{"id":9638,"date":"2015-03-19T14:14:19","date_gmt":"2015-03-19T14:14:19","guid":{"rendered":"http:\/\/sindvalores.com.br\/site\/?p=9638"},"modified":"2015-03-19T14:14:19","modified_gmt":"2015-03-19T14:14:19","slug":"ataques-de-hackers-a-sites-de-bancos-podem-ter-usado-redes-zumbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindvalores.com.br\/site\/institucional\/a-criminalidade-pelo-brasil\/ataques-de-hackers-a-sites-de-bancos-podem-ter-usado-redes-zumbi","title":{"rendered":"\u00bb Ataques de hackers a sites de bancos podem ter usado &#8220;redes zumbi&#8221;"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Os ataques aos sites de bancos brasileiros desde o come\u00e7o da semana podem ter uma liga\u00e7\u00e3o com o mundo do crime digital. Segundo especialistas em seguran\u00e7a, os grupos que realizam ataques que tiram sites do ar &#8211; a nega\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, ou DoS, na sigla em ingl\u00eas &#8211; lan\u00e7am m\u00e3o da mesma estrutura usada por criminosos para roubar informa\u00e7\u00f5es de internautas: as redes de computadores zumbi, ou botnets.<\/p>\n<p>Essas estruturas s\u00e3o criadas quando computadores conectados \u00e0 internet s\u00e3o infectados por programas conhecidos como &#8220;cavalos de troia&#8221;. Os softwares deixam portas abertas nas m\u00e1quinas que permitem seu acesso sem o conhecimento do dono. As botnets s\u00e3o usadas por criminosos para roubar informa\u00e7\u00f5es pessoais de internautas e para o envio de spam.<\/p>\n<p>Formadas por milhares de computadores, essas redes d\u00e3o aos hackers o poder de fogo necess\u00e1rio para tirar do ar sites da internet, segundo Jos\u00e9 Antunes, gerente de engenharia de sistemas da empresa de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o McAfee.<\/p>\n<p>Ontem foi o Banco do Brasil (BB) que teve a seu site (www.bb.com.br) bombardeado, o que ocasionou lentid\u00e3o fora do normal para quem tentava acesso principalmente de manh\u00e3. Muitos usu\u00e1rios n\u00e3o conseguiam acesso. O site esteve sob a mira do mesmo grupo de hackers que diz ter atacado Bradesco e Ita\u00fa nos dois dias anteriores.<\/p>\n<p>Segundo Antunes, a McAfee detectou que as redes usadas nos ataques \u00e0s institui\u00e7\u00f5es brasileiras s\u00e3o as mesmas das usadas na semana passada por grupos estrangeiros para tirar do ar os sites do Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos e da pol\u00edcia federal americana, o FBI.<\/p>\n<p>&#8220;Quando acontece um grande ataque, essas redes ficam em evid\u00eancia. Assim, \u00e9 comum que algu\u00e9m que queira fazer algo semelhante busque a mesma estrutura&#8221;, diz. Antunes destaca que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se as redes pertencem aos grupos de hackers que realizam os ataques, ou se elas s\u00e3o contratadas junto a organiza\u00e7\u00f5es especializadas.<\/p>\n<p>Atualmente, uma das redes zumbi mais atuantes \u00e9 a TDL-4, que at\u00e9 meados de 2011 contava com 4,5 milh\u00f5es de computadores infectados. No ano passado o uso de botnets nesse tipo de ataque j\u00e1 havia sido detectado pela empresa de seguran\u00e7a Trend Micro quando os grupos Anonymous e LulzSec atacaram p\u00e1ginas de empresas e governos em todo o mundo. Em conversa com o Valor na ter\u00e7a-feira pelo Skype, tr\u00eas dos integrantes do grupo respons\u00e1vel pelos ataques aos bancos brasileiros negaram o uso de redes zumbi.<\/p>\n<p>A justificativa foi t\u00e9cnica. &#8220;Usar botnets n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, pois o link [conex\u00e3o com a internet] que elas geram s\u00e3o bem inferior [sic] ao necess\u00e1rio, ter\u00edamos que ter milh\u00f5es de bots para conseguir o mesmo desempenho dos link [sic] de alto desempenho que usamos&#8221;, escreveu um dos hackers. &#8220;N\u00f3s usamos links semelhantes aos contratados pelo banco&#8221;, escreveu outro. Perguntados, eles n\u00e3o explicaram como, ou de qual empresa conseguem essas conex\u00f5es.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o dos problemas que o BB enfrentou foi menor que a vivida por Bradesco e Ita\u00fa. Segundo a assessoria de imprensa do BB, os servi\u00e7os online n\u00e3o chegaram a ficar totalmente fora do ar em nenhum momento, pois p\u00e1ginas secund\u00e1rias continuaram funcionando, e os problemas estariam principalmente em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds (n\u00e3o foram ditas quais).<\/p>\n<p>De qualquer forma, houve confirma\u00e7\u00e3o de que existiu uma tentativa &#8220;anormal&#8221; de sobrecarregar o site &#8220;que seria imposs\u00edvel de ter sido originada somente por clientes&#8221;, e que os departamentos respons\u00e1veis por Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI) e seguran\u00e7a do banco refor\u00e7aram o monitoramento ao longo de todo o dia.<\/p>\n<p>De acordo com o BB, os primeiros dias de todo m\u00eas geralmente concentram mais acessos por serem datas de pagamento de servidores p\u00fablicos e de empresas privadas, o que normalmente j\u00e1 requer um refor\u00e7o por parte da estrutura de TI.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ataques aos sites de bancos brasileiros desde o come\u00e7o da semana podem ter uma liga\u00e7\u00e3o com o mundo do crime digital. 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