{"id":7707,"date":"2015-02-17T19:33:02","date_gmt":"2015-02-17T19:33:02","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7707"},"modified":"2015-02-17T19:33:02","modified_gmt":"2015-02-17T19:33:02","slug":"para-cada-policial-militar-no-grande-abc-ha-media-de-tres-vigilantes-contratados-para-fazer-ronda-em-bairros-sao-cerca-de-4-000-policiais-contra-13-189-segurancas-sindicalizados-de-acordo-com-de-ac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/para-cada-policial-militar-no-grande-abc-ha-media-de-tres-vigilantes-contratados-para-fazer-ronda-em-bairros-sao-cerca-de-4-000-policiais-contra-13-189-segurancas-sindicalizados-de-acordo-com-de-ac","title":{"rendered":"Para cada policial militar no Grande ABC h\u00e1 m\u00e9dia de tr\u00eas vigilantes contratados para fazer ronda em bairros. S\u00e3o cerca de 4.000 policiais, contra 13.189 seguran\u00e7as sindicalizados, de acordo com de acordo com Sesvesp (Sindicato das Empresas de Seguran\u00e7a Privada, Seguran\u00e7a Eletr\u00f4nica, Servi\u00e7os de Escolta e Cursos de Forma\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo).  O n\u00famero de profissionais em atua\u00e7\u00e3o nas sete cidades \u00e9 bem maior, j\u00e1 que o setor tem forte presen\u00e7a de trabalhadores informais, principalmente em bairros de moradores de menor poder aquisitivo.  Ter mais vigilantes que policiais n\u00e3o \u00e9 realizado apenas da regi\u00e3o. No Estado, s\u00e3o cerca de 100 mil homens da Pol\u00edcia Militar contra 167 mil empregados da \u00e1rea, segundo o Sesvesp.  Para moradores de bairros residenciais visados pelos criminosos, a contrata\u00e7\u00e3o desse tipo de servi\u00e7o \u00e9 essencial para garantir a seguran\u00e7a. No entanto, segundo especialistas, a medida n\u00e3o evita os crimes. &#8220;Em certos casos, eles (os vigilantes) podem at\u00e9 complicar a situa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Jos\u00e9 Vicente da Silva Filho, ex-secret\u00e1rio nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica. &#8220;\u00c9 um efeito ilus\u00f3rio. O seguran\u00e7a particular pode tornar um local menos visado, mas s\u00e3o todos mal preparados para agir em ambientes p\u00fablicos&#8221;, completou.  O consultor Jo\u00e3o Fernando Cardozo, que presta servi\u00e7os para algumas das 16 empresas do setor que atuam no Grande ABC, diz que \u00e9 necess\u00e1rio planejamento, antes do vigilante iniciar o seu trabalho. &#8220;O primeiro passo \u00e9 saber quem s\u00e3o as pessoas que estamos protegendo e quais s\u00e3o os riscos que o local oferece. Fazemos ainda mapeamento para tra\u00e7ar como devemos agir e identificar os pontos vulner\u00e1veis.&#8221;  A Pol\u00edcia Militar diz que n\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo com as empresas de seguran\u00e7a, seja para orienta\u00e7\u00e3o dos vigias ou tra\u00e7ar planos conjuntos de atua\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 preciso tomar cuidado. Muita gente v\u00ea esses seguran\u00e7as na porta de casa como se tivesse um policial&#8221;, disse o comandante interino da regi\u00e3o, tenente-coronel Jos\u00e9 Belantoni Filho.  Para Cardozo, n\u00e3o h\u00e1 interfer\u00eancia dos vigias no trabalho da Pol\u00edcia Militar. &#8220;Tanto que a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 chamar a 190 quando h\u00e1 ocorr\u00eancia em andamento.&#8221;.  Belantoni avalia que o melhor modo de coibir a atua\u00e7\u00e3o criminosa \u00e9 intensificar um bom relacionamento entre os vizinhos. &#8220;H\u00e1 a colabora\u00e7\u00e3o dos vigias para inibir os bandidos, mas sempre \u00e9 bom alertar um vizinho quando a casa ficar vazia&#8221;, completou.  Funcion\u00e1rio n\u00e3o deve trabalhar armado, alerta consultor  N\u00fameros do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a mostram que um ter\u00e7o das armas usadas por vigilantes particulares tem destino incerto. No Estado, do estoque presumido de cerca de 90 mil rev\u00f3lveres e pistolas dessas empresas, cerca de 30 mil foram parar em m\u00e3os indevidas. \u00c9 o principal argumentos para que a categoria n\u00e3o atue armada quando cuida de bens patrimoniais.  &#8220;Ele est\u00e1 exposto na rua e pode se tornar alvo se portar arma. N\u00e3o adianta nada&#8221;, defende o consultor Jo\u00e3o Fernando Cardozo. &#8220;O treinamento que os vigias recebem \u00e9 muito restrito para poderem atuar dessa forma&#8221;, avalia Jos\u00e9 Vicente da Silva Filho.  