{"id":9447,"date":"2015-03-19T13:20:01","date_gmt":"2015-03-19T13:20:01","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=9447"},"modified":"2015-03-19T13:20:01","modified_gmt":"2015-03-19T13:20:01","slug":"segurancas-do-centro-usam-porretes-para-afastar-quem-sai-da-cracolandia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/segurancas-do-centro-usam-porretes-para-afastar-quem-sai-da-cracolandia","title":{"rendered":"\u00bb Seguran\u00e7as do centro usam porretes para afastar quem sai da cracol\u00e2ndia"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Seguran\u00e7as e comerciantes de Santa Ifig\u00eania, na regi\u00e3o central da cidade, est\u00e3o usando porretes para afugentar usu\u00e1rios de crack das cal\u00e7adas do bairro. A reportagem tamb\u00e9m presenciou nesta semana cenas de dependentes de drogas sendo arrastados e agredidos.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de ontem, o vigilante Edson Amarante, de 25 anos, caminhava pela cal\u00e7ada portando um porrete de quase um metro de comprimento. Quando usu\u00e1rios de crack come\u00e7avam a se acumular em algum ponto da Rua Guaianases, ele se aproximava com o objeto e espantava o grupo. &#8220;Olha a cal\u00e7ada, olha a cal\u00e7ada&#8221;, dizia. Com medo, os viciados se dispersavam.<\/p>\n<p>O rapaz afirma que at\u00e9 agora nunca precisou usar o peda\u00e7o de madeira contra ningu\u00e9m. &#8220;Eles s\u00e3o uns zumbis, precisam ser internados logo, mesmo que contra vontade&#8221;, disse. &#8220;O governo precisa agir logo, n\u00e3o ficar s\u00f3 espantando os viciados de um lado para o outro.&#8221;<\/p>\n<p>Amarante conta ter sido contratado por comerciantes da regi\u00e3o de Santa Ifig\u00eania, que o transferiram da Rua General Os\u00f3rio, onde trabalhava. &#8220;Hoje \u00e9 meu primeiro dia aqui. Vim porque a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 feia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O dono de uma lanchonete na mesma rua pega todos os dias um peda\u00e7o de pau e sai para amea\u00e7ar os viciados que se acumulam junto \u00e0 sua porta. Quando eles n\u00e3o atendem a ordem, o homem bate em quem estiver na frente. Questionado pela reportagem do Estado sobre a pr\u00e1tica, ele n\u00e3o quis se pronunciar.<\/p>\n<p>A reportagem tamb\u00e9m flagrou dependentes de drogas desacordados sendo puxados pela camisa pelos seguran\u00e7as. Em um dos casos, um usu\u00e1rio de crack idoso foi arrastado por 30 metros at\u00e9 uma quadra fora da responsabilidade do vigia.<\/p>\n<p>Moradores. Apesar da viol\u00eancia, o trabalho dos seguran\u00e7as \u00e9 elogiado por quem mora e trabalha na \u00e1rea. Os comerciantes pagam de R$ 50 a R$ 200 pelo servi\u00e7o. Massaro Honda, de 51 anos, 40 deles como comerciante na Rua Guaianases, diz que a presen\u00e7a dos vigilantes \u00e9 fundamental n\u00e3o s\u00f3 para o com\u00e9rcio, como tamb\u00e9m para quem circula na regi\u00e3o. &#8220;\u00c9 uma garantia a mais que damos para os clientes. Se tirarem eles daqui, far\u00e3o muita falta&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O porteiro Jos\u00e9 Severino Duda, tamb\u00e9m de 51, diz que a presen\u00e7a dos seguran\u00e7as \u00e9 relevante, principalmente no per\u00edodo noturno e no fim da madrugada, quando v\u00e1rias mulheres precisam sair de casa para ir ao trabalho. &#8220;O guarda resolve quando s\u00e3o dez ou 12 viciados. Agora, quando s\u00e3o 200 de uma vez, a\u00ed n\u00e3o tem jeito. O pr\u00f3prio vigilante fica com medo de entrar na multid\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;Moro h\u00e1 dez anos no Brasil e acredito nessa situa\u00e7\u00e3o. Eles deveriam instalar cabines 24 horas da Pol\u00edcia Militar em todas as quadras da regi\u00e3o central. Isso seria mais eficiente do que pagar esses guardinhas na rua&#8221;, diz o peruano Marco Ant\u00f4nio Vera, de 35 anos, dono de um restaurante na regi\u00e3o central.<\/p>\n<p>Ilegal. A pol\u00edcia alerta que usar porretes contra dependentes de drogas \u00e9 proibido. De acordo com o capit\u00e3o Carlos Sanches, do setor de Comunica\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar, portar porretes com o intuito de amea\u00e7ar ou espancar algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 legal. No entanto, segundo ele, a corpora\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o se deparou com esse tipo de situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o momento na \u00e1rea do centro.<\/p>\n<p>A Defensoria P\u00fablica, por\u00e9m, criticou a a\u00e7\u00e3o dos vigilantes.<\/p>\n<p>&#8220;A lei n\u00e3o autoriza particulares fazerem justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Provavelmente, pode ser um efeito da imita\u00e7\u00e3o do trabalho policial, que muitas vezes tamb\u00e9m extravasa o limite legal&#8221;, afirmou a coordenadora do N\u00facleo de Direitos Humanos da Defensoria, Daniela Skromov, que desde o in\u00edcio da opera\u00e7\u00e3o tem acompanhado os usu\u00e1rios de crack na regi\u00e3o da cracol\u00e2ndia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: O Estado de S\u00e3o Paulo<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguran\u00e7as e comerciantes de Santa Ifig\u00eania, na regi\u00e3o central da cidade, est\u00e3o usando porretes para afugentar usu\u00e1rios de crack das cal\u00e7adas do bairro. A reportagem tamb\u00e9m presenciou nesta semana cenas de dependentes de drogas sendo arrastados e agredidos. 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