{"id":9453,"date":"2015-03-19T13:22:28","date_gmt":"2015-03-19T13:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=9453"},"modified":"2015-03-19T13:22:28","modified_gmt":"2015-03-19T13:22:28","slug":"o-custo-da-inseguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/o-custo-da-inseguranca","title":{"rendered":"\u00bb O custo da inseguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>A\u00a0infelicidade de uns \u00e9 a felicidade de outros. Empresas de seguran\u00e7a que o digam. Enquanto estabelecimentos comerciais, em todos os segmentos, correm para se blindar contra a criminalidade, empresas que atuam neste ramo aumentam seu faturamento em cerca de 35% ao ano no Rio Grande do Norte. Algumas, por\u00e9m, chegam a registrar crescimento superior a 100%.<br \/>\nSe faturam R$ 300 milh\u00f5es num ano, no outro faturam R$ 600 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A empresa de Jo\u00e3o Gabriel (o nome \u00e9 fict\u00edcio para proteger a identidade da fonte), que atua h\u00e1 menos de cinco anos no mercado potiguar, registrou incremento de 200% em seu faturamento no \u00faltimo ano. O n\u00famero de vigilantes contratados subiu 20 vezes no per\u00edodo, passando de 30 para 600. S\u00f3 no m\u00eas passado, a empresa contratou 80 vigilantes. H\u00e1 56 vagas abertas. Wellington Mangabeira \u00e9 gerente de eletr\u00f4nica de outra empresa de vigil\u00e2ncia no estado e afirma que a procura pelos servi\u00e7os tem aumentando, no m\u00ednimo, 15% ao ano.<\/p>\n<p>Aldair Dantas<\/p>\n<p>Setores como shoppings e postos de combust\u00edveis gastam cada vez mais para se blindar contra a criminalidade e impulsionam os neg\u00f3cios de seguran\u00e7a privada no estado<\/p>\n<p>Para Dyogo Fernandes, professor do curso de Administra\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o Financeira da Universidade Potiguar e consultor na \u00e1rea, h\u00e1 uma invers\u00e3o de pap\u00e9is. &#8220;Se as pessoas est\u00e3o investindo em seguran\u00e7a privada \u00e9 porque h\u00e1 car\u00eancia na seguran\u00e7a p\u00fablica&#8221;, analisa. A pesquisa Sinduscon-Consult, divulgada recentemente mostrando avalia\u00e7\u00f5es das tr\u00eas esferas de governo, refor\u00e7a a afirma\u00e7\u00e3o do especialista. De acordo com a pesquisa, os natalenses querem mais seguran\u00e7a. Parte da arrecada\u00e7\u00e3o do estado, cuja fonte s\u00e3o os impostos, deve ser revertida em investimentos nesta \u00e1rea. Mas parece que n\u00e3o tem surtido efeito.<\/p>\n<p>Pedro Ricardo<br \/>\nFreire, por exemplo, reclama da falta de policiamento em Redinha Nova, Extremoz. Ele abriu um mercadinho no bairro e j\u00e1 foi assaltado v\u00e1rias vezes. Para evitar novos assaltos, colocou uma grade e instalou c\u00e2meras de seguran\u00e7a. Os clientes fazem os pedidos da cal\u00e7ada. Pedro recebe o dinheiro, pega o item e o entrega atrav\u00e9s da grade. Apesar do investimento, o comerciante n\u00e3o consegue dormir. &#8220;Passo a noite inteira vigiando. Vivo assustado&#8221;.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria e com\u00e9rcio lideram investimentos<\/p>\n<p>Ind\u00fastria e com\u00e9rcio s\u00e3o os setores que mais investem nesta \u00e1rea, segundo o consultor Dyogo Fernandes. Supermercados e farm\u00e1cias se destacam neste cen\u00e1rio. Os supermercados no estado gastam cerca de 1% de seu faturamento mensal com seguran\u00e7a. Pode parecer pouco, mas n\u00e3o \u00e9, assegura Geraldo Paiva J\u00fanior, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Supermercados do RN. &#8220;As grandes redes faturam muito, por isso o investimento parece baixo&#8221;.<\/p>\n<p>Alvo f\u00e1cil na m\u00e3o dos bandidos, o setor de transporte<br \/>\np\u00fablico tamb\u00e9m tem investido mais. As garagens s\u00e3o guardadas por seguran\u00e7as armados. H\u00e1 c\u00e2meras de seguran\u00e7a na maioria dos \u00f4nibus. E alguns deles tamb\u00e9m s\u00e3o rastreados. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Munic\u00edpio de Natal (Seturn), o setor gasta R$ 100 mil por m\u00eas com seguran\u00e7a armada, sistema de c\u00e2mera, vigil\u00e2ncia e transporte de valores. O valor n\u00e3o representa nem 1% do faturamento do setor, que segundo Augusto Maranh\u00e3o, diretor de comunica\u00e7\u00e3o do sindicato, n\u00e3o ultrapassa R$ 18 milh\u00f5es por m\u00eas. Apesar do investimento, o n\u00famero de assaltos e arrast\u00f5es em \u00f4nibus ainda \u00e9 alto. S\u00f3 entre 1\u00ba e 10 de janeiro, foram registrados nove assaltos em \u00f4nibus na capital, o que d\u00e1 uma m\u00e9dia de quase um assalto por dia.