{"id":7839,"date":"2015-02-17T22:22:16","date_gmt":"2015-02-17T22:22:16","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7839"},"modified":"2015-02-17T22:22:16","modified_gmt":"2015-02-17T22:22:16","slug":"vigilantes-sao-desviados-de-funcoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/vigilantes-sao-desviados-de-funcoes","title":{"rendered":"\u00bb Vigilantes s\u00e3o desviados de fun\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00c9 recorrente entrar em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos no Distrito Federal e ser recepcionado por um vigilante que d\u00e1 as coordenadas para onde se deseja chegar ou sobre o servi\u00e7o pretendido, bem como organiza filas, entrega senhas, atende ao telefone e faz cadastro de visitantes. Nos hospitais, o senso de humanidade fala mais alto e eles (os vigilantes) tamb\u00e9m correm para ajudar os doentes e acidentados que chegam. Na falta de recepcionistas, eles fazem o trabalho burocr\u00e1tico e, em alguns \u00f3rg\u00e3os, podem ser vistos atr\u00e1s de computadores em guich\u00eas instalados na entrada dos edif\u00edcios.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato das Empresas de Seguran\u00e7a Privada, Sistemas de Seguran\u00e7a Eletr\u00f4nica, Cursos de Forma\u00e7\u00e3o e Transporte de Valores no DF (Sindesp-DF), Irenaldo Pereira Lima, confirma que muitos vigilantes acabam desempenhando outras fun\u00e7\u00f5es al\u00e9m daquelas para as quais foram contratados. \u201cQuando a gente ganha a licita\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 para fazer a seguran\u00e7a patrimonial. S\u00f3 que quando se chega hoje em hospitais, postos de sa\u00fade, departamentos de tr\u00e2nsito e nos minist\u00e9rios, o que se v\u00ea \u00e9 o vigilante atr\u00e1s de um balc\u00e3o passando informa\u00e7\u00f5es. Acho que isso n\u00e3o \u00e9 fazer seguran\u00e7a\u201d, argumenta. Ele acredita que o desvio de fun\u00e7\u00e3o decorre tanto da falta de pessoal para o atendimento ao usu\u00e1rio como pela falta de um plano de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Irenaldo destaca a preocupa\u00e7\u00e3o com a condi\u00e7\u00e3o do vigilante, pois muitas vezes eles podem estar deixando de lado suas atribui\u00e7\u00f5es principais e isso pode trazer consequ\u00eancias. \u201cO vigilante, em vez de fazer a seguran\u00e7a do patrim\u00f4nio do local, est\u00e1 ali distribuindo uma senha, passando uma informa\u00e7\u00e3o. Em hospital eles distribuem senha e quando chega uma ambul\u00e2ncia e n\u00e3o tem o maqueiro, a\u00ed eles ajudam a fazer o socorro de quem chegou. Se ele n\u00e3o fizer, n\u00e3o ajudar o doente, ele pode responder por omiss\u00e3o de socorro. \u00c9 tanta coisa que est\u00e1 errada que a gente n\u00e3o sabe mais o que fazer\u201d, observa.<\/p>\n<p>Entre as preocupa\u00e7\u00f5es com o desvio de fun\u00e7\u00e3o do vigilante est\u00e1 o porte de arma. Quando um vigilante armado est\u00e1 num hospital e vai ajudar a retirar uma maca da ambul\u00e2ncia, ele pode ficar vulner\u00e1vel e ver tomada sua arma, o que pode oferecer grande perigo para as pessoas no local.<br \/>\n\u201cE se acontecer algum sinistro ali enquanto o vigilante est\u00e1 com a maca na m\u00e3o? E se enquanto ele est\u00e1 ajudando o doente algu\u00e9m chega e toma aquela arma dele? S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es preocupantes\u201d, atenta.<\/p>\n<p>Para o presidente do Sindesp-DF, antes de fazer uma licita\u00e7\u00e3o, os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos deveriam exigir a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de seguran\u00e7a para, a partir da\u00ed, ter a real estimativa do quantitativo necess\u00e1rio e tamb\u00e9m da forma do servi\u00e7o de seguran\u00e7a a ser prestado conforme a necessidade espec\u00edfica do \u00f3rg\u00e3o. \u201cA gente tem feito essa den\u00fancia para o sindicato laboral, que \u00e9 o sindicato da categoria. \u00c9 preciso deixar o vigilante fazer o seu servi\u00e7o mesmo. S\u00e3o coisas que at\u00e9 as pessoas que fazem a contrata\u00e7\u00e3o t\u00eam que compreender que os vigilantes est\u00e3o ali para fazer a seguran\u00e7a patrimonial e n\u00e3o esse desvio de fun\u00e7\u00e3o que existe\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Plano de seguran\u00e7a<br \/>\nO dirigente sindical afirma que vem solicitando aos sindicatos, aos gestores de contrato e at\u00e9 da federa\u00e7\u00e3o que re\u00fane os sindicatos de seguran\u00e7a no pa\u00eds, para que seja elaborado um documento direcionado aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos alertando para a necessidade de que todos fa\u00e7am um plano de seguran\u00e7a. \u201cSe eu fa\u00e7o um plano de seguran\u00e7a e o \u00f3rg\u00e3o aceita aquele plano, ent\u00e3o se assume a obriga\u00e7\u00e3o de cumpri-lo e isso evita desvio de fun\u00e7\u00f5es\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Hoje, nos editais de licita\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a patrimonial \u00e9 requerido das empresas interessadas em participar que fa\u00e7am uma vistoria no local de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o a fim de conhecerem a dificuldade do local e aceit\u00e1-la, quando na verdade deveria ser cobrada a elabora\u00e7\u00e3o do plano de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A falta do plano de seguran\u00e7a e os recorrentes desvios de fun\u00e7\u00f5es colocam as empresas de seguran\u00e7a em situa\u00e7\u00e3o de risco nos contratos com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, visto que em caso de sinistro, que seriam as ocorr\u00eancias relativas \u00e0 seguran\u00e7a, as empresas est\u00e3o arcando com as responsabilidades sozinhas.