{"id":7432,"date":"2015-02-16T21:46:44","date_gmt":"2015-02-16T21:46:44","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7432"},"modified":"2015-02-16T21:46:44","modified_gmt":"2015-02-16T21:46:44","slug":"passageiros-sob-vigilancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/passageiros-sob-vigilancia","title":{"rendered":"Passageiros sob vigil\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p>Antes mesmo de melhorar os servi\u00e7os, as concession\u00e1rias de transportes p\u00fablicos do Rio tentam, com farda e vigil\u00e2ncia, conter o estresse \u2014 justificado \u2014 dos passageiros. A SuperVia, que administra os trens urbanos, e a Metr\u00f4 Rio t\u00eam planos de contratar PMs em dias de folga para refor\u00e7ar seus quadros. J\u00e1 para quem viaja, a vigil\u00e2ncia pode significar \u00e0s vezes trucul\u00eancia. A Agetransp, ag\u00eancia estadual que regula o funcionamento de trens, metr\u00f4 e barcas, aponta a SuperVia como a empresa com mais reclama\u00e7\u00f5es dos usu\u00e1rios contra a trucul\u00eancia dos seguran\u00e7as. Em 2010 e 2011, a administradora do sistema ferrovi\u00e1rio foi alvo de 26 queixas desse tipo. No mesmo per\u00edodo, foram 16 contra a Metr\u00f4 Rio e cinco contra a Barcas S\/A.<\/p>\n<p>A SuperVia, que administra 98 esta\u00e7\u00f5es na Regi\u00e3o Metropolitana, tamb\u00e9m enfrenta reclama\u00e7\u00f5es do Sindicato dos Vigilantes do Estado. O presidente da entidade, Fernando Bandeira, acusa a empresa de manter em seus quadros seguran\u00e7as ilegais, chamados de agentes de controle, sem registro na Pol\u00edcia Federal (PF), \u00f3rg\u00e3o que regula a categoria profissional. Um agente de controle, por exemplo, foi acusado, na semana do Natal, de ter arrancado parte da orelha de um passageiro com uma mordida, na esta\u00e7\u00e3o de Cascadura. Em 2009, outros quatro funcion\u00e1rios foram demitidos por usar os cord\u00f5es dos seus apitos para \u201cchicotear\u201d usu\u00e1rios na esta\u00e7\u00e3o de Madureira.<\/p>\n<p>\u2014 Existe no Rio uma quantidade enorme de prestadores de servi\u00e7o chamados de agentes de controle, que, no fim das contas, s\u00e3o seguran\u00e7as, num artif\u00edcio (das empresas) para pagar um sal\u00e1rio menor. \u00c9 ruim para quem contrata e pior ainda para o usu\u00e1rio, obrigado a conviver com um profissional despreparado, que causa incidentes como os que j\u00e1 vimos na SuperVia \u2014 diz Bandeira.<\/p>\n<p>Usu\u00e1rios ganham a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a<\/p>\n<p>Segundo a SuperVia, os agentes de controle n\u00e3o atuam como seguran\u00e7as e, por isso, n\u00e3o precisam ter registro na PF. A empresa diz ainda que seus 700 seguran\u00e7as e agentes de controle t\u00eam uma atua\u00e7\u00e3o \u201cadicional\u201d, j\u00e1 que, conforme o contrato de concess\u00e3o assinado com o estado, a seguran\u00e7a \u00e9 de responsabilidade da Secretaria de Seguran\u00e7a. A Pol\u00edcia Militar tem, para as esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias, um n\u00facleo com 49 homens.<\/p>\n<p>\u2014 Para um sistema de transporte em que circulam 12 milh\u00f5es de passageiros por m\u00eas, \u00e9 um efetivo pequeno \u2014 diz o diretor de Opera\u00e7\u00f5es da SuperVia, Jo\u00e3o Gouv\u00eaa. \u2014 Por isso, temos o conv\u00eanio com o estado, para contratar policiais de folga.<\/p>\n<p>Ele conta que a contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com a autoriza\u00e7\u00e3o do governo, dentro do Programa Estadual de Integra\u00e7\u00e3o na Seguran\u00e7a (Proeis). Segundo a Pol\u00edcia Militar, 700 policiais dever\u00e3o ser empregados no Proeis para trabalhar nas esta\u00e7\u00f5es e em seus arredores.