<\/p>\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Segundo Dyogo Fernandes, estabelecimentos comerciais gastam, no m\u00e1ximo, 15% de seu faturamento com seguran\u00e7a privada. Isso porque h\u00e1 outros custos priorit\u00e1rios, como a folha de pagamento, por exemplo. O gasto, segundo ele, tem subido tanto em empresas de pequeno quanto de grande porte, independente do segmento em que atuam. No Natal Norte Shopping, um dos maiores da cidade, por exemplo, os gastos com seguran\u00e7a subiram 16,4% nos \u00faltimos tr\u00eas anos, passando de R$674 mil para R$785 mil.<\/p>\n<p>O Midway Mall, que preferiu n\u00e3o divulgar o valor destinado a \u00e1rea, foi assaltado na \u00faltima quinta-feira. Assaltantes se dirigiram a ag\u00eancia de uma operadora de planos de sa\u00fade, levaram os valores que estavam no caixa &#8211; quantia n\u00e3o revelada &#8211; e os pertences dos funcion\u00e1rios. Na sa\u00edda, atiraram para criar confus\u00e3o entre os frequentadores e afastar os seguran\u00e7as do estacionamento, facilitando a fuga.<\/p>\n<p>Tecnologia \u00e9 aliada na \u00e1rea de preven\u00e7\u00e3o para empresas<\/p>\n<p>O posto de combust\u00edveis gerenciado por Edilson Jos\u00e9 Fragoso gasta R$ 14,2mil com seguran\u00e7a privada por m\u00eas, sem contar o valor gasto com transporte de valores. O investimento subiu 42% em menos de tr\u00eas anos.<br \/>\nEdilson n\u00e3o se arrepende. Segundo ele, o posto, que \u00e9 monitorado por 18 c\u00e2meras de seguran\u00e7a e vigiado por tr\u00eas seguran\u00e7as armados (um por turno), nunca foi assaltado. &#8220;J\u00e1 o vizinho j\u00e1 foi assaltado duas vezes&#8221;,afirma Edilson.<\/p>\n<p>A concession\u00e1ria de ve\u00edculos importados gerenciada por Diogo Batista gasta, no m\u00ednimo, R$ 12 mil por m\u00eas. O movimento na empresa \u00e9 monitorado por 20 c\u00e2meras de seguran\u00e7a e os p\u00e1tios de ve\u00edculos, guardados por seguran\u00e7as armados. Cada ve\u00edculo \u00e9 segurado e o dinheiro da empresa transportado por empresas de valores, oque eleva ainda mais os custos no final do m\u00eas.<\/p>\n<p>H\u00e1 menos de um ano como diretora administrativa de uma boutique na avenida Afonso Pena,Maria Lourdes Pedrosa Pinto j\u00e1 contratou um vigilante e instalou oito c\u00e2meras de seguran\u00e7a. &#8220;No in\u00edcio, n\u00e3o t\u00ednhamos seguran\u00e7a nenhuma.<br \/>\nConstatamos, por\u00e9m, que era preciso se proteger&#8221;. O valor gasto por m\u00eas j\u00e1 chega a R$2,5 mil. Todas as roupas s\u00e3o seguradas, o que tamb\u00e9m eleva os custos. &#8220;O pre\u00e7o \u00e9 salgad\u00edssimo, mas n\u00e3o podemos economizar. Os seguros cobrem as roupas, mas n\u00e3o a vida dos nossos funcion\u00e1rios&#8221;, relata. Maria j\u00e1 planeja instalar mais c\u00e2meras este ano, \u00e9 uma das potiguares que contribuem para o crescimento do setor de seguran\u00e7a privada.<\/p>\n<p>Entre os maiores alvos, farm\u00e1cias investem 5% do faturamento<\/p>\n<p>O setor farmac\u00eautico chega a destinar 5% de seu faturamento para seguran\u00e7a privada no estado. Dejalma Lemos, presidente do sindicato das farm\u00e1cias do RN, n\u00e3o sabe quanto o setor fatura (j\u00e1 que os estabelecimentos n\u00e3o s\u00e3o obrigados a fornecer informa\u00e7\u00f5es de caixa ao sindicato), mas d\u00e1 uma pista: o setor farmac\u00eautico movimenta cerca de R$30 milh\u00f5es por m\u00eas s\u00f3 no estado. &#8220;Apesar de todo este investimento, ainda somos bastante visitados&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para reduzir o n\u00famero de assaltos, os donos de farm\u00e1cias procuraram a Pol\u00edcia Militar quatro vezes s\u00f3 em 2011, segundo o presidente do sindicato. &#8220;Nos reunimos a cada tr\u00eas meses com a PM no \u00faltimo ano. A gente informa os bairros que registraram mais ocorr\u00eancias e eles (os policiais) nos orientam como agir&#8221;.<\/p>\n<p>No ano passado, farm\u00e1cias natalenses foram assaltadas 200 vezes, segundo n\u00fameros do sindicato. &#8220;O n\u00famero \u00e9 alt\u00edssimo. H\u00e1 farm\u00e1cias que foram assaltadas mais de uma vez por m\u00eas&#8221;. O que atrai os assaltantes, segundo Dejalma, \u00e9 o hor\u00e1rio de funcionamento das farm\u00e1cias(algumas funcionam 24 horas) e o fluxo intenso de clientes. O alvo se tornou t\u00e3o f\u00e1cil que, segundo Dejalma, j\u00e1 tem farm\u00e1cia no Estado reservando o dinheiro para o ladr\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Tribuna do Norte &#8211; RN<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0infelicidade de uns \u00e9 a felicidade de outros. Empresas de seguran\u00e7a que o digam. Enquanto estabelecimentos comerciais, em todos os segmentos, correm para se blindar contra a criminalidade, empresas que atuam neste ramo aumentam seu faturamento em cerca de 35% ao ano no Rio Grande do Norte. 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