{"id":8704,"date":"2015-03-11T11:55:31","date_gmt":"2015-03-11T11:55:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=8704"},"modified":"2015-03-11T11:55:31","modified_gmt":"2015-03-11T11:55:31","slug":"arrastoes-em-restaurantes-e-explosoes-de-caixas-eletronicos-alteram-comportamento-do-paulistano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/arrastoes-em-restaurantes-e-explosoes-de-caixas-eletronicos-alteram-comportamento-do-paulistano","title":{"rendered":"\u00bb Arrast\u00f5es em restaurantes e explos\u00f5es de caixas eletr\u00f4nicos alteram comportamento do paulistano"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>S\u00c3O PAULO &#8211; Pinheiros e Vila Madalena s\u00e3o bairros bo\u00eamios de S\u00e3o Paulo, onde paulistanos e turistas curtem a noite em bares e restaurantes que se enfileiram nas cal\u00e7adas. Entre fevereiro e mar\u00e7o, no entanto, a paz foi quebrada por uma s\u00e9rie de oito arrast\u00f5es ocorridos em um per\u00edodo de apenas tr\u00eas semanas. Agora, esse tipo de a\u00e7\u00e3o j\u00e1 atinge outras regi\u00f5es, como o Morumbi e a Zona Norte. Na \u00faltima quarta-feira, dois ladr\u00f5es foram presos ao tentar fazer um arrast\u00e3o num restaurante na Avenida Onze de Junho, na Vila Clementino, na Zona Sul, por volta do meio dia.<\/p>\n<p>Desde o come\u00e7o deste ano, os arrast\u00f5es a restaurantes j\u00e1 passam de 40. No primeiro semestre, os crimes contra o patrim\u00f4nio e os roubos, onde se encaixa a modalidade, cresceram quase 10% na capital paulista. Os registros passaram de 270 mil.<\/p>\n<p>Na capital da gastronomia, os arrast\u00f5es a bares e restaurantes assustam porque o alvo n\u00e3o \u00e9 o estabelecimento comercial, mas sim os clientes, atacados justamente no momento de lazer, quando baixam a guarda da correria do dia-a-dia e tentam relaxar. Edson Pinto, diretor do Sindicato de Hot\u00e9is, Restaurantes, Bares e Similares de S\u00e3o Paulo (Sinhores), adianta que o n\u00famero de casos n\u00e3o relatados \u00e9 grande, uma vez que os comerciantes temem afastar a clientela ou repres\u00e1lia por parte dos bandidos.<\/p>\n<p>&#8211; Muitos clientes tamb\u00e9m n\u00e3o prestam queixa, porque n\u00e3o querem perder tempo na delegacia &#8211; diz ele.<\/p>\n<p>A entidade estima que, para quatro arrast\u00f5es relatados, um tenha sido omitido, o que dificulta o mapeamento do crime e o trabalho da pol\u00edcia. Segundo Pinto, os arrast\u00f5es ocorridos na \u00e1rea nobre da cidade pareciam a\u00e7\u00f5es de quadrilhas mais organizadas, o que era demonstrado pelo n\u00famero de armas, aparato de fuga e comunica\u00e7\u00e3o por celulares entre os integrantes dos bandos.<\/p>\n<p>A marca registrada era atacar perto do hor\u00e1rio de fechamento da casa, quando havia um n\u00famero razo\u00e1vel de clientes, mas o ambiente n\u00e3o estava mais muito lotado. Agora, diz ele, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 se espalharam por outras regi\u00f5es como est\u00e3o sendo feitas por um n\u00famero menor de ladr\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes dos restaurantes, o crime da moda j\u00e1 foi os arrast\u00f5es em pr\u00e9dios e condom\u00ednios de luxo. As &#8220;saidinhas de banco&#8221; tamb\u00e9m permanecem, ainda que a modalidade tenha deixado de ser o foco das aten\u00e7\u00f5es quando as explos\u00f5es de caixa eletr\u00f4nico passaram a ganhar repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Nosso setor \u00e9 a bola da vez, como os caixas eletr\u00f4nicos &#8211; reclama Edson Pinto.<\/p>\n<p>O dinheiro levado dos caixas dos restaurantes \u00e9 pouco. Na maioria dos casos, n\u00e3o passa de R$ 300, j\u00e1 que os consumidores costumam pagar com cart\u00f5es de cr\u00e9dito. Diferentemente dos caixas eletr\u00f4nicos, explodidos quando n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m por perto, nos restaurantes a viol\u00eancia \u00e9 contra as pessoas. Celulares, dinheiro, rel\u00f3gios, joias e qualquer outro objeto de valor aparente s\u00e3o levados.<\/p>\n<p>As pessoas est\u00e3o com medo de ir a restaurantes \u00e0 noite. O aspecto emocional \u00e9 muito importante, existe a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e inseguran\u00e7a. Hoje, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de inseguran\u00e7a generalizada nos clientes<br \/>\nNuma cidade onde as pessoas n\u00e3o t\u00eam como h\u00e1bito andar a p\u00e9 pelas ruas e o shopping center j\u00e1 abocanhou boa parte do espa\u00e7o do com\u00e9rcio de rua, a nova modalidade chega a ser uma amea\u00e7a a seu principal atrativo, que \u00e9 a vida noturna.<\/p>\n<p>&#8211; As pessoas est\u00e3o com medo de ir a restaurantes \u00e0 noite. O aspecto emocional \u00e9 muito importante, existe a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e inseguran\u00e7a. Hoje, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de inseguran\u00e7a generalizada nos clientes &#8211; diz Pinto.