-das-exigencias-legais-gera-indenizacao-mesmo-que-nao-tenha-havido-assalto\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">https:\/\/portal.trt3.jus.br\/internet\/imprensa\/noticias-juridicas\/transporte-de-valores-sem-observancia-das-exigencias-legais-gera-indenizacao-mesmo-que-nao-tenha-havido-assalto<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/boniiurisconsultoriajuridica.wordpress.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">https:\/\/boniiurisconsultoriajuridica.wordpress.com\/<\/a><\/p>\n<p>Siga Boni Iuris Consultoria Jur\u00eddica no Twitter:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/boniiuris\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">https:\/\/twitter.com\/boniiuris<\/a><\/p>\n<p>Siga Boni Iuris Consultoria Jur\u00eddica no JusBrasil:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/eduardobonifaciobatista.jusbrasil.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/eduardobonifaciobatista.jusbrasil.com.br<\/a><\/p>\n<p>Siga Boni Iuris Consultoria Jur\u00eddica no Facebook:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/boniiurisconsultoriajuridica\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.facebook.com\/boniiurisconsultoriajuridica\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O juiz de 1\u00ba grau condenou o banco ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de R$10.000,00. &#8220;Uma banc\u00e1ria, que inicialmente atuou como caixa e depois como gerente, conseguiu na Justi\u00e7a do Trabalho indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais sofridos por ter transportado valores da ag\u00eancia do banco empregador at\u00e9 a ag\u00eancia dos correios ou a um posto de atendimento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14580,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-14579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14579"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14579\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14581,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14579\/revisions\/14581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}