{"id":18826,"date":"2021-03-12T16:14:32","date_gmt":"2021-03-12T16:14:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/?p=18826"},"modified":"2021-03-12T16:14:32","modified_gmt":"2021-03-12T16:14:32","slug":"sindicatos-sao-fundamentais-na-pandemia-e-na-sociedade-pos-covid-diz-nobel-de-economia-joseph-stiglitz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/sindicatos-sao-fundamentais-na-pandemia-e-na-sociedade-pos-covid-diz-nobel-de-economia-joseph-stiglitz","title":{"rendered":"&#8216;Sindicatos s\u00e3o fundamentais na pandemia e na sociedade p\u00f3s-covid&#8217;, diz Nobel de Economia Joseph Stiglitz"},"content":{"rendered":"<p>FONTE:&nbsp;Rede Brasil Atual<\/p>\n<p>Economia justa e o papel do setor financeiro em uma sociedade p\u00f3s-covid. Esse foi o tema do webin\u00e1rio promovido pela UNI Finan\u00e7as com o economista Joseph Stiglitz, pr\u00eamio Nobel de Economia (2001).<\/p>\n<p>Stiglitz falou sobre os desafios apresentados pela pandemia do novo coronav\u00edrus, especialmente para os trabalhadores do setor financeiro. Como, por exemplo, impulsionar a transi\u00e7\u00e3o para uma economia mais sustent\u00e1vel, que invista nas pessoas, nos servi\u00e7os p\u00fablicos e na comunidade.<\/p>\n<p>Joseph Stiglitz atua na Universidade de Columbia e \u00e9 economista-chefe do Instituto Roosevelt, cargo que exerceu tamb\u00e9m no Banco Mundial entre 1996 e 1999. Conhecido por seu trabalho sobre distribui\u00e7\u00e3o de renda, risco, governan\u00e7a corporativa, pol\u00edticas p\u00fablicas, macroeconomia e globaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 autor de muitos livros. Sua obra mais recente \u00e9 People, Power and Profits: Progressive Capitalism for an Age of Discontent (Povo, Poder e Lucros: Capitalismo Progressista para uma Era de Insatisfa\u00e7\u00e3o, em tradu\u00e7\u00e3o livre)<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do setor financeiro<\/p>\n<p>Para Joseph Stiglitz, n\u00e3o se pode ter uma economia bem sucedida sem um setor financeiro que funcione bem. \u201cE com trabalhadores cr\u00edticos, fazendo o que t\u00eam de fazer, a fim de criar o setor financeiro que precisamos.\u201d<\/p>\n<p>O economista destacou que as falhas do setor t\u00eam sido relacionadas \u00e0s falhas da economia. \u201cA exemplo do que ocorreu em 2008, com excesso de risco, de cr\u00e9dito predat\u00f3rio. Erros que contribu\u00edram para o centro da crise financeira que teve um efeito devastador na economia global.\u201d<\/p>\n<p>O Nobel de Economia alertou para o fato de que esse tipo de comportamento n\u00e3o foi algo global. \u201cNos EUA, por exemplo, houve uma s\u00e9rie de institui\u00e7\u00f5es financeiras, uni\u00e3o credit\u00edcias, cooperativas em que as pr\u00e1ticas abusivas n\u00e3o ocorreram. Eles n\u00e3o apenas evitaram essas pr\u00e1ticas negativas como agiram corretamente desempenhando seu papel na loca\u00e7\u00e3o de capital, oferecendo cr\u00e9dito a pequenas e m\u00e9dias empresas.\u201d<\/p>\n<p>No Brasil isso ocorreu com os bancos p\u00fablicos e as pol\u00edticas antic\u00edclicas adotadas pelos governos Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Crise financeira da covid-19<\/p>\n<p>A crise atual n\u00e3o \u00e9 causada pelo setor financeiro, mas ele se envolver\u00e1, alerta o economista. \u201cQualquer recess\u00e3o econ\u00f4mica se torna uma crise financeira. E os dados que temos j\u00e1 mostram que essa \u00e9 uma das maiores recess\u00f5es em 80 anos ou, para alguns, em um s\u00e9culo.\u201d<\/p>\n<p>Stiglitz bate pesado no governo de Donald Trump. \u201cEle diz que (a recess\u00e3o) vai desaparecer milagrosamente, mas isso \u00e9 uma das suas muitas fantasias, como a fantasia de que ele \u00e9 um bom empres\u00e1rio\u201d, diz. \u201cIsso n\u00e3o vai acontecer. N\u00e3o vamos ter \u2018recupera\u00e7\u00e3o em V\u2018 e a quest\u00e3o \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o e a profundidade dessa crise econ\u00f4mica. Quanto mais longa e profunda, tanto mais empresas ser\u00e3o incapazes de pagar suas d\u00edvidas. Mais domic\u00edlios n\u00e3o poder\u00e3o pagar. E quando voc\u00ea tem empresas e domic\u00edlios que n\u00e3o pagam, voc\u00ea tem uma crise financeira.