{"id":8675,"date":"2015-03-02T15:19:24","date_gmt":"2015-03-02T15:19:24","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8675"},"modified":"2015-03-02T15:19:24","modified_gmt":"2015-03-02T15:19:24","slug":"para-centrais-sindicais-dia-de-pressao-no-congresso-teve-saldo-positivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/noticias\/para-centrais-sindicais-dia-de-pressao-no-congresso-teve-saldo-positivo","title":{"rendered":"\u00bb Para centrais sindicais, dia de press\u00e3o no Congresso teve saldo positivo"},"content":{"rendered":"<p>Parlamentares admitem rever altera\u00e7\u00f5es em benef\u00edcios trabalhistas propostos pelo governo e demonstram apoio \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es durante tramita\u00e7\u00e3o das duas mat\u00e9rias no Legislativo<\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 O primeiro saldo positivo da mobiliza\u00e7\u00e3o que tem sido feita pelas centrais sindicais no Congresso Nacional para evitar perdas para os trabalhadores foi sentido nesta ter\u00e7a-feira (10). Ao pleitear junto ao deputados e senadores altera\u00e7\u00f5es no texto das duas medidas provis\u00f3rias (MPs 664 e 665) que mudam as regras de benef\u00edcios trabalhistas e previdenci\u00e1rios, anunciadas em dezembro passado, sindicalistas ouviram declara\u00e7\u00f5es de apoio e confirmaram que as MPs dever\u00e3o ser, mesmo, modificadas ao longo da tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O l\u00edder do PT na C\u00e2mara, deputado Sib\u00e1 Machado (PT-AC), afirmou ser dif\u00edcil, hoje, imaginar que as MPs ser\u00e3o votadas da forma como foram encaminhadas pelo Executivo ao Congresso. Sua fala praticamente confirma o posicionamento da base aliada no sentido de mexer no texto com os ajustes nos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Machado diz que \u00e9 preciso buscar um acordo e negociar os itens tidos como priorit\u00e1rios. O tom da sua\u00a0afirma\u00e7\u00e3o mudou em rela\u00e7\u00e3o a duas semanas atr\u00e1s. Quando repercutiu o primeiro pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, ele havia dito \u00e0\u00a0<strong>RBA<\/strong>\u00a0que seria f\u00e1cil aprovar os textos das MPs. Agora, reconhece que as duas mat\u00e9rias j\u00e1 receberam cerca de 600 emendas. \u201c\u00c9 um n\u00famero gigantesco para que possamos imaginar que n\u00e3o haver\u00e1 altera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>No corpo a corpo de hoje, representantes das centrais percorreram em separado os gabinetes dos deputados e senadores para conversar sobre a perda de direitos com as altera\u00e7\u00f5es nas regras de acesso, principalmente, ao seguro-desemprego. Eles tamb\u00e9m tiveram reuni\u00f5es\u00a0com os presidentes da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ).<\/p>\n<p>O presidente da CUT, Vagner Freitas, n\u00e3o p\u00f4de ir \u00e0s audi\u00eancias com os presidentes das duas Casas porque\u00a0foi recebido pela presidenta\u00a0Dilma Rousseff no Pal\u00e1cio do Planalto \u2013 para uma agenda espec\u00edfica da entidade. Mas reiterou o argumento que tem apresentado desde que foram iniciadas as negocia\u00e7\u00f5es, de que existem outras formas de reduzir gastos e melhorar a arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 como a taxa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas.<\/p>\n<p>\u201cRecebemos apoio de deputados voltados para as causas dos trabalhadores, como Carlos Zarattinni (PT-SP), Vicentinho (PT-SP) e tantos outros. Estamos animados\u201d, afirmou o presidente da For\u00e7a Sindical, Miguel Torres, ao anunciar que a bancada do PCdoB na C\u00e2mara comunicou ao grupo a ideia de fechar quest\u00e3o em torno da altera\u00e7\u00e3o no teor das MPs. O presidente da UGT, Ricardo Patah, contou que as centrais \u201cest\u00e3o unidas e querem participar do debate\u201d, desde que n\u00e3o sejam retirados direitos j\u00e1 garantidos.