<\/p>\n<p>S\u00e3o as a\u00e7\u00f5es conjuntas da pol\u00edcia com os vigilantes da SuperVia que causam as a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a contra a empresa. Em particular a Opera\u00e7\u00e3o Fecha Portas, com a qual se reprime a pr\u00e1tica de alguns passageiros de impedir o fechamento das portas das composi\u00e7\u00f5es. S\u00f3 no ano passado, pelo menos cinco usu\u00e1rios receberam senten\u00e7as favor\u00e1veis na Justi\u00e7a estadual, em a\u00e7\u00f5es de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Em todos os casos, um ponto comum: os passageiros foram, no entendimento da Justi\u00e7a, detidos indiscriminadamente e perderam o dia de trabalho na delegacia.<\/p>\n<p>Num dos casos, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas, em decis\u00e3o favor\u00e1vel a Carlos Alberto Santos Cruz, afirmou: \u201cA r\u00e9 (SuperVia) deveria promover ajustes e melhorias que conferissem maior seguran\u00e7a e conforto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o utilizar de opera\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, truculenta\u201d. Entre 2007, quando ocorreu o caso de Carlos, e o dia 4 deste m\u00eas, de acordo com a concession\u00e1ria, 2.775 pessoas foram detidas nas esta\u00e7\u00f5es, a maioria por furto de cabos el\u00e9tricos e obstru\u00e7\u00e3o de portas.<\/p>\n<p>O prot\u00e9tico Jos\u00e9 Jonas Ribeiro do Amaral \u00e9 outro que est\u00e1 processando a empresa, por ter sido detido na esta\u00e7\u00e3o de Triagem, em 2008.<\/p>\n<p>\u2014 Eu estava perto da porta aberta, mas nem tinha percebido. Quando o trem parou em Triagem, um seguran\u00e7a da SuperVia me chamou, dizendo que eu estava impedindo o fechamento da porta. Fui agredido verbalmente e escoltado por um carro da PM at\u00e9 a delegacia.<\/p>\n<p>Em nota, a concession\u00e1ria informou que faz campanhas para conscientizar os passageiros da import\u00e2ncia de manter as portas fechadas. Disse ainda que os funcion\u00e1rios s\u00e3o orientados a garantir a seguran\u00e7a e o bem-estar dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Sindicato dos Vigilantes do Estado tamb\u00e9m critica a Barcas S\/A. Segundo a entidade, nas esta\u00e7\u00f5es da concession\u00e1ria, trabalhadores de camisa preta, com a inscri\u00e7\u00e3o \u201ccontrole\u201d, n\u00e3o teriam registro legal para atuar como seguran\u00e7as. Ainda de acordo com a entidade, eles seriam de uma empresa contratada, a MJC, que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 legalizada para prestar esse servi\u00e7o. A Barcas S\/A n\u00e3o respondeu \u00e0s perguntas do GLOBO para a reportagem.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Metr\u00f4 Rio, que mant\u00e9m um quadro de seguran\u00e7as pr\u00f3prios, diz que h\u00e1 interesse em contratar PMs, dentro do Proeis, mas para atuar nas imedia\u00e7\u00f5es das suas 35 esta\u00e7\u00f5es. Apesar de garantir que os vigilantes recebem tr\u00eas meses de treinamentos, a empresa admitiu que eles ainda n\u00e3o t\u00eam registro na PF. Disse, por\u00e9m, que est\u00e1 no processo de faz\u00ea-lo. Nas a\u00e7\u00f5es mais recentes de clientes contra a concession\u00e1ria, o mais comum \u00e9 a cobran\u00e7a de danos morais e materiais por panes nos trens e atrasos nas viagens.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes mesmo de melhorar os servi\u00e7os, as concession\u00e1rias de transportes p\u00fablicos do Rio tentam, com farda e vigil\u00e2ncia, conter o estresse \u2014 justificado \u2014 dos passageiros. 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