{"id":7227,"date":"2015-02-16T20:35:18","date_gmt":"2015-02-16T20:35:18","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7227"},"modified":"2015-02-16T20:35:18","modified_gmt":"2015-02-16T20:35:18","slug":"dieese-diz-que-84-dos-acordos-tiveram-aumento-real-no-primeiro-semestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/dieese-diz-que-84-dos-acordos-tiveram-aumento-real-no-primeiro-semestre","title":{"rendered":"Dieese diz que 84% dos acordos tiveram aumento real no primeiro semestre"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com infla\u00e7\u00e3o maior e perspectiva de desacelera\u00e7\u00e3o da economia, as campanhas salariais do primeiro semestre mantiveram a tend\u00eancia positiva, com 84% dos reajustes superiores \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese).<\/p>\n<p>Foi o segundo melhor resultado dos \u00faltimos quatro anos. Os 7% de acordos com reajustes inferiores \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do INPC, ante 4% no ano passado, n\u00e3o s\u00e3o vistos como uma mudan\u00e7a de sinal. Sindicalistas e t\u00e9cnicos interpretam que o discurso de que sal\u00e1rio provoca infla\u00e7\u00e3o, repetido insistentemente desde o in\u00edcio do ano, n\u00e3o vingou &#8211; mas certamente se repetir\u00e1 agora, quando v\u00e1rias categorias entram em campanha salarial.<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia continua. Ainda que haja uma desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, o mercado interno vai segurar o crescimento da economia&#8221;, avalia o coordenador de Rela\u00e7\u00f5es Sindicais do Dieese, Jos\u00e9 Silvestre Prado de Oliveira.<\/p>\n<p>O presidente da CUT, Artur Henrique, espera resultados melhores neste segundo semestre. &#8220;Uma parte desses ganhos, desse aumento de produtividade, tem de ser dividida com os trabalhadores&#8221;, afirma.<br \/>\nDe 353 acordos analisados pelo Dieese, 298 (84,4%) superaram a varia\u00e7\u00e3o do INPC, 31 (8,8%) igualaram o \u00edndice e 24 (6,8%) ficaram abaixo da infla\u00e7\u00e3o. Um pouco abaixo dos resultados de 2010, quando 86,7% dos reajustes salarial foram acima da infla\u00e7\u00e3o, 9,6% iguais e 3,7%, abaixo.<\/p>\n<p>Nessa compara\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um fator determinante, que foi o crescimento da infla\u00e7\u00e3o nos primeiros meses de 2011. A infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia no primeiro semestre foi de 6,4%, ante 4,89% no ano passado, por exemplo. Assim, os aumentos reais foram mais modestos neste ano, mas ainda assim com resultados positivos: os acordos com aumentos reais acima de 3%, que ficaram em 5% do total em 2008 e 2009, atingiram 15% em 2010 e 12% em 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Deve-se considerar, ainda, que, apesar do cen\u00e1rio econ\u00f4mico mundial incerto, com fortes sinais de agravamento nos pa\u00edses capitalistas centrais, o n\u00edvel de atividade interna da economia pode possibilitar a continuidade de conquistas para os trabalhadores. Esse \u00e9 o desafio atual do movimento sindical brasileiro&#8221;, analisa o Dieese.<\/p>\n<p>O que se espera para o segundo semestre \u00e9 um embate baseado em um paradoxo: a infla\u00e7\u00e3o vem caindo no m\u00eas a m\u00eas, mas sobe quando se considera a taxa acumulada. Assim, as pr\u00f3ximas negocia\u00e7\u00f5es ter\u00e3o por um lado uma infla\u00e7\u00e3o passada perto dos 7% e uma futura que se projeta entre 4,5% e 5%.<\/p>\n<p>&#8220;A infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 caindo, e a expectativa \u00e9 de que volte para o centro da meta (4,5%) em 2012&#8221;, lembra Silveste. Al\u00e9m disso, ele lembra que as negocia\u00e7\u00f5es do segundo semestre envolvem categorias que s\u00e3o consideradas refer\u00eancias, como banc\u00e1rios, metal\u00fargicos, petroleiros e qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Para Artur Henrique, os n\u00fameros das campanhas salariais mostram que n\u00e3o havia sentido em identificar nos sal\u00e1rios os &#8220;culpados&#8221; pelo aumento das taxas de infla\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00f3s diz\u00edamos que n\u00e3o era verdade que o consumo estava desenfreado. Houve at\u00e9 pequena redu\u00e7\u00e3o do consumo das fam\u00edlias. E a infla\u00e7\u00e3o era provocada por fatores externos, como os pre\u00e7os de commodities, al\u00e9m de alugu\u00e9is e tarifas p\u00fablicas. E tem tamb\u00e9m a quest\u00e3o da especula\u00e7\u00e3o. O empres\u00e1rio n\u00e3o deixou de botar a %%maquininha%% dele para funcionar&#8221;, observa. &#8220;Ningu\u00e9m neste pa\u00eds fala em diminuir margem de lucro. O \u00fanico da cadeia produtivida que n\u00e3o consegue acompanhar (o aumento de custos) \u00e9 o sal\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente da CUT diz ainda que n\u00e3o se pode falar em infla\u00e7\u00e3o futura. &#8220;Quando a gente chega na mesa de negocia\u00e7\u00e3o, o sal\u00e1rio j\u00e1 est\u00e1 corro\u00eddo pelos 12 meses anteriores&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral da For\u00e7a Sindical, Jo\u00e3o Carlos Gon\u00e7alves, o Juruna, acredita que a tend\u00eancia \u00e9 de recupera\u00e7\u00e3o no segundo semestre. &#8220;Com certeza haver\u00e1 mais enfrentamento. Mesmo com o discurso da crise, ou com ela nos amea\u00e7ando de fato, h\u00e1 uma tend\u00eancia de obter aumento real de sal\u00e1rio.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Contraf-CUT com Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com infla\u00e7\u00e3o maior e perspectiva de desacelera\u00e7\u00e3o da economia, as campanhas salariais do primeiro semestre mantiveram a tend\u00eancia positiva, com 84% dos reajustes superiores \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese). Foi o segundo melhor resultado dos \u00faltimos quatro anos. 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