{"id":8497,"date":"2015-03-02T14:26:08","date_gmt":"2015-03-02T14:26:08","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8497"},"modified":"2015-03-02T14:26:08","modified_gmt":"2015-03-02T14:26:08","slug":"empresa-de-seguranca-indenizara-empregado-preso-pela-pf-por-armas-irregulares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/empresa-de-seguranca-indenizara-empregado-preso-pela-pf-por-armas-irregulares","title":{"rendered":"\u00bb Empresa de seguran\u00e7a indenizar\u00e1 empregado preso pela PF por armas irregulares"},"content":{"rendered":"<p>A Embraforte Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Ltda. foi condenada a pagar R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral a um superintendente comercial preso ilegalmente ap\u00f3s a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal encontrar armas de fogo irregulares na empresa. A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo da empresa por considerar evidente o constrangimento sofrido pelo empregado, caracterizando-se a les\u00e3o a seus direitos da personalidade.<\/p>\n<p>O superintendente foi admitido em janeiro de 2007. Devido ao ramo de atividade da empresa, os guardas t\u00eam porte legal de armas. Mas, em visita \u00e0 empresa, a Pol\u00edcia Federal encontrou armas e coletes bal\u00edsticos supostamente irregulares no setor de transporte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pris\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o relato do superintendente, os policiais amea\u00e7aram os trabalhadores presentes e, sem explica\u00e7\u00f5es concretas, uma vez que o respons\u00e1vel pelo setor n\u00e3o foi encontrado, levaram-no, juntamente com dois gerentes, ao departamento policial. Os tr\u00eas foram encaminhados ao complexo penitenci\u00e1rio de Ribeir\u00e3o das Neves, onde ficaram tr\u00eas dias. O superintendente at\u00e9 hoje responde a processo criminal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A empresa, na contesta\u00e7\u00e3o, sustentou que o superintendente s\u00f3 ficou preso por 24h, e que se empenhou para auxiliar os empregados detidos. Alegaram, ainda, que a pris\u00e3o foi ilegal, e n\u00e3o poderia ser responsabilizada por isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 2\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) entendeu caracterizado o dano moral sofrido pelo superintendente, e fixou a indeniza\u00e7\u00e3o em R$ 10 mil. Segundo a senten\u00e7a, a empresa foi negligente quanto \u00e0 regularidade das armas de fogo. A condena\u00e7\u00e3o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No agravo de instrumento pelo qual pretendia trazer o caso \u00e0 discuss\u00e3o no TST, a Embraforte insistiu na tese de que a exist\u00eancia de armas irregulares n\u00e3o poderia ser considerada apenas como o nexo de causalidade que resultou na fiscaliza\u00e7\u00e3o pela Pol\u00edcia Federal, &#8220;\u00fanica respons\u00e1vel pela pris\u00e3o ilegal&#8221; do empregado. Segundo a empresa, se as autoridades tivessem agido nos limites de suas atribui\u00e7\u00f5es, o evento danoso n\u00e3o teria ocorrido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O relator do agravo, ministro Vieira de Mello Filho, afastou os argumentos da defesa. Para ele, mesmo se constatada posteriormente a ilegalidade da pris\u00e3o, esta foi feita no momento da fiscaliza\u00e7\u00e3o e decorreu da irregularidade cometida na manuten\u00e7\u00e3o de armas. Assim, presentes a conduta culposa, o nexo causal e o dano, deve ser mantida a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime no sentido de negar provimento ao agravo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p id=\"aui_3_2_0_1345\">(Lourdes C\u00f4rtes e Carmem Feij\u00f3)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: tst.jus.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Embraforte Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Ltda. foi condenada a pagar R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral a um superintendente comercial preso ilegalmente ap\u00f3s a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal encontrar armas de fogo irregulares na empresa. 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