{"id":8379,"date":"2015-03-02T13:31:07","date_gmt":"2015-03-02T13:31:07","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8379"},"modified":"2015-03-02T13:31:07","modified_gmt":"2015-03-02T13:31:07","slug":"mantida-nulidade-de-clausula-que-autoriza-brinks-a-descontar-diferencas-de-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/mantida-nulidade-de-clausula-que-autoriza-brinks-a-descontar-diferencas-de-dinheiro","title":{"rendered":"\u00bb Mantida nulidade de cl\u00e1usula que autoriza Brink\u2019s a descontar diferen\u00e7as de dinheiro"},"content":{"rendered":"<p>A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento da Brink&#8217;s Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Ltda., que pretendia restabelecer a validade de uma cl\u00e1usula contratual que a autorizava a descontar, do sal\u00e1rio dos empregados, diferen\u00e7as de dinheiro sem prova de dolo.<\/p>\n<p>A cl\u00e1usula foi considerada nula em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) a partir de den\u00fancia do sindicato da categoria. Segundo o Sindivalores-RS, a empresa efetuava descontos ilegais nos sal\u00e1rios, decorrentes de diferen\u00e7as de numer\u00e1rio, sem que houvesse pagamento de quebra de caixa e independentemente da constata\u00e7\u00e3o de culpa ou dolo do trabalhador.<\/p>\n<p>Segundo o MPT, as diferen\u00e7as entre o valor constante dos envelopes recolhidos nas diversas empresas para as quais a Brinks presta servi\u00e7o de processamento de dep\u00f3sitos banc\u00e1rios e o valor registrado no sistema deveriam ser verificadas pelo empregado na primeira confer\u00eancia. Caso contr\u00e1rio, o valor seria descontado. A cl\u00e1usula contratual com essa previs\u00e3o, para o MPT, deveria ser declarada nula.<\/p>\n<p>O pedido foi indeferido em primeiro grau, e o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS), ao examinar recurso do MPT, destacou que os empregados da Brink&#8217;s n\u00e3o recebiam quebra de caixa ou gratifica\u00e7\u00e3o de caixa, parcela normalmente paga aos trabalhadores que manuseiam numer\u00e1rio. Por entender que o procedimento da empresa feria o princ\u00edpio da intangibilidade salarial, o Regional considerou a cl\u00e1usula abusiva e declarou sua nulidade. Concedeu, tamb\u00e9m, antecipa\u00e7\u00e3o de tutela, fixando multa di\u00e1ria de R$ 10 mil por trabalhador em caso de descumprimento.<\/p>\n<p>Como o TRT-RS negou seguimento a recurso de revista, a empresa interp\u00f4s agravo de instrumento na tentativa de trazer o caso \u00e0 discuss\u00e3o no TST. A relatora do agravo, ministra Dora Maria da Costa, por\u00e9m, destacou que a jurisprud\u00eancia do Tribunal \u00e9 no sentido de que \u00e9 imprescind\u00edvel a exist\u00eancia de prova da culpa grave ou dolo do empregado para que sejam efetuados descontos, ainda que haja previs\u00e3o contratual nesse sentido \u2013 conforme prev\u00ea o artigo 462, par\u00e1grafo 1\u00ba, da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-lei\/Del5452compilado.htm\">CLT<\/a>. Caso contr\u00e1rio, a empresa estaria transferindo para o trabalhador os riscos do empreendimento. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p id=\"aui_3_2_0_1335\">(Lourdes C\u00f4rtes\/CF)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0tst.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento da Brink&#8217;s Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Ltda., que pretendia restabelecer a validade de uma cl\u00e1usula contratual que a autorizava a descontar, do sal\u00e1rio dos empregados, diferen\u00e7as de dinheiro sem prova de dolo. 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