{"id":8495,"date":"2015-03-02T14:25:32","date_gmt":"2015-03-02T14:25:32","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8495"},"modified":"2015-03-02T14:25:32","modified_gmt":"2015-03-02T14:25:32","slug":"brinks-indenizara-vigilante-abalado-por-assaltos-a-carro-forte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/brinks-indenizara-vigilante-abalado-por-assaltos-a-carro-forte","title":{"rendered":"\u00bb Brink&#8217;s indenizar\u00e1 vigilante abalado por assaltos a carro-forte"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/desegundaadomingo.files.wordpress.com\/2010\/08\/brinks.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Brink&#8217;s Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Ltda. foi responsabilizada objetivamente pelos transtornos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos sofridos por um vigilante que teve de enfrentar bandidos \u00e0 m\u00e3o armada, quando realizava a seguran\u00e7a de transporte de valores em carro forte. A Subse\u00e7\u00e3o I Especializada em Diss\u00eddios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a recurso de embargos da empresa, que questionava a condena\u00e7\u00e3o a indenizar o empregado em R$ 20 mil, por dano moral.<\/p>\n<p>No per\u00edodo em que trabalhou na empresa, de 2008 a 2011, o empregado foi envolvido em tr\u00eas assaltos, um dos quais praticado por bandidos fortemente armados com fuzis e metralhadoras, com troca de tiros. Segundo ele, apesar do impacto emocional decorrente dessas situa\u00e7\u00f5es, a empresa n\u00e3o lhe prestou nenhuma assist\u00eancia nem permitiu que ficasse afastado da atividade nos dias seguintes. A indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 20 mil foi deferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS), que majorou o valor de R$ 5 mil inicialmente arbitrado na senten\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Oitava Turma do TST n\u00e3o conhecer do seu recurso, a empresa interp\u00f4s embargos \u00e0 SDI-1, insistindo na irregularidade da sua condena\u00e7\u00e3o pela responsabilidade objetiva. Ao examinar o recurso, o ministro Vieira de Mello Filho, relator, fez esclarecedora digress\u00e3o sobre os conceitos envolvidos na teoria da responsabilidade objetiva, reportando-se ao C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do Direito do Trabalho (leia a\u00a0\u00edntegra do\u00a0ac\u00f3rd\u00e3o). Ele concluiu que o caso apresenta os tr\u00eas elementos necess\u00e1rios \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o da empresa: atividade que representa perigo a outrem, vilip\u00eandio a direito da personalidade do empregado e nexo causal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o relator, diante da conclus\u00e3o da Turma de que a natureza da atividade do empregado, por si s\u00f3, implicava perigo e riscos \u00e0 sua seguran\u00e7a e vida, n\u00e3o havia mesmo necessidade da demonstra\u00e7\u00e3o de dolo ou culpa do empregador. &#8220;A responsabilidade \u00e9 objetiva e decorre da pr\u00f3pria natureza das atividades desenvolvidas pela empresa, por gerar risco \u00e0 vida e seguran\u00e7a de seus empregados&#8221;, afirmou, com fundamento no artigo 927, par\u00e1grafo \u00fanico, do\u00a0C\u00f3digo Civil. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p id=\"aui_3_2_0_1338\">\u00a0(M\u00e1rio Correia\/CF)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: tst.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Brink&#8217;s Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Ltda. foi responsabilizada objetivamente pelos transtornos f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos sofridos por um vigilante que teve de enfrentar bandidos \u00e0 m\u00e3o armada, quando realizava a seguran\u00e7a de transporte de valores em carro forte. 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