\u201d<\/p>\n<p>O professor lembrou que os Estados Unidos t\u00eam 3% da popula\u00e7\u00e3o mundial, por\u00e9m 25% dos casos de covid-19. \u201cNo mundo em geral, os pa\u00edses liderados por demagogos, pessoas que n\u00e3o acreditam em ci\u00eancia, que criaram divis\u00e3o em suas sociedades e adotaram pr\u00e1ticas de explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deram bem\u201d, disse, mencionando Brasil e \u00cdndia, al\u00e9m dos EUA. \u201cOs pa\u00edses que criaram um sistema de confian\u00e7a entre os cidad\u00e3os e os governos, confian\u00e7a na ci\u00eancia, institui\u00e7\u00f5es fortes, estes est\u00e3o bem, a exemplo de Nova Zel\u00e2ndia, Coreia do Sul, Alemanha, com desempenho muito bom.\u201d<\/p>\n<p>Lucro acima da vida nos EUA<\/p>\n<p>Em seu semin\u00e1rio virtual, Joseph Stiglitz relatou que metade dos trabalhadores americanos vivem do pagamento m\u00eas a m\u00eas. \u201cOu seja, a popula\u00e7\u00e3o de menor renda n\u00e3o tem escolha, tem de trabalhar mesmo doente. Os EUA s\u00e3o um dos poucos pa\u00edses que n\u00e3o t\u00eam a aux\u00edlio doen\u00e7a obrigat\u00f3rio. Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 afastado recebendo pagamento. Chegou a ser aprovada uma lei que previa dispensa, apenas para a covid-19, de 10 dias. Mas as empresas mais ricas usaram lobby para uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra e conseguiram. Isso gra\u00e7as aos republicanos, que n\u00e3o se importam com a vida dos americanos\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO resultado foi que 48% dos americanos que trabalham para empregadores com mais de 500 funcion\u00e1rios estavam liberados dessa dispensa m\u00e9dica. S\u00e3o empresas que poderiam muito bem pagar uma dispensa m\u00e9dica, mas seu imediatismo faz com que coloquem os lucros \u00e0 frente da vida dos trabalhadores e das suas perspectivas de longo prazo. Uma das raz\u00f5es para que a doen\u00e7a se disseminasse t\u00e3o rapidamente\u201d, completou.<\/p>\n<p>O economista voltou a refor\u00e7ar: o governo dos Estados Unidos n\u00e3o se importa nem com os trabalhadores, nem com o povo. \u201cE assim eles se recusaram a impor regula\u00e7\u00e3o a fim de assegurar que os trabalhadores tivessem direito a equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, a m\u00e1scara necess\u00e1ria, luvas. Os trabalhadores na linha de frente tinham de ir ao trabalho sem prote\u00e7\u00e3o. Mesmo prestando servi\u00e7os essenciais.\u201d<\/p>\n<p>Sindicatos salvaram vidas na pandemia<\/p>\n<p>Stiglitz destacou a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos, notadamente nesse per\u00edodo da pandemia, observando que em \u00e1reas dos EUA onde havia sindicatos fortes, foi diferente. \u201cOs sindicatos defenderam seus trabalhadores. O resultado \u00e9 que, onde havia sindicatos, havia mais m\u00e1scaras, mais equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual. E a doen\u00e7a n\u00e3o se disseminou t\u00e3o rapidamente. Os sindicatos foram cruciais na prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e asseguraram que o cont\u00e1gio pela covid-19 n\u00e3o se acelerasse t\u00e3o rapidamente. Essas experi\u00eancias bastam para mostrar a import\u00e2ncia, o papel cr\u00edtico que os sindicatos desempenharam na gest\u00e3o da crise sanit\u00e1ria.\u201d<\/p>\n<p>Ele disse o mesmo em rela\u00e7\u00e3o ao desemprego, que cresceu muito nos EUA. \u201cDiante disso, muitos empregadores se aproveitam da posi\u00e7\u00e3o de barganha enfraquecida dos trabalhadores. Os sal\u00e1rios est\u00e3o caindo. Trabalhadores est\u00e3o sofrendo, tendo de aceitar cortes nos ganhos. A \u00fanica prote\u00e7\u00e3o contra esse tipo de explora\u00e7\u00e3o s\u00e3o os sindicatos.\u201d<\/p>\n<p>O economista falou sobre o comportamento de multinacionais que aproveitam e rebaixam ainda mais os sal\u00e1rios. \u201cEsse \u00e9 o momento em que os sindicatos s\u00e3o mais necess\u00e1rios do que nunca. Tornar os trabalhadores conscientes do que est\u00e1 acontecendo deveria fortalecer a filia\u00e7\u00e3o aos sindicatos. S\u00e3o exemplos importantes do que acontece na aus\u00eancia da prote\u00e7\u00e3o sindical.