{"id":9030,"date":"2015-03-11T17:55:51","date_gmt":"2015-03-11T17:55:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=9030"},"modified":"2015-03-11T17:55:51","modified_gmt":"2015-03-11T17:55:51","slug":"pf-desmantela-megaquadrilha-de-assaltantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/pf-desmantela-megaquadrilha-de-assaltantes","title":{"rendered":"\u00bb PF desmantela megaquadrilha de assaltantes"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Uma megaquadrilha especializada em roubo a caixa eletr\u00f4nico e envolvida em assaltos a \u00f4nibus de turismo, a resid\u00eancias, sequestros, homic\u00eddios e tr\u00e1fico de drogas e de armas foi desmantelada durante a Opera\u00e7\u00e3o Merc\u00fario, desencadeada pela Pol\u00edcia Federal de Curitiba, por meio da Delegacia de Repress\u00e3o a Crimes Patrimoniais (Delepat). Nas investiga\u00e7\u00f5es, que come\u00e7aram em dezembro de 2010, foram identificados 53 integrantes do grupo criminoso, que agia desde 2009 e tinha ramifica\u00e7\u00f5es no Paraguai. Desses, 37 foram presos nesta ter\u00e7a-feira (24), entre eles um policial militar, estudantes universit\u00e1rios e pessoas com diploma de n\u00edvel superior. A pol\u00edcia acredita que o bando tenha obtido pelo menos R$ 5 milh\u00f5es com as a\u00e7\u00f5es criminosas e confirmou que um dos presos \u00e9 membro do Primeiro Comando da Capital (PCC).<\/p>\n<p>V\u00e1rias pistolas, dois fuzis, mais de nove coletes bal\u00edsticos, 15 ve\u00edculos e quase R$ 190 mil foram apreendidos durante a opera\u00e7\u00e3o, desencadeada no in\u00edcio da manh\u00e3 por mais de 300 policiais federais, civis e militares, que sa\u00edram \u00e0s ruas para cumprir 39 mandados de pris\u00e3o. Muitos deles j\u00e1 estavam presos ou eram foragidos do sistema penitenci\u00e1rio, j\u00e1 condenados por homic\u00eddio, latroc\u00ednio e outros crimes. At\u00e9 a noite, 27 haviam sido localizados no Paran\u00e1, oito em Santa Catarina e dois no Rio Grande do Sul. Outras duas pessoas deveriam se apresentar na sede da PF, no Santa C\u00e2ndida. Al\u00e9m dos 18 mandados de pris\u00e3o preventiva e 21 de pris\u00e3o tempor\u00e1ria expedidos pela 1\u00aa Vara Federal Criminal de Curitiba, tamb\u00e9m foram expedidos 50 mandados de busca e apreens\u00e3o nos tr\u00eas estados.<\/p>\n<p>De acordo com o delegado Fabiano Bordignon, coordenador da a\u00e7\u00e3o, os presos foram localizados na regi\u00e3o de Curitiba, Ortigueira (PR), Joinville (SC), Charqueadas e S\u00e3o Leopoldo (RS). Um dos chefes foi capturado em sua resid\u00eancia num bairro de classe m\u00e9dia em Curitiba. Com ele, foram apreendidos sete coletes \u00e0 prova de bala. Outro integrante do bando j\u00e1 cumpria pena no pres\u00eddio no Rio Grande do Sul e dava coordenadas para os comparsas via celular e por interm\u00e9dio da esposa, que tamb\u00e9m foi detida e \u00e9 uma das 10 mulheres presas na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos procurados resistiu \u00e0 pris\u00e3o e disparou tiros de calibre 44 contra a equipe, sendo preso em flagrante. &#8220;\u00c9 um grupo que, se faz isso com a pol\u00edcia, imagina o que n\u00e3o faz com a popula\u00e7\u00e3o. Mas n\u00f3s fomos o elemento surpresa. Eles \u00e9 que foram surpreendidos pela pol\u00edcia e acordaram mais cedo&#8221;, disse Bordignon, que recebeu apoio de grupos t\u00e1ticos como o COT (Comando de Opera\u00e7\u00f5es T\u00e1ticas) da PF, sediado em Bras\u00edlia, Tigre e Coe, do Paran\u00e1, al\u00e9m dos GPIs (Grupos de Pronta Interven\u00e7\u00e3o) da PF, sediados em Porto Alegre, Curitiba e S\u00e3o Paulo. Com a pris\u00e3o da quadrilha, a pol\u00edcia tamb\u00e9m solucionou um homic\u00eddio, confessado por um dos criminosos.