<\/p>\n<p>Quem trabalha no setor j\u00e1 percebeu o novo comportamento. V\u00e1rios clientes v\u00e3o sem rel\u00f3gios ou qualquer outro objeto, apenas com o cart\u00e3o de cr\u00e9dito no bolso.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 um desconforto num momento que deveria ser de relaxamento, um momento l\u00fadico &#8211; diz o diretor do sindicato, porta-voz dos comerciantes.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Luciana Guimar\u00e3es, diretora do Instituto Sou da Paz, combater o crime contra o patrim\u00f4nio \u00e9 o novo desafio da seguran\u00e7a p\u00fablica em S\u00e3o Paulo. Ela lembra que os n\u00fameros de homic\u00eddios s\u00f3 diminu\u00edram quando a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica reuniu informa\u00e7\u00f5es suficientes sobre locais, autores e v\u00edtimas de chacinas na periferia das cidades.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 preciso esfor\u00e7o para entender a din\u00e2mica do crime e ter olhar cr\u00edtico para os dados e para a investiga\u00e7\u00e3o. Hoje n\u00e3o temos n\u00fameros oficiais sobre esses crimes da moda e \u00e9 como enxugar gelo. Temos de juntar as pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7a e usar a intelig\u00eancia para enfrentar o problema &#8211; diz Luciana.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o d\u00e1 para aceitar que as pessoas tenham receio de sair \u00e0 rua. A sociedade n\u00e3o pode se render a isso. Nossa grande bandeira \u00e9 melhorar a qualidade dos dados e poder olhar cada crime a partir de suas especificidades &#8211; completa a diretora do Sou da Paz.<\/p>\n<p>Explos\u00f5es de caixas eletr\u00f4nicos aumentam sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a do paulistano<br \/>\nO Sindicato dos Bares e Restaurantes diz que confia no trabalho da pol\u00edcia, que j\u00e1 obteve uma tr\u00e9gua aos ataques na \u00e1rea nobre da cidade. Mesmo assim, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os associados instalem c\u00e2meras de seguran\u00e7a, orientem os funcion\u00e1rios e manobristas a ficarem atentos \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o externa, troquem informa\u00e7\u00f5es e observem estabelecimentos vizinhos e fa\u00e7am a &#8220;sangria&#8221;, retirada do dinheiro dos caixas, um maior n\u00famero de vezes por dia.<\/p>\n<p>A sa\u00edda para conter a viol\u00eancia, diz a entidade, \u00e9 o policiamento comunit\u00e1rio, no qual as viaturas n\u00e3o apenas circulem nas ruas, mas os policiais se comuniquem com os funcion\u00e1rios, que ajudam a observar o movimento do lado de fora.<\/p>\n<p>&#8211; O com\u00e9rcio de rua n\u00e3o pode desaparecer. N\u00e3o queremos privil\u00e9gio de policiamento para o setor, \u00e9 o cidad\u00e3o que est\u00e1 sendo visado &#8211; afirma.<\/p>\n<p>Na cidade de S\u00e3o Paulo, s\u00f3 neste ano, foram 117 explos\u00f5es a caixas eletr\u00f4nicos. Os ataques ocorrem em ag\u00eancias banc\u00e1rias, supermercados e postos de combust\u00edveis. O analista criminal Guaracy Mingardi, membro do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a, afirma que as quadrilhas que roubavam bancos hoje explodem caixas eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&#8211; Com os vigias armados e a pol\u00edcia chegando mais r\u00e1pido no local, eles migraram. Mas usam o mesmo aparato e n\u00famero de criminosos nestas a\u00e7\u00f5es. Quando o estado se prepara para trabalhar contra um crime, os criminosos mudam de modalidade. Eles procuram algo lucrativo e de baixo risco &#8211; afirma Mingardi.<\/p>\n<p>O perfil dos bandidos que fazem arrast\u00f5es em restaurantes \u00e9 diferente dos envolvidos em explos\u00f5es a caixas eletr\u00f4nicos, segundo o especialista.<\/p>\n<p>&#8211; Muda o &#8220;escal\u00e3o&#8221;. Um arrast\u00e3o em um restaurante n\u00e3o rende muito, porque a maioria usa cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou de d\u00e9bito, o chamado dinheiro de pl\u00e1stico. H\u00e1 R$ 1 mil, R$ 2 mil num caixa e aparelhos celulares de clientes. Quadrilha grande vai para caixa eletr\u00f4nico, que \u00e9 mais lucrativo &#8211; diz Mingardi.<\/p>\n<p>Segundo ele, esses crimes acontecem com frequ\u00eancia porque o estado \u00e9 lento.<\/p>\n<p>&#8211; Para o estado n\u00e3o correr atr\u00e1s do preju\u00edzo \u00e9 preciso analisar e se antecipar. Barrar no come\u00e7o estas modalidades de crime &#8211; fala Mingardi.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Extra-RJ<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Pinheiros e Vila Madalena s\u00e3o bairros bo\u00eamios de S\u00e3o Paulo, onde paulistanos e turistas curtem a noite em bares e restaurantes que se enfileiram nas cal\u00e7adas. 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