{"id":7418,"date":"2015-02-16T21:41:06","date_gmt":"2015-02-16T21:41:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7418"},"modified":"2015-02-16T21:41:06","modified_gmt":"2015-02-16T21:41:06","slug":"vila-clementino-e-itaim-lideram-em-roubos-a-banco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/vila-clementino-e-itaim-lideram-em-roubos-a-banco","title":{"rendered":"Vila Clementino e Itaim lideram em roubos a banco"},"content":{"rendered":"<p>Quase metade dos assaltos a bancos registrados entre janeiro e novembro de 2011 em S\u00e3o Paulo aconteceu na zona sul. A capital teve 139 ocorr\u00eancias do tipo no per\u00edodo, um aumento de 6,11% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando aconteceram 131 ataques a ag\u00eancias. As estat\u00edsticas anteriores da Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica mostravam uma tend\u00eancia de queda nesse tipo de crime desde 2006, ano em que ocorreram 301 assaltos do tipo.<br \/>\nDos 139 casos at\u00e9 novembro de 2011, 61 (43,8%) aconteceram na zona sul. Os bairros de Vila Clementino, Itaim-Bibi, Santo Amaro, Brooklin, Campo Belo e Ipiranga est\u00e3o entre os dez que mais sofreram com a a\u00e7\u00e3o de quadrilhas. Casos de &#8220;saidinha de banco&#8221; &#8211; quando o cliente \u00e9 assaltado fora da ag\u00eancia depois de fazer um saque &#8211; e arrombamentos de caixas eletr\u00f4nicos n\u00e3o entram na estat\u00edstica.<\/p>\n<p>Para Daniel Reis, especialista na \u00e1rea de seguran\u00e7a privada e secret\u00e1rio do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, os ladr\u00f5es atuam mais na zona sul porque a regi\u00e3o tem muitos bairros nobres. &#8220;Na periferia, os ladr\u00f5es optaram apenas por arrombar caixas eletr\u00f4nicos. As quadrilhas preferem assaltar ag\u00eancias em regi\u00f5es mais valorizadas, onde acreditam que a circula\u00e7\u00e3o de dinheiro \u00e9 maior&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para o delegado-geral da Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo, Marcos Carneiro de Lima, a a\u00e7\u00e3o das quadrilhas acontece nas regi\u00f5es onde elas t\u00eam mais conhecimento geogr\u00e1fico. &#8220;Eles definem o assalto em lugares onde acreditam que o risco ser\u00e1 menor&#8221;, afirma Carneiro. Segundo ele, o Departamento Estadual de Investiga\u00e7\u00f5es Criminais (Deic), que tem uma delegacia especializada no combate a roubo a bancos, vai atuar para evitar o aumento desse tipo de crime na regi\u00e3o sul.<\/p>\n<p>O cientista pol\u00edtico Guaracy Mingardi, especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica, tamb\u00e9m acredita que as quadrilhas escolhem as ag\u00eancias de acordo com a estrat\u00e9gia de ataque. &#8220;O mais importante \u00e9 a facilidade da fuga. E no caso dos ataques a caixas eletr\u00f4nicos, isso \u00e9 importante, quanto mais ermo o local, melhor para explodir ou cometer um assalto&#8221;, afirma. Para ele, n\u00e3o adianta os bancos apenas contratarem mais seguran\u00e7as. &#8220;N\u00e3o \u00e9 com preven\u00e7\u00e3o que voc\u00ea evita esse tipo de a\u00e7\u00e3o. O que funciona contra o criminoso profissional \u00e9 a repress\u00e3o. O que evita \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o, o cara saber que vai ser preso depois.&#8221;<\/p>\n<p>Para o especialista em seguran\u00e7a e pesquisador criminal Jorge Lordello, o criminoso hoje tem dificuldade em obter dinheiro vivo, e o ataque a bancos resolve essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Cada vez mais o com\u00e9rcio lida com dinheiro de pl\u00e1stico, cart\u00f5es ou transfer\u00eancia banc\u00e1ria. O bandido precisa de dinheiro para montar uma estrutura criminosa. E o lugar onde tem dinheiro \u00e9 banco e caixa eletr\u00f4nico.&#8221; Lordello acredita que os bancos precisam realizar estudos para fortalecer a seguran\u00e7a das ag\u00eancias e adotar modelos que funcionam em outros pa\u00edses. &#8220;Num futuro pr\u00f3ximo, devemos caminhar para o mesmo sistema que existe na Europa, onde o cliente n\u00e3o tem contato f\u00edsico com o funcion\u00e1rio do banco. Ele fica protegido por uma parede de vidro blindado&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Saque seguro. O capit\u00e3o Cleodato Mois\u00e9s do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), diz que a PM pode retomar em 2012 a Opera\u00e7\u00e3o Saque Seguro. &#8220;No ano passado, foram mapeadas as 200 ag\u00eancias mais cr\u00edticas. Podemos rever esses endere\u00e7os&#8221;, diz o capit\u00e3o. A cidade tem 2.449 ag\u00eancias banc\u00e1rias.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Saque Seguro foi realizada entre maio e outubro de 2011 para combater os crimes de &#8220;saidinhas&#8221;, sequestro de gerentes e roubos de ag\u00eancias. Os PMs faziam rondas nos bancos entre 10h e 16h. Eles entravam nas ag\u00eancias e entregavam panfletos com dicas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte: O Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade dos assaltos a bancos registrados entre janeiro e novembro de 2011 em S\u00e3o Paulo aconteceu na zona sul. A capital teve 139 ocorr\u00eancias do tipo no per\u00edodo, um aumento de 6,11% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando aconteceram 131 ataques a ag\u00eancias. 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