<\/p>\n<p>O delegado contabiliza que foram pelos menos 14 roubos a caixas eletr\u00f4nicos de diversos bancos como Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF), Santander, Ita\u00fa e Sicredi cometidos no Paran\u00e1 e Santa Catarina. Em maio deste ano o bando teve envolvimento no sequestro de funcion\u00e1rios e roubo de R$ 1 milh\u00e3o do Banco Continental, em Salto del Guair\u00e1, no Paraguai. &#8220;Eles se abasteciam com fuzis do Paraguai e agiam em parceria com cidad\u00e3os paraguaios&#8221;, disse o delegado.<\/p>\n<p>J\u00e1 a maioria dos caixas eletr\u00f4nicos roubados ficava em terminais de \u00f4nibus de Curitiba. Somente a Caixa Econ\u00f4mica teve um preju\u00edzo de R$ 2 milh\u00f5es, segundo estimativa da PF. &#8220;Dois roubos aconteceram no terminal do Santa C\u00e2ndida, que fica a cerca de 100 metros da sede da PF&#8221;, observou o delegado.<\/p>\n<p>Ecl\u00e9tica<\/p>\n<p>Ousada, din\u00e2mica e com planos bem arquitetados, a megaquadrilha foi desmantelada no momento em que se preparava para atacar novamente. Segundo o delegado, eles estavam planejando o roubo \u00e0 tesouraria de um banco em Curitiba. A especialidade da quadrilha era roubar terminais de autoatendimento banc\u00e1rios. Em algumas ocorr\u00eancias, a pol\u00edcia revela que os marginais chegavam a render os vigias. &#8220;Eles n\u00e3o explodiam os caixas e os levavam inteiros. H\u00e1 caso de envolvimento de vigilante no roubo&#8221;, diz o delegado.<\/p>\n<p>A quadrilha ainda assaltava resid\u00eancias e ve\u00edculos na capital e regi\u00e3o metropolitana, al\u00e9m de Joinville, que eram clonados e utilizados para transporte dos criminosos. No \u00faltimo m\u00eas de investiga\u00e7\u00e3o, os marginais passaram a assaltar \u00f4nibus de turismo, principalmente com destino ao Paraguai. O delegado acredita que mais de dez foram atacados por eles. &#8220;Eles gastavam muito do que roubavam e faziam capital de giro roubando \u00f4nibus e caixas eletr\u00f4nicos&#8221;, sup\u00f5e.<\/p>\n<p>Tiroteios<\/p>\n<p>Uma das investidas mais recentes do bando aconteceu no dia 6. Armados com fuzil, os marginais invadiram o \u00f4nibus cheio de estudantes que foram confundidos com sacoleiros na BR-116, em Campina Grande do Sul. Dois bandidos foram presos com fuzil e pistola ap\u00f3s trocar tiros com a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF). Os marginais estavam num Dobl\u00f3, um dos carros prediletos da quadrilha, que preferia agir durante a madrugada e costumava acompanhar a frequ\u00eancia da pol\u00edcia com r\u00e1diocomunicadores. &#8220;Eles assaltavam os carros e colocavam placas clonadas. Carregavam o caixa eletr\u00f4nico nos ve\u00edculos e levavam para tr\u00eas ch\u00e1caras, onde abriam o cofre e abandonavam o carro em seguida&#8221;, revelou o delegado.<\/p>\n<p>A PF ainda contabiliza outras tr\u00eas trocas de tiros. Uma delas aconteceu em junho deste ano no Paraguai, quando a quadrilha se preparava para uma investida contra um banco. Dois criminosos foram mortos e parte do bando foi presa com fuzis e explosivos.