\u201d<\/p>\n<p>Pol\u00edticas p\u00fablicas para manter a economia<\/p>\n<p>Para o pr\u00eamio Nobel de Economia, gastos de governo bem projetados s\u00e3o essenciais, especialmente agora, durante a pandemia. \u201cOs EUA, por exemplo, usaram uma bazuca, como se fosse uma recess\u00e3o de curto prazo. Foram tr\u00eas trilh\u00f5es de d\u00f3lares de gastos fiscais e outros tr\u00eas trilh\u00f5es de d\u00f3lares para extens\u00e3o da reserva federal. Os programas n\u00e3o foram bem projetados e n\u00e3o conseguiram frear a recess\u00e3o. Por isso o aumento do desemprego nos EUA foi maior que nos pa\u00edses europeus\u201d, explica. \u201cN\u00e3o houve garantia da continua\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia. Isso criou altos n\u00edveis de ansiedade, de precau\u00e7\u00f5es que levaram \u00e0 fraqueza macroecon\u00f4mica que estamos vendo. Essa assist\u00eancia precisa continuar enquanto houver pandemia.\u201d<\/p>\n<p>Ele comparou os Estados Unidos com a Europa, que respondeu \u201cde maneira in\u00e9dita\u201d com os t\u00edtulos europeus, os eurobonds. \u201cFoi um marco. Foram \u20ac 750 bilh\u00f5es em empr\u00e9stimos. Desafio para os bancos, j\u00e1 que no rescaldo da pandemia, muitos n\u00e3o conseguir\u00e3o pagar. O setor financeiro ter\u00e1 de lidar com isso. Ser\u00e1 necess\u00e1rio apoio para empresas e fam\u00edlias\u201d, avalia. \u201cE elas poder\u00e3o pagar suas d\u00edvidas quando a economia reaquecer. O setor financeiro precisa fornecer o dinheiro que ir\u00e1 viabilizar o pagamento dessas d\u00edvidas. Muitas, no entanto, n\u00e3o poder\u00e3o saldar, e as autoridades fiscais dever\u00e3o dar condi\u00e7\u00f5es para esses empr\u00e9stimos como meios de mitigar os riscos da pandemia.\u201d<\/p>\n<p>Economia verde contra a desigualdade<\/p>\n<p>Joseph Stiglitz avalia que a covid-19 deve levar \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o da economia. E para um modelo que ter\u00e1 de ser universal. \u201cReconstruir melhor, de maneira mais verde, com base em conhecimento\u201d, explica. \u201cVimos um grande crescimento da desigualdade em v\u00e1rios setores. O v\u00edrus impacta mais quem tem piores condi\u00e7\u00f5es de vida. Exacerba as disparidades de renda. Nos EUA h\u00e1 grande desigualdade no acesso \u00e0 sa\u00fade, j\u00e1 que n\u00e3o se v\u00ea isso como um direito humano. A covid-19 exp\u00f4s as fraquezas da nossa sociedade, da nossa economia, o excesso de desigualdade. E a falta de resili\u00eancia do setor privado que n\u00e3o conseguiu produzir coisas simples como m\u00e1scaras, luvas, testes\u201d, critica.<\/p>\n<p>E novamente destaca o papel do setor financeiro, essencial para essa reestrutura\u00e7\u00e3o para uma economia p\u00f3s-covid. \u201cQue, espero, seja diferente da economia que t\u00ednhamos antes da pandemia. H\u00e1 um consenso no mundo em reconstruir melhor, uma nova economia. Isso significa que o setor financeiro n\u00e3o pode focar apenas na antiga maneira de fazer neg\u00f3cios, com manipula\u00e7\u00e3o de mercado, com foco em fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es, regras fraudulentas de comercializa\u00e7\u00e3o. Precisamos de dinheiro para novos setores\u201d, alerta. \u201cOs cidad\u00e3os t\u00eam o direito de exigir uma economia que transpare\u00e7a a vis\u00e3o deles. O dinheiro tem de proteger os mais vulner\u00e1veis, ajudar a reaquecer a economia e sobretudo reconstruir melhor.