N\u00e3o h\u00e1 lei que pro\u00edba vigilantes de trabalharem armados, desde que possuam porte de arma. Se dispararem, caber\u00e1 \u00e0 pol\u00edcia a investiga\u00e7\u00e3o para saber os motivos do ato.   Vigia particular pode custar at\u00e9 R$ 260  Moradores de bairros nobres dizem pagar quantia mensal para suprir aus\u00eancia da pol\u00edcia    Rafael Ribeiro    Bairro formado por resid\u00eancias de alto poder aquisitivo, o Jardim S\u00e3o Caetano, em S\u00e3o Caetano, conta com rede de cerca de 20 vigilantes motorizados que se revezam na patrulha 24h das 27 ruas do local e suas cerca de 720 casas. Cada morador paga R$ 260 mensais. E os planos s\u00e3o de aumentar a prote\u00e7\u00e3o com instala\u00e7\u00f5es de c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia. Precisa de tanto? Para os moradores, sim.  &#8220;N\u00e3o fossem eles, n\u00e3o daria nem para a gente entrar e sair de casa&#8221;, disse Gilberto Covatti, 46 anos, h\u00e1 um ano no local. A rotina \u00e9 essa. Toda vez ao chegar, moradores ligam para a central da SAB (Sociedade Amigos do Bairro) Jardim S\u00e3o Caetano) e s\u00e3o escoltados at\u00e9 a resid\u00eancia.  &#8220;As pessoas aqui acham que a seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 importante. Exibem carros importados e roupas de grife e se isolam, nem pagam a mensalidade&#8221;, disse a professora Danute Satkunas, 63, h\u00e1 34 no local. Apenas metade dos moradores paga a quantia cobrada.  &#8220;Essa seguran\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria devido \u00e0 demanda. Toda cria\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de vigil\u00e2ncia \u00e9 em fun\u00e7\u00e3o da necessidade dos moradores&#8221;, disse um dos funcion\u00e1rios. Ele reconhece que, quem n\u00e3o paga, recebe aten\u00e7\u00e3o menor. &#8220;Estamos aqui para todos, mas os pagantes tem rondas mais constantes.&#8221;  A necessidade tamb\u00e9m \u00e9 vista em outros bairros de alto poder aquisitivo, como o Parque dos P\u00e1ssaros e Swiss Park, em S\u00e3o Bernardo, e Jardim, em Santo Andr\u00e9, onde s\u00e3o oferecidos servi\u00e7os semelhantes, com pequenas varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os.  At\u00e9 bairros de classe m\u00e9dia, como Assun\u00e7\u00e3o, Baeta Neves e Rudge Ramos, todos em S\u00e3o Bernardo, que j\u00e1 t\u00eam motociclistas fazendo vigil\u00e2ncia noturna por R$ 40 mensais, j\u00e1 estudam forma de profissionalizar a prote\u00e7\u00e3o. Consegs (Conselhos de Seguran\u00e7a) v\u00eam discutindo a implanta\u00e7\u00e3o de modelo mais pr\u00f3ximo dos vizinhos ricos para coibir a viol\u00eancia.  &#8220;Vamos ter de adotar medidas mais eficazes de intimidar os bandidos. Os roubos v\u00eam aumentando consideravelmente. A pol\u00edcia n\u00e3o est\u00e1 mais dando conta&#8221;, disse o comerciante Jo\u00e3o Pereira Fonseca, 49 anos, morador do Assun\u00e7\u00e3o. Todos relatam casos ocorridos em casas vizinhas e n\u00e3o foram diretamente v\u00edtimas da viol\u00eancia.  A argumenta\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar \u00e9 que a sensa\u00e7\u00e3o de medo da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;importada&#8221;. Ou seja, tem conhecimentos de crimes ocorridos em outras ruas, bairros e cidades e fica com a sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 algo pr\u00f3ximo dela. &#8220;Ao saber de ocorr\u00eancias, \u00e9 natural a pessoa passar a ter medo, mesmo sabendo que isso pode n\u00e3o acontecer com ela&#8221;, disse o comandante interino da Pol\u00edcia Militar no Grande ABC, tenente-coronel Jos\u00e9 Belantoni Filho.  As estat\u00edsticas da corpora\u00e7\u00e3o mostram que as explica\u00e7\u00f5es s\u00e3o v\u00e1lidas. N\u00fameros de fevereiro, o \u00faltimo balan\u00e7o dispon\u00edvel, mostram que, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no ano passado, os \u00edndices de roubo ca\u00edram 22%, furtos gerais tiveram redu\u00e7\u00e3o de 31% e de ve\u00edculos diminu\u00edram 17% na regi\u00e3o. &#8220;N\u00e3o \u00e9 porque h\u00e1 grande n\u00famero de seguran\u00e7as que aquele bairro pode ser estar menos suscet\u00edvel a atividades criminosas&#8221;, completou Belantoni.  