{"id":14812,"date":"2017-07-26T16:29:47","date_gmt":"2017-07-26T16:29:47","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=14812"},"modified":"2017-07-26T16:29:47","modified_gmt":"2017-07-26T16:29:47","slug":"reforma-trabalhista-regra-para-demissao-limita-acao-de-sindicatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/reforma-trabalhista-regra-para-demissao-limita-acao-de-sindicatos","title":{"rendered":"Reforma trabalhista: Regra para demiss\u00e3o limita a\u00e7\u00e3o de sindicatos"},"content":{"rendered":"<p>Altera\u00e7\u00f5es nas rescis\u00f5es de contratos de trabalho previstas na reforma trabalhista limitam a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos e devem reduzir a prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Segundo o supervisor t\u00e9cnico do escrit\u00f3rio regional do Dieese em S\u00e3o Paulo, Victor Pagani, o fim da obrigatoriedade da homologa\u00e7\u00e3o de rescis\u00f5es pelo sindicato da categoria ou pela unidade do Minist\u00e9rio do Trabalho, deixar\u00e1 o empregado desprotegido, sem poder contar com a assist\u00eancia de um especialista na confer\u00eancia dos c\u00e1lculos das verbas devidas no momento do rompimento do contrato.<\/p>\n<p>Ainda mais grave, avalia Pagani, \u00e9 que a nova lei cria um termo de quita\u00e7\u00e3o anual das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas. Ou seja, a cada ano o trabalhador poder\u00e1 ser for\u00e7ado pelo empregador a dar um &#8220;de acordo&#8221; em suas condi\u00e7\u00f5es de emprego e trabalho, dificultando ainda mais a possibilidade de acionar a Justi\u00e7a do Trabalho em decorr\u00eancia de viola\u00e7\u00f5es de direitos nos exerc\u00edcio do contrato de trabalho. Nesse caso, a \u00fanica exig\u00eancia \u00e9 que o documento seja firmado perante o sindicato da categoria.<\/p>\n<p>Para Pagani, esse termo de quita\u00e7\u00e3o &#8220;pode acabar virando uma forma de legaliza\u00e7\u00e3o da fraude&#8221;. Em entrevista \u00e0 R\u00e1dio Brasil Atual nesta ter\u00e7a-feira (25), o supervisor do Dieese observa que n\u00e3o s\u00e3o poucas as empresas que descumprem os direitos dos trabalhadores, e o fazem, muitas vezes, de maneira intencional e deliberada. Segundo ele, empres\u00e1rios podem tirar proveito do receio do trabalhador de perder o emprego para coagi-los a assinar documento abrindo m\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p>A regra que estabelece a quita\u00e7\u00e3o total de d\u00e9bitos trabalhistas nos chamados programas de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria (PDVs) ou incentivadas (PDIs) tamb\u00e9m \u00e9 preocupante. Com ela, firmada a ades\u00e3o ao programa, o trabalhador n\u00e3o poder\u00e1 requerer, na Justi\u00e7a, d\u00e9bitos pendentes.<\/p>\n<p>O pretexto de estimular a negocia\u00e7\u00e3o entre trabalhadores e empres\u00e1rios, segundo o especialista, \u00e9 desmontado com por esses e outros aspectos da nova legisla\u00e7\u00e3o. Por exemplo, as empresas se desobrigarem de realizar negocia\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias com sindicatos em casos de demiss\u00f5es coletivas.<\/p>\n<p><b>Ou\u00e7a a entrevista.<br \/>\n<\/b><br \/>\n<iframe src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?url=https%3A\/\/api.soundcloud.com\/tracks\/334758911&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true\" width=\"100%\" height=\"450\" frameborder=\"no\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Altera\u00e7\u00f5es nas rescis\u00f5es de contratos de trabalho previstas na reforma trabalhista limitam a atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos e devem reduzir a prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores. 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