\u201d<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o, deixa claro o professor, ser\u00e1 dif\u00edcil. \u201cMas a economia verde e com base em conhecimento pode ser altamente eficaz. S\u00e3o projetos que requerem m\u00e3o de obra, aumentando a cria\u00e7\u00e3o de empregos, e isso ajudaria a lidar com o problema da desigualdade. Ao contr\u00e1rio do que temos hoje, com a redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<p>Otimismo com o futuro<\/p>\n<p>Com a pandemia, avalia o economista, vimos que muitos aspectos do nosso sistema n\u00e3o funcionam. \u201cEstamos sendo confrontados com essa nova realidade. Esse processo de mudan\u00e7a de mentalidade parece estar em andamento, j\u00e1. Claro que vai levar muito tempo. Algumas pessoas querem continuar se beneficiando do antigo regime. Mas os n\u00fameros mostram que precisamos de mudan\u00e7a\u201d, diz. \u201cNo livro que lancei, falo da opini\u00e3o dos jovens que est\u00e3o muito mais alinhados com uma agenda progressista, de um capitalismo \u00e9tico. H\u00e1 necessidade de mudan\u00e7as de regras que regem nossa economia. Ideias que faziam sentido h\u00e1 50 anos n\u00e3o fazem mais. Aprendemos que a maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros dos acionistas \u00e9 errada. O capitalismo dos acionistas n\u00e3o maximiza o bem-estar da sociedade. Precisamos de regulamenta\u00e7\u00f5es que alterem regras do setor financeiro.\u201d<\/p>\n<p>Ele fala em leis que protejam contra novos monop\u00f3lios e abusos. \u201cSou otimista, acredito que seremos capazes de adotar regula\u00e7\u00f5es e leis de concorr\u00eancia que v\u00e3o possibilizar uma economia mais competitiva, mais din\u00e2mica, que vai crescer mais r\u00e1pido, mais justa, e com mais igualdade.\u201d<\/p>\n<p>A UNI Finan\u00e7as<\/p>\n<p>A UNI Finan\u00e7as, que organizou o webin\u00e1rio, representa 3 milh\u00f5es de trabalhadores nos setores banc\u00e1rio e de seguros por meio de 237 sindicatos em todo o mundo. \u201cTrabalhadores do setor financeiro est\u00e3o na linha de frente na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais a suas comunidades\u201d, disse a presidenta mundial da UNI Finan\u00e7as, Rita Berlofa.<\/p>\n<p>\u201cA crise de 2008 mostrou ser perempt\u00f3rio que qualquer investimento p\u00fablico para salvar bancos tem de ser acompanhado de contrapartida que garanta empregos. Neste momento, algumas institui\u00e7\u00f5es financeiras est\u00e3o utilizando a covid-19 para se reestruturarem ainda mais, com graves consequ\u00eancias para clientes e trabalhadores\u201d, afirmou Rita, que \u00e9 diretora executiva do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo. \u201cAqui no Brasil temos o p\u00e9ssimo exemplo do Santander que j\u00e1 demitiu centenas de trabalhadores durante esta pandemia. E infelizmente comportamento que vem sendo acompanhado pelo Ita\u00fa.\u201d<\/p>\n<p>A ind\u00fastria financeira tem de ter responsabilidade social para com a comunidade em que atua, garantindo empregos decentes com condi\u00e7\u00f5es salariais justas, defende a dirigente sindical. \u201cE num ambiente que n\u00e3o coloque em risco nem a vida, nem a sa\u00fade do trabalhador.\u201d Segundo Rita Berlofa, a UNI Finan\u00e7as reconhece que, ao sa\u00edrem da crise sanit\u00e1ria, as economias precisar\u00e3o de um novo modelo de financiamento, voltado para o desenvolvimento sustent\u00e1vel e para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. \u201cUm setor financeiro orientado para as necessidades da economia real, em que haja investimento nas pessoas, nos servi\u00e7os p\u00fablicos, na comunidade. Queremos incluir nossos integrantes e sindicatos na reconstru\u00e7\u00e3o da economia mundial para uma sociedade no p\u00f3s-covid, com refor\u00e7o nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas.\u201d<\/p>\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fsindical.org.br\/imprensa\/sindicatos-sao-fundamentais-na-pandemia-e-na-sociedade-pos-covid-diz-nobel-de-economia-joseph-stiglitz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.fsindical.org.br\/imprensa\/sindicatos-sao-fundamentais-na-pandemia-e-na-sociedade-pos-covid-diz-nobel-de-economia-joseph-stiglitz<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FONTE:&nbsp;Rede Brasil Atual Economia justa e o papel do setor financeiro em uma sociedade p\u00f3s-covid. Esse foi o tema do webin\u00e1rio promovido pela UNI Finan\u00e7as com o economista Joseph Stiglitz, pr\u00eamio Nobel de Economia (2001). 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