{"id":8168,"date":"2015-02-25T21:49:18","date_gmt":"2015-02-25T21:49:18","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8168"},"modified":"2015-02-25T21:49:18","modified_gmt":"2015-02-25T21:49:18","slug":"trabalhadores-pressionam-e-garantem-pagamento-de-indenizacao-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/trabalhadores-pressionam-e-garantem-pagamento-de-indenizacao-trabalhista","title":{"rendered":"\u00bb Trabalhadores pressionam e garantem pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista"},"content":{"rendered":"<p>Na madrugada desta quarta-feira (30), centenas de trabalhadores organizados pelo Sindvalores \u2013 Sindicato dos Empregados de Transportes de Valores e Similares e pela CUT-DF fecharam as portas da empresa Confederal. Eles repudiaram a demiss\u00e3o de cinco trabalhadores da empresa. Com o dia claro, irritados, os diretores da Confederal chamaram a pol\u00edcia para encerrar o movimento. A estrat\u00e9gia n\u00e3o deu certo. Ao contr\u00e1rio, a manifesta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores garantiu a revers\u00e3o das demiss\u00f5es por justa causa.<\/p>\n<p>Sob press\u00e3o da categoria, os diretores da Confederal chamaram os dirigentes da CUT-DF e do Sindlurb para negociar as demiss\u00f5es feitas no dia 19 de outubro. Al\u00e9m de garantir aos trabalhadores demitidos o pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista, ainda foi negociada a continuidade das reuni\u00f5es para solucionar outros problemas correntes na empresa, como o excesso de horas-extras e o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho. As reuni\u00f5es come\u00e7am na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n<p>\u201cCom certeza este movimento foi extremamente positivo. Essas pr\u00e1ticas n\u00e3o podem continuar\u201d, avalia o presidente do Sindvalores, Carlos Jos\u00e9 das Neves. Segundo ele, os trabalhadores demitidos tamb\u00e9m ficaram satisfeitos com o resultado da manifesta\u00e7\u00e3o. \u201cEles j\u00e1 n\u00e3o queriam mais ficar l\u00e1 (na Confederal), eles queriam mesmo o pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.cutdf.org.br\/arquivos\/image\/1(29).jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" \/>Os cinco trabalhadores demitidos assinar\u00e3o novo aviso pr\u00e9vio e, no dia 5 de novembro, receber\u00e3o o dinheiro da indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n<p><strong>Empresa acusa, mas n\u00e3o tem provas<\/strong><br \/>\nApesar de o texto que justificava a demiss\u00e3o dos trabalhadores apresentar como pontos faltas, atraso e maus procedimentos operacionais por parte dos cinco trabalhadores, a empresa, sem qualquer tipo de prova, estava acusando os trabalhadores de serem os culpados pelo sumi\u00e7o de dinheiro nos caixas eletr\u00f4nicos do BRB, Banco do Brasil e Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>\u201cO roubo deve ser dos empres\u00e1rios l\u00e1 de dentro. S\u00f3 pode! Porque vigilante, que trabalha junto, um vendo o que o outro est\u00e1 fazendo, e depois de 10 anos eu sou chamado de ladr\u00e3o? Eu prestava servi\u00e7o para a empresa e agora, de um dia para o outro, eu viro ladr\u00e3o? Quem me explica isso?\u201d, fala indignado Jo\u00e3o Luis Martins Mendon\u00e7a, um dos cinco trabalhadores demitidos. Ele completaria em novembro 10 anos na Confederal como vigilante de transporte de valores na empresa, sem nenhum registro de advert\u00eancia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.cutdf.org.br\/arquivos\/image\/2(18).jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" \/>Eduardo Miranda Oliveira, chefe de equipe, tamb\u00e9m foi acusado de roubo e demitido. \u201cEu tenho 11 anos de empresa, nunca houve nenhuma reclama\u00e7\u00e3o. Infelizmente, outros colegas j\u00e1 foram sacrificados dessa forma, sa\u00edram como ladr\u00e3o. Mas a empresa n\u00e3o tem como provar isso. Por isso n\u00f3s estamos correndo atr\u00e1s dos nossos direitos. Curiosamente, recentemente eu fiquei sabendo que um dos membros da tesouraria da Confederal estava desviando dinheiro, mas, como sempre, s\u00f3 sobra para o abastecedor, para o chefe de equipe e at\u00e9 para quem trabalha na cobertura. Isso \u00e9 muito injusto\u201d, relata.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 sumiram R$ 800 mil, ningu\u00e9m sabe para onde est\u00e1 indo esse dinheiro, e est\u00e1 sobrando para o trabalhador\u201d, afirma o presidente do Sindvalores, que confirma que a manobra da empresa \u00e9 reincidente. \u201cA gente quer que a Pol\u00edcia Federal investigue o sumi\u00e7o desse dinheiro, mas nem os bancos, nem as empresas se disp\u00f5em em fazer isso\u201d, diz.<\/p>\n<p>O senador Eun\u00edcio Lopes de Oliveira (PMDB\/CE), presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a da Casa, \u00e9 s\u00f3cio da Confederal. Em 2004, durante a pris\u00e3o de uma quadrilha de 10 pessoas, a Pol\u00edcia Federal apreendeu documentos que Eun\u00edcio, \u00e0 \u00e9poca ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, mantinha na empresa. A esposa dele, M\u00f4nica Paes de Andrade, que tamb\u00e9m \u00e9 s\u00f3cia da Confederal, foi acusada de envolvimento com a quadrilha, que fraudou licita\u00e7\u00f5es, comprou parecer do TCU e teria participado da carteliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de seguran\u00e7a e limpeza para o governo federal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da CUT-DF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na madrugada desta quarta-feira (30), centenas de trabalhadores organizados pelo Sindvalores \u2013 Sindicato dos Empregados de Transportes de Valores e Similares e pela CUT-DF fecharam as portas da empresa Confederal. Eles repudiaram a demiss\u00e3o de cinco trabalhadores da empresa. 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