{"id":398,"date":"2014-11-21T12:32:58","date_gmt":"2014-11-21T12:32:58","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=398"},"modified":"2014-11-21T12:32:58","modified_gmt":"2014-11-21T12:32:58","slug":"1a-pesquisa-nacional-da-cntv-e-contraf-cut","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias-para-a-categoria\/1a-pesquisa-nacional-da-cntv-e-contraf-cut","title":{"rendered":"1\u00aa Pesquisa Nacional da CNTV e Contraf-CUT"},"content":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), revela 838 ataques a bancos no primeiro semestre de 2011, uma m\u00e9dia de 4,63 ocorr\u00eancias por dia. Desses casos, 301 foram assaltos (inclusive com sequestro de banc\u00e1rios e vigilantes), consumados ou n\u00e3o, e 537 arrombamentos de ag\u00eancias, postos de atendimento e caixas eletr\u00f4nicos (incluindo o uso de dinamites e ma\u00e7aricos).<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado que lidera o ranking, com 283 casos. Em segundo lugar aparece a Bahia, com 61, em terceiro o Paran\u00e1, com 56, em quarto a Para\u00edba, com 54, e em quinto o Mato Grosso, com 48. O estado com o menor n\u00famero de ataques \u00e9 Roraima, com 2. J\u00e1 Amazonas foi o \u00fanico estado que n\u00e3o apresentou nenhum registro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram apurados com base em not\u00edcias publicadas pela imprensa, consulta aos dados disponibilizados por algumas secretarias estaduais de seguran\u00e7a p\u00fablica e informa\u00e7\u00f5es de sindicatos e federa\u00e7\u00f5es de banc\u00e1rios e vigilantes de todo pa\u00eds. O levantamento foi coordenado pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Regi\u00e3o, com o apoio da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores em Empresas de Cr\u00e9dito do Paran\u00e1 (Fetec-CUT\/PR) e do Sindicato dos Banc\u00e1rios de Curitiba e Regi\u00e3o. O n\u00famero de casos pode ser ainda maior devido \u00e0 dificuldade de encontrar informa\u00e7\u00f5es em alguns estados e pelo fato de nem todas as ocorr\u00eancias serem divulgadas pela imprensa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA realiza\u00e7\u00e3o dessa pesquisa \u00e9 resultado de um grande esfor\u00e7o conjunto das entidades sindicais dos vigilantes e banc\u00e1rios com o objetivo de apresentar um diagn\u00f3stico da viol\u00eancia no sistema financeiro e contribuir para o debate com os bancos, as empresas de seguran\u00e7a e a sociedade\u201d, afirma o presidente da CNTV, Jos\u00e9 Boaventura Santos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de mais um retrato assustador da inseguran\u00e7a nos bancos, que deve servir como elemento de suma import\u00e2ncia para a constru\u00e7\u00e3o de medidas preventivas que visem a prote\u00e7\u00e3o da vida de trabalhadores e clientes e a redu\u00e7\u00e3o imediata das ocorr\u00eancias\u201d, aponta o diretor da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Seguran\u00e7a Banc\u00e1ria, Ademir Wiederkehr.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda no primeiro semestre desse ano, conforme pesquisa nacional da Contraf-CUT, 20 pessoas foram mortas em assaltos envolvendo bancos, m\u00e9dia de mais de tr\u00eas mortes por m\u00eas, sendo 11 em crimes de \u201csaidinha de banco\u201d. A maioria dos assassinatos aconteceu no Estado de S\u00e3o Paulo, com 12 casos. Os demais crimes ocorreram no Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (1), Santa Catarina (1), Bahia (1), Minas Gerais (1), Par\u00e1 (1) e Piau\u00ed (1). Os n\u00fameros foram contabilizados a partir de not\u00edcias da imprensa. A pesquisa tamb\u00e9m aponta crescimento de 81% das mortes em rela\u00e7\u00e3o a 2010, quando foram contabilizados 11 \u00f3bitos no per\u00edodo. Em todo ano passado foram apuradas 23 mortes, quase o total de ocorr\u00eancias verificadas somente nos primeiros seis meses deste ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trabalhadores querem prioridade para seguran\u00e7a<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, Jo\u00e3o Soares, essa realidade s\u00f3 mudar\u00e1 quando os bancos tratarem os gastos em seguran\u00e7a como investimento e n\u00e3o como custo. \u201cOs bancos precisam destinar mais recursos de seus lucros astron\u00f4micos para a instala\u00e7\u00e3o de equipamentos para evitar a\u00e7\u00f5es de quadrilhas cada vez mais ousadas, aparelhadas e explosivas\u201d. Somente no primeiro trimestre deste ano o lucro dos bancos foi de mais de R$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cOs bancos precisam fazer a sua parte, colocando mais equipamentos de preven\u00e7\u00e3o nas suas unidades, assim como os estados precisam melhorar a seguran\u00e7a p\u00fablica, com mais policiais e viaturas nas ruas e a\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia, dentre outras medidas&#8221;, salienta o presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios de Curitiba, Ot\u00e1vio Dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O descaso dos bancos pode ser comprovado com as multas aplicadas pela Pol\u00edcia Federal nas reuni\u00f5es da Comiss\u00e3o Consultiva para Assuntos de Seguran\u00e7a Privada (CCASP). No \u00faltimo dia 6, o Ita\u00fa Unibanco, o Santander, o Bradesco, o Banco do Brasil, a Caixa Econ\u00f4mica Federal e o HSBC foram multados em R$ 635,6 mil por descumprimento da lei federal 7.102\/83 e de normas de seguran\u00e7a. As principais infra\u00e7\u00f5es dos bancos foram a aus\u00eancia de plano de seguran\u00e7a aprovado pela Pol\u00edcia Federal, n\u00famero insuficiente de vigilantes e alarme inoperante, dentre outros itens. .