{"id":408,"date":"2014-11-21T12:35:55","date_gmt":"2014-11-21T12:35:55","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=408"},"modified":"2014-11-21T12:35:55","modified_gmt":"2014-11-21T12:35:55","slug":"vigilante-de-carro-forte-ganha-adicional-de-insalubridade-por-causa-do-calor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias-para-a-categoria\/vigilante-de-carro-forte-ganha-adicional-de-insalubridade-por-causa-do-calor","title":{"rendered":"Vigilante de carro-forte ganha adicional de insalubridade por causa do calor"},"content":{"rendered":"<p>Um vigilante de carro-forte receber\u00e1 adicional de insalubridade por causa da exposi\u00e7\u00e3o ao calor excessivo. O antigo patr\u00e3o (Brinks Seguran\u00e7a e Transporte de Valores) at\u00e9 tentou reformar esse resultado no Tribunal Superior do Trabalho, mas, em decis\u00e3o un\u00e2nime, os ministros da Quinta Turma n\u00e3o conheceram do recurso de revista da empresa.<br \/>\nNa Justi\u00e7a do Trabalho, o empregado contou que atuava na coleta e transporte de valores em diversos locais de Porto Alegre (RS), a exemplo de bancos e postos de combust\u00edveis. Disse ainda que os carros-fortes utilizados em servi\u00e7o n\u00e3o tinham ar condicionado e, por isso, fazia muito calor dentro dos ve\u00edculos, especialmente nos meses de ver\u00e3o.<br \/>\nA ju\u00edza da 13\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre reconheceu as condi\u00e7\u00f5es de insalubridade do servi\u00e7o do empregado com amparo em laudos de peritos nomeados pelo trabalhador e pelo ju\u00edzo.<\/p>\n<p>De acordo com os pareceres t\u00e9cnicos, o vigilante permanecia aproximadamente cinco horas dentro do carro-forte, sem qualquer sistema de refrigera\u00e7\u00e3o de ar que pudesse aliviar a elevada temperatura no interior do ve\u00edculo.<br \/>\nPor outro lado, a ju\u00edza constatou que o laudo apresentado pela empresa n\u00e3o demonstrou a inexist\u00eancia de insalubridade devido ao calor excessivo dentro dos carros-fortes.<br \/>\nDesse modo, a empresa foi condenada a pagar adicional de insalubridade em grau m\u00e9dio (20%) ao ex-empregado por quatro meses ao ano (per\u00edodo de ver\u00e3o), limitado aos \u00faltimos cinco anos do contrato de trabalho em que o direito n\u00e3o prescreveu. Ao manter a senten\u00e7a de origem, o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) observou que o Anexo III da Norma Regulamentadora n\u00ba 15 da Portaria n\u00ba 3.214\/78 do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, que regulamenta o assunto, n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 fonte do calor (se oriunda do sol ou outra fonte de energia) para autorizar a concess\u00e3o do adicional de insalubridade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No recurso ao TST, a empresa sustentou que essa interpreta\u00e7\u00e3o violou os artigos 189, 190 e 192 da CLT, que tratam das atividades insalubres e seus diferentes graus de incid\u00eancia segundo crit\u00e9rios estabelecidos pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. Entretanto, o relator do caso, ministro Emmanoel Pereira, esclareceu que o Regional manteve a condena\u00e7\u00e3o com base nas provas dos autos, em particular a pericial, e o TST n\u00e3o pode reexaminar esse material (conforme S\u00famula n\u00ba 126).<br \/>\nO relator afirmou tamb\u00e9m que, como descrito pelo TRT, o perito t\u00e9cnico valeu-se de &#8220;medi\u00e7\u00f5es realizadas em a\u00e7\u00e3o diversa &#8211; utilizando a faculdade de que trata o artigo 429 do C\u00f3digo de Processo Civil&#8221;, para concluir favoravelmente \u00e0 concess\u00e3o do adicional de insalubridade ao vigilante.<br \/>\nNa opini\u00e3o do ministro, na medida em que esse artigo permite que o perito e seus assistentes utilizem de todos os meios necess\u00e1rios para instruir o laudo, n\u00e3o ficaram caracterizadas as viola\u00e7\u00f5es da CLT como apontadas pela empresa.<br \/>\nFonte: Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Tribunal Superior do Trabalho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nota da CNTV Fiscaliza\u00e7\u00e3o dos carros forte<\/p>\n<p>A CNTV orienta os Sindicatos de vigilantes de transporte de valores que fa\u00e7am campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o para a categoria denunciar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dentro do carro forte. Com essa jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel, ser\u00e1 poss\u00edvel entrar com a\u00e7\u00f5es na justi\u00e7a pedindo o benef\u00edcio para os casos em que n\u00e3o estejam na lei, na CCT ou os carros fortes n\u00e3o sejam climatizados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um vigilante de carro-forte receber\u00e1 adicional de insalubridade por causa da exposi\u00e7\u00e3o ao calor excessivo. O antigo patr\u00e3o (Brinks Seguran\u00e7a e Transporte de Valores) at\u00e9 tentou reformar esse resultado no Tribunal Superior do Trabalho, mas, em decis\u00e3o un\u00e2nime, os ministros da Quinta Turma n\u00e3o conheceram do recurso de revista da empresa. 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