<\/p>\n<p>A falta da participa\u00e7\u00e3o de um gestor de seguran\u00e7a na elabora\u00e7\u00e3o dos editais e no levantamento das necessidades \u00e9 outro problema s\u00e9rio enfrentado pelas empresas. \u201cHoje os \u00f3rg\u00e3os lan\u00e7am edital estabelecendo quantitativos que a gente n\u00e3o sabe de onde veio. Simplesmente eles soltam um edital e a gente participa\u201d, conta.<\/p>\n<p>Segundo o dirigente da Sindesp-DF, Bras\u00edlia possui 68 empresas de seguran\u00e7a p\u00fablica e privada sendo que, dessas, 32 s\u00e3o filiadas a esse sindicato.<\/p>\n<p>Vigilantes x recepcionistas<\/p>\n<p>No Sindicato dos Vigilantes do DF, o presidente Jervalino Rodrigues Bispo contesta o desvio de fun\u00e7\u00e3o e, pelo contr\u00e1rio, afirma que muitos recepcionistas hoje v\u00eam assumindo fun\u00e7\u00f5es que seriam de exerc\u00edcio dos vigilantes. \u201cV\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os est\u00e3o fazendo o seguinte: tirando os vigilantes, que s\u00e3o qualificados para fazer seguran\u00e7a no local, e colocando recepcionistas, onde a fun\u00e7\u00e3o do recepcionista \u00e9 a mesma do vigilante e a recepcionista n\u00e3o est\u00e1 qualificada para fazer aquele trabalho. A gente vem brigando e est\u00e1 com essa demanda\u201d, observa o dirigente.<\/p>\n<p>Sobre as den\u00fancias de desvio de fun\u00e7\u00f5es, Jervalino considera muito dif\u00edcil isso acontecer tendo em vista que a orienta\u00e7\u00e3o do sindicato \u00e9 de que os vigilantes n\u00e3o t\u00eam nenhuma obriga\u00e7\u00e3o de fazer outra fun\u00e7\u00e3o no local al\u00e9m da sua, e s\u00e3o, inclusive, proibidos disso. No entanto, o sindicalista afirma que as fun\u00e7\u00f5es do vigilante depende do local em que ele est\u00e1 alocado. \u201cSe for um servi\u00e7o de portaria de verificar a entrada e sa\u00edda, isso est\u00e1 correto. Agora se for num local de fazer seguran\u00e7a, ele n\u00e3o pode fazer outra coisa. Tem local em que o vigilante fica ali para manter a ordem de entrada e sa\u00edda, e ele tem que identificar a pessoa e para ele identificar ele precisa saber quem entrou e que horas entrou\u201d.<\/p>\n<p>Nos hospitais, Jervalino admite que \u00e9 mais dif\u00edcil conter a possibilidade de um vigilante desviar de fun\u00e7\u00e3o. \u201cAli acontece sempre porque \u00e0s vezes o doente chega e n\u00e3o tem ningu\u00e9m para receber e o vigilante est\u00e1 ali solid\u00e1rio com aquela pessoa e acaba prestando alguma assist\u00eancia para n\u00e3o deixar aquela pessoa morrer ali fora\u201d, explica. Apesar de o sindicato compreender a posi\u00e7\u00e3o do vigilante e buscar meio de proteg\u00ea-los nesses casos, a orienta\u00e7\u00e3o dada \u00e9 de que os vigilantes n\u00e3o fa\u00e7am isso. \u201cA gente sempre diz: evite sair do seu posto. Mas voc\u00ea sabe como \u00e9 ser humano, procura sempre uma forma de aliviar o sofrimento do outro. Mas a gente orienta para ter cuidado nessa hora de trabalho\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O presidente do Sindesv-DF concorda que \u00e9 necess\u00e1rio que a empresa contratada tenha um plano de seguran\u00e7a para o \u00f3rg\u00e3o, assim saber\u00e1 com maior efetividade quantas pessoas s\u00e3o suficientes para fazer a seguran\u00e7a naquele local e quais as necessidades da seguran\u00e7a ali. \u201cContratar o vigilante para um local onde a pessoa que est\u00e1 contratando n\u00e3o sabe nem para que e nem porque, \u00e9 em v\u00e3o o servi\u00e7o e acontece demais. \u00c0s vezes tem um local perigoso que tem que colocar cinco ou seis vigilantes, mas eles contratam somente um\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>O deputado distrital Chico Vigilante (PT) acredita que n\u00e3o h\u00e1 desvio de fun\u00e7\u00f5es dos vigilantes nos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Para ele, o que acontece \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o no atendimento aos usu\u00e1rios. Para o parlamentar, \u00e9 perfeitamente natural ao vigilante ter que proceder cadastro de entrada e sa\u00edda de pessoas, pois isso faz parte da fun\u00e7\u00e3o do vigilante que consiste, entre outras coisas, de observar, saber quem vai entrar e quem sai.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Jornal da Comunidade<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 recorrente entrar em \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos no Distrito Federal e ser recepcionado por um vigilante que d\u00e1 as coordenadas para onde se deseja chegar ou sobre o servi\u00e7o pretendido, bem como organiza filas, entrega senhas, atende ao telefone e faz cadastro de visitantes. Nos hospitais, o senso de humanidade fala mais alto e eles (os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-7839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7839"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7839\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7840,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7839\/revisions\/7840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}