<\/p>\n<p>Perfil<\/p>\n<p>Os nomes dos presos n\u00e3o foram divulgados, porque a PF n\u00e3o teve tempo de identificar todos os membros da quadrilha, j\u00e1 que muitos deles mal se conheciam. &#8220;Eles costumavam se comunicar por apelidos, como Nego, V\u00e9io e Gordo&#8221;, disse Bordignon. Sabe-se que os integrantes s\u00e3o jovens &#8211; entre 25 e 35 anos. Muitos deles estudantes universit\u00e1rios e outros j\u00e1 diplomados. De acordo com o delegado, eles afirmaram que se envolveram no mundo do crime em busca de adrenalina. &#8220;Um dos alvos foi preso em Foz, era foragido do Mato Grosso e portava RG falso. Por isso estamos tendo dificuldade em atribuir nomes e muitos dos interrogat\u00f3rios foram baseados em fotos&#8221;, adiantou. Somente por meio de exames das digitais ser\u00e1 poss\u00edvel descobrir quem \u00e9 quem no bando. &#8220;Agora o trabalho \u00e9 de per\u00edcia. Colher impress\u00f5es digitais e alimentar o banco de dados da PF, tamb\u00e9m com dados gen\u00e9ticos desses presos&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Pistas<\/p>\n<p>Um cart\u00e3o de recarga de celular esquecido num dos carros abandonados pela quadrilha foi o ponto de partida para que a PF chegasse at\u00e9 o bando. Na sequ\u00eancia, v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es foram cruzadas, como a descri\u00e7\u00e3o dos marginais feitas nos diversos boletins de ocorr\u00eancia registrados em delegacias. A PF tamb\u00e9m usou intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas para confirmar participa\u00e7\u00e3o dos envolvidos e entender o &#8220;modus operandi&#8221; dos marginais, que se subdividiam em quatro grupos, todos agindo na regi\u00e3o de Curitiba. &#8220;Com apoio do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e da Justi\u00e7a Federal, fomos identificando um a um os 53 integrantes, mas acredito que mais gente esteja envolvida. Esperamos que os crimes violentos diminuam&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Presos<\/p>\n<p>Muitos dos presos j\u00e1 eram investigados em opera\u00e7\u00f5es anteriores da PF e alguns deles j\u00e1 haviam sido capturados por delegacias especializadas. Ainda neste ano, a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) pegou parte do grupo, por assalto a resid\u00eancias. Outras duas pessoas foram presas pelo Centro de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais (Cope), em fevereiro, com 40 quilos de crack que foi negociado no Paraguai.<\/p>\n<p>A PF informou que os presos ser\u00e3o custodiados sob forte esquema de seguran\u00e7a por agentes penitenci\u00e1rios federais da Penitenci\u00e1ria Federal de Catanduvas, da qual o delegado Bordignon foi diretor e deixou o cargo ap\u00f3s o epis\u00f3dio da descoberta de bilhetes apreendidos na penitenci\u00e1ria ordenando ataques incendi\u00e1rios no Rio de Janeiro, no ano passado. Todos responder\u00e3o por forma\u00e7\u00e3o de quadrilha e poder\u00e3o ser recolhidos a qualquer das quatro unidades do Sistema Penitenci\u00e1rio Federal.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Paran\u00e1 Online &#8211; Curitiba\/PR<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma megaquadrilha especializada em roubo a caixa eletr\u00f4nico e envolvida em assaltos a \u00f4nibus de turismo, a resid\u00eancias, sequestros, homic\u00eddios e tr\u00e1fico de drogas e de armas foi desmantelada durante a Opera\u00e7\u00e3o Merc\u00fario, desencadeada pela Pol\u00edcia Federal de Curitiba, por meio da Delegacia de Repress\u00e3o a Crimes Patrimoniais (Delepat). 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