{"id":7866,"date":"2015-02-19T12:40:40","date_gmt":"2015-02-19T12:40:40","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=7866"},"modified":"2015-02-19T12:40:40","modified_gmt":"2015-02-19T12:40:40","slug":"os-desafios-de-trabalhar-em-um-carro-forte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/os-desafios-de-trabalhar-em-um-carro-forte","title":{"rendered":"\u00bb Os desafios de trabalhar em um carro-forte"},"content":{"rendered":"<p>Aos 42 anos, Adelson Gon\u00e7alves\u00a0dos Reis exerce uma das atividades\u00a0mais estressantes e perigosas ligadas ao ramo financeiro. \u00c9 vigilante e\u00a0motorista de carro-forte h\u00e1 16 anos.\u00a0Nesse per\u00edodo j\u00e1 viu companheiros\u00a0de profiss\u00e3o perder a vida, como\u00a0aconteceu em agosto do ano passado durante uma tentativa de assalto a um caixa-eletr\u00f4nico, na Galeria\u00a0It\u00e1lia, em Cuiab\u00e1. \u00c0 \u00e9poca quatro\u00a0pessoas morreram &#8211; dois vigilantes\u00a0e dois assaltantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na tarde da \u00faltima sexta-feira,\u00a0quatro homens armados com fuzis\u00a0explodiram um carro-forte e levaram todos os malotes. O epis\u00f3dio\u00a0lan\u00e7ou luz sobre o risco que \u00e9 viver\u00a0de transportar dinheiro dos outros.\u00a0\u201c\u00c9 um servi\u00e7o que a gente faz porque gosta. A profiss\u00e3o \u00e9 boa e o que\u00a0mais desanima \u00e9 o sal\u00e1rio baixo\u201d,\u00a0conta Adelson Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A explos\u00e3o do carro-forte ocorreu\u00a0em frente \u00e0 Fazenda S\u00e3o Jo\u00e3o, a cerca de 30 quil\u00f4metros do Posto Gil,\u00a0num local considerado estrat\u00e9gico. O\u00a0valor roubado seria superior a R$ 1\u00a0milh\u00e3o, pois o dinheiro iria abastecer\u00a0caixas-eletr\u00f4nicos e ag\u00eancias do interior. Por sorte, n\u00e3o houve feridos.\u00a0Vigilante e motorista de carro&#8211;forte, Adelson Gon\u00e7alves afirma\u00a0que nunca passou por situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o\u00a0perigosas. Por\u00e9m, ele sabe muito\u00a0bem dos perigos da profiss\u00e3o. \u201cA\u00a0pr\u00f3pria empresa nos orienta para\u00a0n\u00e3o ficar dando bobeira e achar\u00a0que nunca vai acontecer nada com\u00a0a gente. Trabalhamos com valores e\u00a0n\u00e3o podemos vacilar e dar chances\u00a0para o bandido. Sabemos do risco\u00a0que corremos\u201d, comenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Casado, pai de um casal de filhos,\u00a0com 17 e 18 anos, Adelson Gon\u00e7alves diz que a pr\u00f3pria mulher j\u00e1 lhe\u00a0pediu para deixar a profiss\u00e3o. \u201cMinha mulher j\u00e1 pediu v\u00e1rias vezes\u00a0para que eu sa\u00edsse. Mas, \u00e9 a profiss\u00e3o que escolhi e que gosto. O maior\u00a0problema realmente \u00e9 o sal\u00e1rio, que\u00a0\u00e9 pouco para o risco que enfrentamentos\u201d, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O motorista de um carro-forte\u00a0em MT ganha R$ 1.443,00 mensais.\u00a0O sal\u00e1rio de vigilante \u00e9 de R$ 1.030,\u00a0e do chefe da equipe de pouco mais\u00a0de R$ 1.200. Para melhorar, a categoria cobra a aprova\u00e7\u00e3o do Projeto\u00a0de Lei 1033\/2003, em tramita\u00e7\u00e3o na\u00a0C\u00e2mara dos Deputados, que institui\u00a0o sal\u00e1rio adicional de periculosidade\u00a0(30%) para os vigilantes e empregados em transporte de valores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do motorista, a equipe\u00a0respons\u00e1vel pelo carregamento de\u00a0valores ou abastecimento de bancos e caixas-eletr\u00f4nicos \u00e9 formada\u00a0pelo chefe e mais dois vigilantes.\u00a0\u201cTeoricamente o motorista se sente\u00a0menos vulner\u00e1vel por que fica dentro do carro, que \u00e9 blindado. Mas, a\u00a0preocupa\u00e7\u00e3o e a press\u00e3o psicol\u00f3gica\u00a0tamb\u00e9m s\u00e3o grandes no dia-a-dia\u201d,\u00a0explica, citando regras impostas \u00e0\u00a0profiss\u00e3o como n\u00e3o parar em qualquer lugar e o fato de n\u00e3o poder\u00a0descer do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adelson Gon\u00e7alves trabalha em\u00a0escala de plant\u00e3o de 12 por 36 horas de descanso. Ele sempre sai de\u00a0casa pensando em sua fam\u00edlia. \u201cUm\u00a0dos riscos dessa profiss\u00e3o \u00e9 quanto\u00a0a poss\u00edveis sequestros de membros\u00a0da nossa fam\u00edlia. Isso ocorre muito\u00a0nas regi\u00f5es Sul e Sudeste do pa\u00eds.\u00a0Tanto que at\u00e9 evitamos falar para\u00a0outras pessoas sobre a profiss\u00e3o\u00a0que exercemos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para quem enfrenta os riscos da\u00a0profiss\u00e3o de vigilante o treinamento\u00a0\u00e9 rigoroso e pesado. \u201cTodo ano as\u00a0empresas costumam realizar cursos\u00a0de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, defesa e t\u00e9cnicas operacionais\u201d, afirmou. Al\u00e9m do\u00a0armamento, conforme ele, o profissional da \u00e1rea deve fazer uso obrigatoriamente do colete durante o\u00a0desempenho da atividade, que \u00e9 regulada pela Pol\u00edcia Federal. Em Mato\u00a0Grosso, a categoria \u00e9 formada por\u00a0cerca de 6 mil vigilantes, sem contar\u00a0os que atuam na clandestinidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na tentativa de assalto \u00e0 Galeria\u00a0It\u00e1lia, ocorrida no ano passado, houve troca de tiros entre os guardas e\u00a0os bandidos, o que resultou na morte\u00a0dos vigilantes Paulo Perpelo Correira\u00a0e Valdonil Nogueira de Matos. Outros\u00a0dois bandidos tamb\u00e9m morreram.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio de Cuiab\u00e1\/MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 42 anos, Adelson Gon\u00e7alves\u00a0dos Reis exerce uma das atividades\u00a0mais estressantes e perigosas ligadas ao ramo financeiro. \u00c9 vigilante e\u00a0motorista de carro-forte h\u00e1 16 anos.\u00a0Nesse per\u00edodo j\u00e1 viu companheiros\u00a0de profiss\u00e3o perder a vida, como\u00a0aconteceu em agosto do ano passado durante uma tentativa de assalto a um caixa-eletr\u00f4nico, na Galeria\u00a0It\u00e1lia, em Cuiab\u00e1. \u00c0 \u00e9poca quatro\u00a0pessoas morreram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-7866","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7866"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7867,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7866\/revisions\/7867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}