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cCom todos esses n\u00fameros, vamos intensificar a apresenta\u00e7\u00e3o do modelo de projeto de lei municipal, lan\u00e7ado em novembro do ano passado pela CNTV e Contraf-CUT, para melhorar a estrutura de seguran\u00e7a dos estabelecimentos e garantir a privacidade dos clientes para combater o crime da \u2018saidinha de banco\u2019\u201d, aponta o presidente da Fetec-CUT\/PR, Elias Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Propostas dos vigilantes e banc\u00e1rios<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; Porta girat\u00f3ria com detector de metais antes da sala de autoatendimento com recuo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cal\u00e7ada onde deve ser colocado um guarda-volumes com espa\u00e7os chaveados e individualizados;<\/p>\n<p>&#8211; Vidros blindados nas fachadas;<\/p>\n<p>&#8211; C\u00e2meras de v\u00eddeo em todos os espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o de clientes, bem como nas cal\u00e7adas e \u00e1reas de estacionamento, com monitoramento em tempo real e com imagens de boa qualidade para auxiliar na identifica\u00e7\u00e3o de suspeitos;<\/p>\n<p>&#8211; Biombos ou tapumes entre a fila de espera e a bateria de caixas, com o reposicionamento do vigilante para observar tamb\u00e9m esse espa\u00e7o junto com a coloca\u00e7\u00e3o de uma c\u00e2mera de v\u00eddeo, o que elimina o risco do chamado ponto cego;<\/p>\n<p>&#8211; Divis\u00f3rias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&#8211; Atendimento m\u00e9dico e psicol\u00f3gico para trabalhadores e clientes v\u00edtimas de assaltos, sequestros e extors\u00f5es;<\/p>\n<p>&#8211; Acesso ao autoatendimento das ag\u00eancias fora do hor\u00e1rio de expediente somente com cart\u00e3o eletr\u00f4nico;<\/p>\n<p>&#8211; Instala\u00e7\u00e3o de caixas eletr\u00f4nicos somente em locais seguros;<\/p>\n<p>&#8211; Maior controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Ex\u00e9rcito no com\u00e9rcio de explosivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isen\u00e7\u00e3o de tarifas de transfer\u00eancia de recursos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os trabalhadores tamb\u00e9m defendem a isen\u00e7\u00e3o das tarifas de transfer\u00eancia de recursos (DOC, TED, ordens de pagamento, etc) como forma de desestimular os saques que muitos clientes efetuam para n\u00e3o pagarem tarifas. \u201cEssa medida, se adotada, reduzir\u00e1 a circula\u00e7\u00e3o de dinheiro na pra\u00e7a e evitar\u00e1 que clientes sejam alvos de assaltantes e v\u00edtimas de %%saidinha de banco%%&#8221;, enfatizou o diretor da Fetec-CUT\/PR, Carlos Copi. A proposta j\u00e1 foi levada pela Contraf-CUT para discuss\u00e3o com os bancos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paran\u00e1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Paran\u00e1 registrou 56 ataques a bancos somente no primeiro semestre, ficando em terceiro lugar no ranking nacional. Foram 32 arrombamentos e 24 assaltos. Dos 56 ataques, 25 foram em Curitiba e 8 na Regi\u00e3o Metropolitana (4\u00a0em S\u00e3o Jos\u00e9\u00a0dos Pinhais, 1em Campina Grande\u00a0do Sul, 2 em Colombo e um 1 em Bocai\u00fava do Sul). Das 25 ocorr\u00eancias em Curitiba, 13 foram assaltos. Na regi\u00e3o metropolitana houve 1 assalto e os demais foram arrombamentos.<\/p>\n<p>O n\u00famero de ataques no primeiro semestre \u00e9 muito maior do que o registrado no mesmo per\u00edodo do ano passado, conforme levantamento feito pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Regi\u00e3o. Em 2010 foram apurados 29 ataques (27 arrombamentos e 2 assaltos). O \u00edndice do primeiro semestre no estado foi ainda maior do que o ocorrido no ano inteiro de 2010, no qual foram encontradas 52 ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curitiba, 11 de julho de 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>CNTV<\/p>\n<p>ContrafCUT<\/p>\n<p>Fetec-CUT\/PR<\/p>\n<p>Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Regi\u00e3o<\/p>\n<p>Sindicato dos Banc\u00e1rios de Curitiba e Regi\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CNTV\/CONTRAF\/CUT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 1\u00aa Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, elaborada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), revela 838 ataques a bancos no primeiro semestre de 2011, uma m\u00e9dia de 4,63 ocorr\u00eancias por dia. 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