{"id":8560,"date":"2015-03-02T14:45:34","date_gmt":"2015-03-02T14:45:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8560"},"modified":"2015-03-02T14:45:34","modified_gmt":"2015-03-02T14:45:34","slug":"schindler-e-empresa-de-vigilancia-indenizarao-vigilante-que-perdeu-olho-em-acidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/schindler-e-empresa-de-vigilancia-indenizarao-vigilante-que-perdeu-olho-em-acidente","title":{"rendered":"\u00bb Schindler e empresa de vigil\u00e2ncia indenizar\u00e3o vigilante que perdeu olho em acidente"},"content":{"rendered":"<p>A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Atlas Schindler S.A. e a Sentinela Vigil\u00e2ncia S\/C Ltda., solidariamente, ao pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es por danos morais a um vigilante, no valor de R$ 200 mil que perdeu a vis\u00e3o do olho direito em acidente ao ajudar profissional da Atlas em conserto de um port\u00e3o no pr\u00e9dio da empresa de elevadores. O trabalhador vai receber ainda pens\u00e3o mensal pelos danos materiais.<\/p>\n<p>Segundo a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, o vigilante foi contratado pela Sentinela e prestava servi\u00e7os para a Schindler. O acidente ocorreu quando cumpriu determina\u00e7\u00e3o do supervisor da Schindler para ajudar no conserto do port\u00e3o, apesar de n\u00e3o ter treinamento para tal. Apesar de v\u00e1rias cirurgias, perdeu a vis\u00e3o do olho atingido.<\/p>\n<p>A Sexta Vara do Trabalho de Londrina reconheceu a responsabilidade solid\u00e1ria das empresas pelo acidente e condenou-as ao pagamento de pens\u00e3o mensal no valor de 50% do sal\u00e1rio do vigilante e ficou a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em R$ 200 mil. O Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o (PR) acolheu em parte do recurso da Schindler e reduziu a indeniza\u00e7\u00e3o para R$ 50 mil.<\/p>\n<p>Tanto a empresa quanto o vigilante recorreram ao TST \u2013 ele contestando a redu\u00e7\u00e3o do valor dos danos morais, e a empresa questionando sua condena\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, alegando se tratar de terceiriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Para a relatora do recurso, ministra Dela\u00edde Miranda Arantes, o valor de R$ 50 mil fixado pelo Regional foi desproporcional \u00e0 gravidade do dano, a culpa do ofensor, a capacidade econ\u00f4mica das empresas e o car\u00e1ter pedag\u00f3gico da condena\u00e7\u00e3o, uma vez que o acidente resultou na incapacidade total e permanente do trabalhador para exercer as fun\u00e7\u00f5es como vigilante.<\/p>\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria, por\u00e9m, foi mantida, tendo em vista que o acidente ocorreu na Schindler, que tamb\u00e9m se beneficiava dos servi\u00e7os do vigilante, ainda que n\u00e3o fosse a empregadora direta. A situa\u00e7\u00e3o, segundo a relatora, atrai a aplica\u00e7\u00e3o da responsabilidade civil extracontratual, prevista no artigo 942 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>Por maioria, a Turma deu provimento ao recurso do trabalhador e restabeleceu a senten\u00e7a. Ficou vencido o ministro Vieira de Mello.<\/p>\n<p>(Elaine Rocha\/CF)<\/p>\n<p>Processo: RR-9951000-29.2005.5.09.0673<\/p>\n<p>Fonte: TST<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Atlas Schindler S.A. e a Sentinela Vigil\u00e2ncia S\/C Ltda., solidariamente, ao pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es por danos morais a um vigilante, no valor de R$ 200 mil que perdeu a vis\u00e3o do olho direito em acidente ao ajudar profissional da Atlas em conserto de um port\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-8560","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8560"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8560\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8561,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8560\/revisions\/8561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}