{"id":8238,"date":"2015-02-25T22:06:15","date_gmt":"2015-02-25T22:06:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8238"},"modified":"2015-02-25T22:06:15","modified_gmt":"2015-02-25T22:06:15","slug":"ato-contra-terceirizacao-sem-limites-une-o-movimento-sindical-em-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/ato-contra-terceirizacao-sem-limites-une-o-movimento-sindical-em-minas-gerais","title":{"rendered":"\u00bb Ato contra terceiriza\u00e7\u00e3o sem limites une o movimento sindical em Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>As centrais sindicais e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em Minas Gerais v\u00e3o se reunir ainda neste m\u00eas para definir a\u00e7\u00f5es para impedir que o projeto de lei 4.330\/04 seja aprovado no Congresso Nacional. A proposta foi aprovada nesta segunda-feira (20) durante o ato p\u00fablico contra a terceiriza\u00e7\u00e3o sem limites realizado na sede do MPT em Belo Horizonte, com a participa\u00e7\u00e3o de centenas de sindicalistas, auditores fiscais do trabalho e parlamentares.<\/p>\n<p>Para o procurador-chefe do MPT, Helder Santos Amorim, que coordenou o ato juntamente com a procuradora-chefe substituta S\u00f4nia Toledo Gon\u00e7alves, o movimento sindical precisa se unir para barrar o PL 4.330\/04, do deputado Sandro Mabel. \u201cSe aprovado, o projeto trar\u00e1 grandes preju\u00edzos \u00e0 classe trabalhadora. Precisamos ampliar a discuss\u00e3o, lev\u00e1-la para as ruas. O projeto pode provocar a redu\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o, fragiliza o v\u00ednculo empregat\u00edcio e favorece a alta rotatividade, desgasta a organiza\u00e7\u00e3o sindical, estimula empregos prec\u00e1rios e transit\u00f3rios, piora as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a, facilitando acidentes de trabalho. O projeto entrega toda a atividade produtiva \u00e0 iniciativa privada. Para terceirizar uma atividade p\u00fablica, por exemplo, basta extinguir um cargo. Al\u00e9m disso, incita a terceiriza\u00e7\u00e3o no campo, oficializando a figura do gato\u201d, afirmou Helder Amorim.<\/p>\n<p>A presidenta da Central \u00danica dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, elogiou a iniciativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho que, na sua opini\u00e3o, viabilizou a uni\u00e3o o movimento sindical na luta contra o PL 4.330\/04. \u201cO chamamento do MPT agregou v\u00e1rias for\u00e7as pol\u00edticas, que antes cumpriam a pr\u00f3pria agenda. Precisamos refor\u00e7ar a nossa luta, buscar a\u00e7\u00f5es que agreguem mais pessoas.\u201d<br \/>\nBeatriz Cerqueira fez uma den\u00fancia: ao chegar ao MPT percebeu a presen\u00e7a de agentes do servi\u00e7o de intelig\u00eancia da Pol\u00edcia Militar. \u201cO servi\u00e7o de intelig\u00eancia da PM estava aqui. Toda a vez que o trabalhador tenta se organizar, ele fica sob vigil\u00e2ncia do Estado. O governo do Estado adota pr\u00e1ticas dos tempos ditadura militar, reprime a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores\u201d, protestou a presidenta da CUT-MG. A procuradora-chefe substituta do MPT, S\u00f4nia Toledo Gon\u00e7alves, disse que vai cobrar explica\u00e7\u00f5es da Secretaria de Estado de Defesa Social.<\/p>\n<p>Jairo Nogueira Filho, secret\u00e1rio-geral da CUT-MG, lembrou os danos causados pela terceiriza\u00e7\u00e3o na Cemig. \u201cDe 97 para c\u00e1, j\u00e1 morreram mais de 100 trabalhadores terceirizados. Acontece uma morte a cada 45 dias. Este modelo de gest\u00e3o \u00e9 o que o senador A\u00e9cio Neves quer vender para todo o pa\u00eds, a terceiriza\u00e7\u00e3o descontrolada. A Cemig s\u00f3 se preocupa em dar lucro aos acionistas, oferece um servi\u00e7o de m\u00e1 qualidade com a tarifa mais cara do Brasil Se o projeto passar, acabou tudo.\u201d<\/p>\n<p>Rosane Cordeiro, presidenta do Sindados-MG, alertou para o perigo que o PL 4.330\/04 representa. \u201cN\u00f3s, que trabalhamos com processamento de dados, sentimos na pele os efeitos da terceiriza\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o nos engajarmos nesta luta, veremos a transforma\u00e7\u00e3o de trabalhadores em escravos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEsta luta deve ser assumida pela sociedade como um todo. Veja o caso da Cemig. A terceiriza\u00e7\u00e3o trouxe mortes e mutila\u00e7\u00f5es. Para impedir que um projeto como este fosse votado, os trabalhadores deveriam parar o pa\u00eds. Precisamos levar este debate para toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse o deputado estadual Durval \u00c2ngelo.<br \/>\n\u201cPrecisamos estar atentos ao retrocesso. Infelizmente, o debate sobre o projeto est\u00e1 pulverizado entre as bancadas na C\u00e2mara dos Deputados. Mas assumo o compromisso de lutar no Congresso para evitar que o PL 4.330\/04 seja aprovado\u201d, disse o deputado federal Padre Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a deputada federal Margarida Salom\u00e3o, est\u00e1 em jogo a representa\u00e7\u00e3o sindical. \u201cO projeto reduz inst\u00e2ncias de prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores. Todo o nosso esfor\u00e7o deve ser concentrado em bloquear a tramita\u00e7\u00e3o do projeto. E o PT precisa assumir uma posi\u00e7\u00e3o clara contra o PL 4.330\/04, que n\u00e3o tem conserto. Vamos lutar para que ele n\u00e3o v\u00e1 ao plen\u00e1rio.\u201d<br \/>\n\u201cN\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico par\u00e1grafo favor\u00e1vel aos trabalhadores. O projeto maximiza os lucros em detrimento dos trabalhadores, d\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o, suprime a dignidade dos direitos da classe trabalhadora. Mas n\u00e3o estamos vencidos. N\u00e3o vamos permitir que o projeto seja aprovado\u201d, afirmou Marcelo Campos, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: CUT<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As centrais sindicais e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em Minas Gerais v\u00e3o se reunir ainda neste m\u00eas para definir a\u00e7\u00f5es para impedir que o projeto de lei 4.330\/04 seja aprovado no Congresso Nacional. 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