{"id":195,"date":"2014-11-21T11:14:51","date_gmt":"2014-11-21T11:14:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=195"},"modified":"2014-11-21T11:14:51","modified_gmt":"2014-11-21T11:14:51","slug":"dia-internacional-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/dia-internacional-pelo-fim-da-violencia-contra-as-mulheres","title":{"rendered":"Dia Internacional pelo fim da viol\u00eancia contra as mulheres"},"content":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima quinta-feira,25 de novembro, \u00e9 o Dia Internacional pelo Fim da Viol\u00eancia Contra as Mulheres. \u00c9 um dia marcado, no mundo todo, por manifesta\u00e7\u00f5es que reivindicam o direito a uma vida sem viol\u00eancia para todas as mulheres e afirmam em alto e bom som: VIOL\u00caNCIA CONTRA AS MULHERES: TOLER\u00c2NCIA NENHUMA!<\/p>\n<p>Antecedendo a data, na quarta-feira (24), haver\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o da Frente Parlamentar de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia contra a mulher, no audit\u00f3rio Nereu Ramos, da C\u00e2mara dos Deputados, e a mobiliza\u00e7\u00e3o da CUT e das demais centrais e movimentos sociais pela amplia\u00e7\u00e3o das delegacias de atendimento \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de luta<\/p>\n<p>A proposta de marcar o dia 25 de novembro como dia de luta pelo fim da viol\u00eancia contra mulheres surgiu no I Encontro Feminista Latino Americano e Caribenho, em 1981. Essa data foi escolhida para homenagear as tr\u00eas irm\u00e3s Mirabal (Maria, Patria e Minerva), da Rep\u00fablica Dominicana, que, em 1960, durante a ditadura Trujillo, foram brutalmente assassinadas.<\/p>\n<p>A Viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 um s\u00e9rio problema que atinge milh\u00f5es de mulheres no mundo todo, e de maneira intensa, os pa\u00edses que comp\u00f5em o MERCOSUL. Este ano, as Centrais Sindicais dos pa\u00edses que formam o Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estar\u00e3o em Bras\u00edlia, no Congresso Nacional, para em manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica regional com diversos movimentos sociais e feministas, apresentar um diagn\u00f3stico e as estrat\u00e9gias no combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres constru\u00eddas por cada Pa\u00eds membro do MERCOSUL.<\/p>\n<p>Nesta atividade, faremos um debate sobre a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia vivida pelas as mulheres, as pol\u00edticas existentes em cada Pa\u00eds e os desafios para transformar o combate e a preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Viol\u00eancia contra as mulheres como um objetivo permanente da sociedade, com o apoio de toda a sociedade Civil Organizada, principalmente de todo o Movimento Sindical regional.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia contra a Mulher \u00e9 preciso mudar essa realidade!<\/p>\n<p>A viol\u00eancia sexista \u00e9 aquela que a mulher sofre por ser mulher, e geralmente \u00e9 praticada por homens muito pr\u00f3ximos dela, como maridos, namorados, pais, irm\u00e3os, ou ex-companheiros. A viol\u00eancia sexista existe porque ainda existe o machismo e a desigualdade.<\/p>\n<p>O combate \u00e0 viol\u00eancia contra as mulheres costuma esbarrar no medo que a v\u00edtima tem de denunciar. Dessa forma, muitas mulheres acabam sofrendo diversos tipos de viol\u00eancia por anos consecutivos. Desde gritos e agress\u00f5es verbais, at\u00e9 agress\u00f5es f\u00edsicas e viol\u00eancia sexual. Em alguns casos, a viol\u00eancia leva \u00e0 morte.<\/p>\n<p>A luta das mulheres, que vem de d\u00e9cadas, conquistou no Brasil uma importante vit\u00f3ria, que \u00e9 a Lei Maria da Penha (Lei N\u00ba11.340\/2006). A partir dela, os agressores das mulheres passam a sofrer penas mais duras, al\u00e9m de se facilitarem os caminhos para que as mulheres denunciem e possam sair da situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Agora, precisamos ir al\u00e9m. Precisamos construir meios para que a viol\u00eancia sequer chegue a acontecer. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio fortalecer as mulheres, garantir autonomia e liberdade para todas.<\/p>\n<p>Tipos de viol\u00eancia contra a mulher:<br \/>\n\u2022 Sexual: for\u00e7ar a mulher a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais e ou praticar atos sexuais que n\u00e3o a agradam (ou de forma agressiva); obrig\u00e1-la a ter rela\u00e7\u00e3o sexual com outras pessoas ou presenciar outras pessoas tendo rela\u00e7\u00f5es. Quando ocorre o estupro e abuso sexual, em casa ou fora dela, resultando tamb\u00e9m em les\u00f5es corporais, gravidez indesejada e problemas emocionais.<\/p>\n<p>\u2022 Familiar: sofrida dentro da fam\u00edlia, ou seja, nas rela\u00e7\u00f5es entre os membros da comunidade familiar, formada por v\u00ednculos de parentesco natural: pai, m\u00e3e, filho, marido, padrasto e outros.<\/p>\n<p>\u2022 F\u00edsica: a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o que coloquem ou causem dano \u00e0 integridade f\u00edsica de uma pessoa.<\/p>\n<p>\u2022 Moral: a\u00e7\u00e3o destinada a caluniar, difamar ou injuriar a honra ou a reputa\u00e7\u00e3o de uma mulher. Uma forma de viol\u00eancia velada \u00e9 o ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>\u2022 Psicol\u00f3gica: impedir uma mulher de trabalhar; se relacionar com familiares, amigos ou vizinhos; criticar seu desempenho sexual ou dom\u00e9stico; desvalorizar sua apar\u00eancia f\u00edsica; destruir ou esconder documentos ou objetos pessoais; manter outro relacionamento amoroso.<\/p>\n<p>\u2022 Sexista: viol\u00eancia que sofrem as mulheres, por sua condi\u00e7\u00e3o enquanto mulher. Ocorre sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, classe social, religi\u00e3o, idade ou qualquer outra condi\u00e7\u00e3o, produto de um sistema social patriarcal que subordina o sexo feminino ao masculino.<\/p>\n<p>\u2022 Material: n\u00e3o contribuir para a sobreviv\u00eancia familiar, abandonar a casa deixando a fam\u00edlia em desamparo ou sem assist\u00eancia, quando a mulher est\u00e1 doente ou gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>A luta das Centrais Sindicais \u00e9 pelo Fim da Viol\u00eancia Sexista e Pela Igualdade entre Homens e Mulheres!<\/p>\n<p>A id\u00e9ia geral sobre a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 que se trata de uma situa\u00e7\u00e3o extrema ou localizada, envolvendo pessoas individualmente.<\/p>\n<p>Mas ela toca todas as mulheres, pois todas j\u00e1 tiveram medo, mudaram seu comportamento, limitaram suas op\u00e7\u00f5es pela amea\u00e7a da viol\u00eancia. Outra id\u00e9ia equivocada \u00e9 que a viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 apenas um problema das classes baixas e das culturas \u201cb\u00e1rbaras\u201d. No entanto, sabemos que esse tipo de viol\u00eancia \u00e9 transversal e atravessa todas as classes sociais e diferentes culturas e religi\u00f5es.<\/p>\n<p>Para colocarmos um fim na viol\u00eancia sexista, \u00e9 necess\u00e1rio construirmos um outro modelo de sociedade. Baseado na igualdade entre homens e mulheres em todas as esferas de suas vidas, seja em casa, no trabalho, nos estudos, ou em qualquer outro espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio, a discrimina\u00e7\u00e3o, a impunidade, a depend\u00eancia econ\u00f4mica das mulheres em rela\u00e7\u00e3o aos homens e as justifica\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e psicol\u00f3gicas toleram e agravam a viol\u00eancia para as mulheres.<\/p>\n<p>Diga n\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia contra as Mulheres!<\/p>\n<p>Denuncie! Combata a viol\u00eancia!<br \/>\nFonte: CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia Na pr\u00f3xima quinta-feira,25 de novembro, \u00e9 o Dia Internacional pelo Fim da Viol\u00eancia Contra as Mulheres. \u00c9 um dia marcado, no mundo todo, por manifesta\u00e7\u00f5es que reivindicam o direito a uma vida sem viol\u00eancia para todas as mulheres e afirmam em alto e bom som: VIOL\u00caNCIA CONTRA AS MULHERES: TOLER\u00c2NCIA NENHUMA! 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