Para o diretor de empresa de consultoria em vigil\u00e2ncia, Jo\u00e3o Fernando Cardozo,\u00e9 preciso diferenciar as pr\u00e1ticas. &#8220;Oferecemos seguran\u00e7a preventiva, de aux\u00edlio aos moradores. A seguran\u00e7a ostensiva, de combate ao crime, \u00e9 de responsabilidade do Estado&#8221;, disse.   Fonte: Di\u00e1rio do Grande ABC"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Em artigo no O POVO deste s\u00e1bado (7), o soci\u00f3logo e professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Antonio Fl\u00e1vio Testa, comenta sobre os ataques de quadrilhas de assaltantes no interior nordestino. Confira:<\/p>\n<p>O crime organizado demonstra cada vez mais aud\u00e1cia em suas a\u00e7\u00f5es contra institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. N\u00e3o respeita a vida das pessoas, nem a autoridade do Estado como demonstra o expressivo crescimento de assaltos em cidades do interior do Brasil, sobretudo contra bancos. Na pr\u00e1tica, o chamado \u201cnovo canga\u00e7o\u201d apresenta n\u00edvel avan\u00e7ado de organiza\u00e7\u00e3o no que se refere ao uso de armamentos pesados, apoio log\u00edstico e acesso a informa\u00e7\u00f5es que permitem aos criminosos planejarem suas a\u00e7\u00f5es e agirem com viol\u00eancia, levando o p\u00e2nico e a inseguran\u00e7a a localidades normalmente pac\u00edficas, mas desguarnecidas, tanto pelo poder p\u00fablico como pela seguran\u00e7a privada.<\/p>\n<p>O Mapa da Viol\u00eancia no Brasil, de 2008, registrou o avan\u00e7o do crime organizado pelo interior do Pa\u00eds. Uma hip\u00f3tese para justificar essa pr\u00e1tica est\u00e1 no impacto causado pela repress\u00e3o sobre as quadrilhas de assaltantes a bancos nas grandes cidades. Os criminosos come\u00e7aram a atuar, com muita facilidade, em munic\u00edpios menos protegidos, mas cujas ag\u00eancias banc\u00e1rias detinham bom montante de dinheiro em caixa. Localidades que, geralmente, n\u00e3o t\u00eam aparato de seguran\u00e7a p\u00fablica capaz de fazer frente ao terror repentino, mas bem planejado.<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica que se reproduz com const\u00e2ncia em v\u00e1rias regi\u00f5es, revelando a fragilidade da seguran\u00e7a e o avan\u00e7o da capacidade operacional das quadrilhas. As consequ\u00eancias s\u00e3o muito s\u00e9rias porque permitem aos criminosos expandirem suas a\u00e7\u00f5es para outros setores, al\u00e9m de amplificar a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aumentar o n\u00edvel de repress\u00e3o policial produz resultados parciais, porque a a\u00e7\u00e3o ocorre depois do evento. \u00c9 necess\u00e1rio um trabalho articulado entre a preven\u00e7\u00e3o e o mapeamento dos criminosos, com avalia\u00e7\u00e3o detalhada da estrutura log\u00edstica e das vias de acesso e identifica\u00e7\u00e3o de todas as etapas da cadeia produtiva do crime organizado. Apenas o Estado n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de vencer o crime em todas as suas etapas. Somente a partir de um sistema colaborativo entre os atores interessados \u00e9 que se pode pensar em coibir essas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O apoio log\u00edstico \u00e9 fundamental. Os cangaceiros tinham nos \u201ccoiteiros\u201d o apoio para suprimentos e informa\u00e7\u00f5es. Da mesma forma, os \u201cnovos cangaceiros\u201d dependem de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e apoio operacional para serem bem sucedidos.<\/p>\n<p>Cabe ao Estado dotar os munic\u00edpios de estrutura de pessoas treinadas e com recursos suficientes para enfrentar criminosos. Bancos, empresas e Estado precisam atuar em parceria preventiva de forma a minimizar a pr\u00e1tica criminosa. E cabe a sociedade, al\u00e9m de cobrar com veem\u00eancia dos governantes a\u00e7\u00f5es para prover a seguran\u00e7a como direito de todos, atuar preventivamente, colaborando com o poder p\u00fablico. O cidad\u00e3o precisa ficar mais atento para n\u00e3o se tornar v\u00edtima.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: O Povo Online<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo no O POVO deste s\u00e1bado (7), o soci\u00f3logo e professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Antonio Fl\u00e1vio Testa, comenta sobre os ataques de quadrilhas de assaltantes no interior nordestino. Confira: O crime organizado demonstra cada vez mais aud\u00e1cia em suas a\u00e7\u00f5es contra institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. 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