<\/p>\n<p>\u2018Cautela e concilia\u00e7\u00e3o\u2019<\/p>\n<p>Eduardo Cunha disse aos sindicalistas que se prontifica a facilitar o debate. Defendeu cautela e concilia\u00e7\u00e3o na discuss\u00e3o, dentro do Legislativo, sobre a defini\u00e7\u00e3o das metas de ajuste fiscal anunciadas pelo governo. E discursou que \u201ca despeito das restri\u00e7\u00f5es fiscais, devem ser preservados os direitos\u201d.<\/p>\n<p>No Senado, o presidente Renan Calheiros criticou o envio constante de medidas provis\u00f3rias por parte do Executivo ao Congresso: \u201cEst\u00e1 na hora de acabar com as propostas de mudan\u00e7as por meio de MPs, que s\u00e3o question\u00e1veis juridicamente\u201d.<\/p>\n<p>O l\u00edder do PT no Senado, Humberto Costa (CE), salientou que governo, centrais e Congresso podem chegar a um acordo sobre itens a serem alterados nos dois textos. Segundo Costa, o pr\u00f3prio governo admitiria fazer algumas negocia\u00e7\u00f5es \u201cpara que possamos centrar a nossa aten\u00e7\u00e3o na corre\u00e7\u00e3o de algumas distor\u00e7\u00f5es sem causar injusti\u00e7as nem preju\u00edzos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o dos sindicalistas chegou a parlamentares das mais diversas bancadas. De acordo com o deputado Givaldo Carimb\u00e3o (Pros-AL), apesar da disposi\u00e7\u00e3o do seu partido em ajudar o governo na tramita\u00e7\u00e3o das MPs, ele entende a dificuldade para que as medidas sejam aprovadas. \u201cQueremos ajudar e evitar que a economia piore, mas vamos aguardar as negocia\u00e7\u00f5es a serem feitas\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acentuou que o seu partido n\u00e3o concordar\u00e1 com a retirada de nenhum direito social. \u201cDentro dessas medidas, algumas s\u00e3o absorv\u00edveis, mas tem uma que n\u00e3o tem como mexer em raz\u00e3o da crise de rotatividade do mundo do trabalho, que \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o do prazo de acesso ao seguro-desemprego\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O senador Lindberg Farias (PT-RJ) acrescentou que o PT n\u00e3o pode &#8220;brigar&#8221; com as bases: \u201cEstamos em conflito com a CUT e as centrais sindicais. Precisamos equilibrar isso, para que os mais ricos paguem essa conta\u201d.<\/p>\n<p><strong>Tentativa de politiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As centrais t\u00eam novo encontro com o governo no pr\u00f3ximo dia 25 parta discutir os textos. As MPs 664 e 665 alteram regras para concess\u00e3o de seguro-desemprego, pens\u00e3o por morte, abono salarial, seguro-defeso (para pescadores) e aux\u00edlio-doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No final do dia, alguns parlamentares criticaram uma movimenta\u00e7\u00e3o isolada da For\u00e7a Sindical, num momento em que as a\u00e7\u00f5es das centrais v\u00eam sendo articuladas conjuntamente desde o in\u00edcio do ano. A iniciativa, por causa disso, foi vista por determinados integrantes da base do governo como uma tentativa de \u201cpolitiza\u00e7\u00e3o da causa\u201d por parte do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da For\u00e7a.<\/p>\n<p>Sem tocar no assunto, o deputado elogiou o trabalho realizado ao longo do dia e disse que as centrais contribuir\u00e3o com as comiss\u00f5es, discutindo o teor das MPs no Congresso, daqui por diante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parlamentares admitem rever altera\u00e7\u00f5es em benef\u00edcios trabalhistas propostos pelo governo e demonstram apoio \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es durante tramita\u00e7\u00e3o das duas mat\u00e9rias no Legislativo Bras\u00edlia \u2013 O primeiro saldo positivo da mobiliza\u00e7\u00e3o que tem sido feita pelas centrais sindicais no Congresso Nacional para evitar perdas para os trabalhadores foi sentido nesta ter\u00e7a-feira (10). 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