{"id":7454,"date":"2015-02-16T21:54:07","date_gmt":"2015-02-16T21:54:07","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7454"},"modified":"2015-02-16T21:54:07","modified_gmt":"2015-02-16T21:54:07","slug":"no-bradesco-pobres-sao-empurrados-para-os-correspondentes-bancarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/no-bradesco-pobres-sao-empurrados-para-os-correspondentes-bancarios","title":{"rendered":"No Bradesco, pobres s\u00e3o empurrados para os correspondentes banc\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Os bancos continuam desenvolvendo formas de n\u00e3o contribuir com o desenvolvimento social do pa\u00eds. Criado para democratizar o acesso ao sistema financeiro, o correspondente banc\u00e1rio virou s\u00edmbolo do preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o dos bancos, que empurram os mais pobres para este tipo de atendimento.<\/p>\n<p>Foi o que constatou, in loco, o Sindicato dos Banc\u00e1rios de Dourados e Regi\u00e3o nesta ter\u00e7a-feira (10\/1) na ag\u00eancia centro do Bradesco em Dourados. No momento da visita dos diretores do sindicato havia cinco funcion\u00e1rios do banco, a pretexto de orientar, fazendo a triagem e mandando os clientes \u201cindesejados\u201d para serem atendidos nos correspondentes banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Sindicato comunicou a administra\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia sobre o preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o e pediu provid\u00eancias, sob pena de tomar outras medidas para coibir esse tipo de pr\u00e1tica do banco, que lucrou R$ 8,3 bilh\u00f5es apenas nos 9 primeiros meses do ano passado.<\/p>\n<p>Para Raul Ver\u00e3o, presidente do sindicato dos banc\u00e1rios, \u201cA atitude do Bradesco se configura em discrimina\u00e7\u00e3o comprovada, j\u00e1 que uma pesquisa feita pelo Instituto Fractal mostrou que 41% das pessoas que utilizam o correspondente banc\u00e1rio t\u00eam renda mensal entre R$ 251,00 e R$ 500,00. Outros 53% ganham sal\u00e1rios de R$ 500,00 a R$ 800,00, enquanto os 6% restantes sobrevivem com R$ 250,00 a cada trinta dias\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo Raul, \u201cA prerrogativa de ser atendido em um correspondente banc\u00e1rio sem as m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e conforto, ou numa ag\u00eancia banc\u00e1ria, t\u00eam que ser do cliente e n\u00e3o uma imposi\u00e7\u00e3o dos bancos, como vem fazendo o Bradesco, barrando a entrada na porta da ag\u00eancia\u201d. Raul lembra ainda que: \u201ctudo que acontece com o cliente dentro de uma ag\u00eancia banc\u00e1ria \u00e9 de responsabilidade do banco\u201d.<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o do sindicato \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a dos pr\u00f3prios clientes, j\u00e1 que pesquisa nacional mostrou que 49 pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos em 2011, o que representa um aumento de 113,04% em rela\u00e7\u00e3o a 2010. Das 49 mortes a maioria das v\u00edtimas foram clientes (30), seguido de vigilantes (8) e policiais (6). O levantamento foi realizado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em not\u00edcias da imprensa e apoio t\u00e9cnico do Dieese.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o nos demais bancos n\u00e3o \u00e9 muito diferente, inclusive nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Ao mesmo tempo em que empurram os mais pobres para fora das ag\u00eancias, os bancos t\u00eam investido pesado para atrair clientes mais ricos. O preconceito dos bancos com os mais pobres prejudica diretamente o emprego dos banc\u00e1rios. Na d\u00e9cada passada, o crescimento do n\u00famero de correspondentes foi um dos vil\u00f5es da redu\u00e7\u00e3o de postos de trabalho entre os banc\u00e1rios. Em 1990, o Brasil tinha mais de 750 mil trabalhadores na categoria. Hoje s\u00e3o cerca de 465 mil.<\/p>\n<p>Os banc\u00e1rios est\u00e3o nitidamente sobrecarregados. O resultado disso s\u00e3o estresse e doen\u00e7as ocupacionais para os trabalhadores e queda da qualidade do atendimento para os clientes. Para os correspondentes sobra a precariza\u00e7\u00e3o do emprego, j\u00e1 que fazem o mesmo trabalho dos banc\u00e1rios, mas ganham menos e n\u00e3o t\u00eam os mesmos direitos previstos na Conven\u00e7\u00e3o Coletiva. Al\u00e9m disso, os correspondentes n\u00e3o atende \u00e0s condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de seguran\u00e7a, pois, muitas vezes, operam em locais prec\u00e1rios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: SEEB Dourados<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os bancos continuam desenvolvendo formas de n\u00e3o contribuir com o desenvolvimento social do pa\u00eds. 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